A Origem do Mal – Hannibal Rising
Direção: Peter Webber
Gênero: Suspense
EUA – França – Inglaterra – 2007
Apenas um curto comentário.
Com a popularidade das informações, é sabido pela maioria que a infância, para a Psicanálise, é primordial; isso não é novidade nem mesmo para as pedras. É na primeira infância que é estruturado todo o corpo psíquico do sujeito. Dali que surgem os autistas, psicóticos, perversos, neuróticos etc. Não é de se estranhar, portanto, que eu tenha depositado uma grande expectativa nesse filme, posto que é aqui que temos acesso à infância de Hannibal. Doce ilusão. O filme contradiz em absoluto tudo que foi dito nas entrelinhas e nas linhas de O Silêncio dos Inocentes e O Dragão Vermelho.
A Origem de Hannibal não é má, mas o acontecimento que lhe traumatizou, sim, é mau. Explico-me: Hannibal é de uma família bem composta, amorosa, tem uma irmãzinha muito da bonitinha, enfim, família acima do normal. Lá pros seus 8/10 anos, Hannibal é raptado junto com sua irmã e tem o desprazer de presenciar o canibalismo que fizeram com ela. Sim, concordo, isso é um motivo forte pra uma série de coisas, mas, primeiro, tendo ele mais de 7 anos todo o arsenal psíquico já se encontra formado ou quase lá, é preciso ter isso em mente.
Hannibal, assim, se torna um justiceiro, tal como Batman, que presenciou a morte de seus pais e declarou guerra aos inimigos de Gotham City. Até aí, normal. Mas, diante do que é visto em O Silêncio e em O Dragão condiz com sua verdadeira origem? Certamente que não, pois Hannibal não é um herói.
De maneira que eu não considero essa Origem tão assim do mal e muito menos, Hannibalesca. Acho que estão falando de outro Hannibal, um mais humano e saudoso de sua irmãzinha. Um que pretende adocicar a alma dos espectadores.
Por: Vampira Olímpia.

















