European Film Awards 2011

Academia Europeia de Cinema anunciou os vencedores dos European Film Awards 2011, onde Melancholia foi considerado o Melhor Filme Europeu do ano. O mais recente filme de Lars von Trier tinha oito nomeações e acabou por vencer três prêmios.

Melhor Filme Europeu
Melancholia, de Lars von Trier

Melhor Realizador Europeu
Susanne Bier por In a Better World

Melhor Atriz Europeia
Tilda Swinton em We Need to Talk About Kevin

Melhor Ator Europeu
Colin Firth em The King’s Speech

Melhor Argumentista Europeu
Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne por Le gamin au vèlo

Melhor Cinematógrafo Europeu
Manuel Alberto Claro por Melancholia

Melhor Editor Europeu
Tariq Anwar por The King’s Speech

Melhor Design de Produção Europeu
Jette Lehmann por Melancholia

Melhor Compositor Europeu
Ludovic Bource por The Artist

Prêmio FIPRESCI
Oxygen, de Hans Van Nuffel

Melhor Documentário Europeu
Pina, de Wim Wenders

Melhor Filme de Animação Europeu
Chico & Rita, de Fernando Trueba, Javier Mariscal e Tono Errando

Melhor Curta-metragem Europeia
The Wholly Family, de Terry Gilliam

Melhor Desempenho em Cinema Mundial
Mads Mikkelsen

Prêmio do Público
The King’s Speech

Prêmio Co-Produção Europeia – EURIMAGES
Mariela Besuievsky

Prêmio Honorário

Michel Piccoli

Prêmio Carreira

Stephen Frears

Por: Deusa Circe.

10 comentários em “European Film Awards 2011

  1. Não assisti a nenhum desses, nem mesmo Pina de Wim Wenders. Quero ver o do Lars von Trier, mas cadê o tempo? Talvez arrume algum… talvez…

  2. Eu tinha prometido para Pipoca há milênios escrever sobre Melancholia, mas não consegui :(

    Afinal, temática surrealista de fim do mundo é comigo mesmo! E eu AMEI esse filme!

  3. A ideia do filme – se o mundo fosse realmente acabar daqui cinco, o que as pessoas do cotidiano de fato fariam? – é genial.

    Os filmes hollywoodianos focam em atitudes excepcionais, de sair correndo, pular a cerca, pegar um avião, um foguete da Nasa, se esconder no fundo do Oceano ou sei lá o que ao quadrado. E isto só pode funcionar com o pressuposto de que o mundo não acabe realmente. A postura excepcional do sucesso – a ideia de que, com esforço, pode-se superar até mesmo o fim do mundo – só funciona em um sistema de brechas (a dizer, o mundo não vai realmente acabar). É a necessidade extrema do homem, de dotar o mundo de ordenamento e julgar que suas ações possuem eficácia em tal ordem. Em uma situação última, como o fim do mundo, o sentimento de segurança ontológica (expressão de Anthony Giddens) é detonado. Este é o sentimento que nos permite comprar pão na padaria sem neuroses de achar que um raio pode cair na sua cabeça e te mandar. Até pode, mas não é como a ordem do mundo costuma funcionar. Enfim, não vou me estender, mas sempre interpretei os filmes hollywoodianos da temática como temerosos de romper essa última fronteira da segurança ontológica. Rompê-la é dotar de insignificância a razão e o sentido da vida.

  4. Quando estiver pronto o texto, é só me enviá-lo que será publicado!!!

    E pela ideia acima, a produção ficará ótima.
    :D

  5. Pô, achei sensacional aquela cena que uma das irmãs pega o carrinho de golf e sai dirigindo, achando que fosse funcionar alguma coisa. Dotar de significado o aleatório da natureza e mesmo os movimentos da sociedade é um atributo básico do homem. Não apenas a ideia de Deus como as teorias conspiratórias podem ser analisadas sob este viés.
    Afinal, noções religiosas implicam uma importância na agência do sujeito: como se fosse relevante para o ordenamento do universo se ele é bonzinho ou malvadinho. E teorias conspiração dotam de racionalidade – logo, controle humano – o caótico desenrolar histórico. Este tipo de procedimento mental garante as condições de sobrevivência (se a confiança não existisse absolutamente, tente imaginar como seria viver…), mas supõe uma harmonia externa. Oras, o fim do mundo é o exemplo mais dramático e caótico possível.
    Eu ouvi críticas contra Melancholia dizendo que o filme é sem sentido. Uai, não poderia ser o contrário. Diante o fim do mundo, se realmente acabar (diferente destes filmes hollywoodianos que quem realiza o impossível, sobrevive), toda agência humana é sem sentido. O tempo passa simplesmente por passar.

    Enfim, eu AMEI esse filme! :D

  6. Não gosto muito dessa tendência binarista e dualista a jogar tudo nas costas da(s) religião(ões)/Deus(es).
    Pq dá uma falsa ideia de que ela – a religião – é responsável por seu oposto, ou seja, a construção do mundo.
    E aí é impossível não perguntar: desde quando?
    Desde o Cristianismo? Então são apenas dois mil anos.
    Só que o mundo, ao menos este que não se pauta nas tradições ocidentais, data de mais tempo e de outros costumes e valores.
    Então caíriamos no discurso falacioso e arrumadinho de evolucionismo x criacionismo, onde é óbvio que entre seres racionais o criacionismo perderá considerável força-réplica.
    Donde é fácil perceber que tanto o mundo e sua construção, quanto o fim dele, são sem sentido.
    Posto que se é para pensar filosoficamente no proposto, então há outra pergunta que não pode deixar de ser feita: se a proposta do fim do mundo resulta em vidas sem contextualizações e portanto sem sentidos, a origem do mundo teve algum sentido?

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