Sherlock Holmes 2 – O Jogo das Sombras – A Game of Shadows
Direção: Guy Ritchie
Gênero: Ação, Literatura
EUA – 2012
O que considero mais visível no filme, e que merece ser dito, é que toda a equipe aprendeu com os ERROS DO PRIMEIRO FILME . Depois que assisti ao segundo filme, me deparei com uma entrevista com Robert Downey Jr e que logo de cara mostra isso que todos que assistiram ao longa devem ter reparado:
O ator revelou ter aprendido bastante com ‘Homem de Ferro 2′, recebido com frieza pela crítica especializada, e pôde usar esse aprendizado no segundo ‘Sherlock Holmes’: “É como um cubo mágico, você fica um tempão tentando montá-lo corretamente, e quando consegue, fica bem mais fácil fazê-lo novamente”, disse Downey Jr.
Vale lembrar que esse ator está em três franquias ao mesmo tempo: Homem de Ferro, Sherlock Holmes e Os Vingadores. Confesso que, depois de “O Jogo das Sombras”, eu terei mais carinho em ver suas atuações. Gostei muito!
Antes de mais nada, é preciso falar sobre a obra de Sir Conan Doyle. Convido-os a também ler uma nota em que escrevi em outro blog meu. Nesta nota eu estabeleci uma comparação superficial entre Sir Conan e Agatha Christie, da qual tenho imenso apreço. Penso, em rasas linhas, que Agatha fora prejudicada pelas críticas por ser uma mulher vitoriana. Ou seja, escreveu seus livros no auge do machismo conservador e repressor inglês. Enfim, segue o link para tal leitura, pois acredito que não preciso me repetir em dizer que considero enfadonho já entrarmos numa história de Holmes sabendo que o vilão é Professor Moriarty. Posto que, ao sabermos de antemão quem é o vilão, metade do mistério vai embora; resta apenas a ação da caça gato e rato. LEIAM MAIS AQUI!
Quanto ao filme, posso dizer que o roteiro misturou três dos contos de Sir Doyle sobre Sherlock Holmes e seu fiel escudeiro Watson. A mistura ficou ÓTIMA! Seria um saco se o filme valorizasse o mais explícito, que foi o conto “O Problema Final”. Conto em que Watson escreve uma carta para ser lida no enterro de Holmes e narra, com maestria, o início do duelo entre o detetive mais inteligente da Europa (há controvérsias) e o vilão mais magnânino das histórias policiais. Eu gostei das mudanças, das adaptações feitas por Ritchie sobre as histórias. Conferiu ação na medida certa e tanto Downey Jr (Holmes), quanto Jude Law (Watson) estiveram maduros para confeccionar a obra.
Irene, ou melhor, Irene Adler – a única mulher que fez Holmes parar de zombar da “falta de racionalidade feminina” (quem quiser saber mais, leia o conto “O Escândalo na Boêmia), teve uma aparição breve no filme, mas significativa. Pois mostrou que Holmes – de vez em quando – se permite errar em suas deduções lógicas. Porém, entrou em cena uma cigana que fez juz à fama de que nós mulheres não somos apenas um poço de idiotices sentimentais. Colocou em xeque aquela que ele julga ser A mulher (Irene), mas salvou seu melhor amigo, a saber, Watson e, com isto, a cigana. De fato, para quem se inseriu como terceiro na lua-de-mel, tem mais é que proteger os seus.
Jude Law no papel de Watson aparenta por vezes deixar Holmes aquém, isso ficou nítido no primeiro filme. Dessa vez o dueto está mais equilibrado, conferindo ao Holmes o brilhantismo que lhe é peculiar.
Alemanha, coitada, sempre retratada à la “hitler”, mas ainda que com inúmeros clichês o filme arrasou. Recomendo!
Com o sucesso de ‘Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras’ nas bilheterias mundiais, a terceira parte é dada como certa: “O roteiro de Sherlock Holmes 3 já está sendo escrito, e detalhes serão divulgados em breve”, confirmou Downey Jr em entrevista dada à mídia quando esteve no Rio de Janeiro/Brasil.
Por: Deusa Circe.

Eu gostei bastante também. Ri um monte!
Ressalto duas cenas que foram primorosas, em minha opinião:
cena em que eles estão no acampamento cigano e Holmes dança na tenda enquanto Watson dança com a cigana;
cena do xadrez entre Holmes e Moriarty. Sensacional!
Sem contar a filmagem em slow-motion para denotar o que Holmes estava pensando antecipadamente, planejando seus passos. E também a câmera lenta para cenas de close-up. Gente, que demais!!! Isso que faz o cinema ser cinema: arte no meio da narrativa!
Até a esposa de Watson estava com sintonia com a dupla, com cumplicidade e harmonia. O elenco muito carismático e em frequência absoluta! Adorei a presença de Mycroft, irmão do Holmes. Inclusive, essa história que você fala no texto (O Problema Final) ele está presente segurando a onda do mano. Falemos a verdade, pra que servem os irmãos mais velhos se não para segurar a onda dos caçulas? HE HE HE HE HE
p.s. Vini e Plutão, não se sintam compelidos a se manifestarem! rs
Beijoooooooooooooooooooooos.
Vampirinha,
no meu caso, é capaz da minha irmã mais nova segurar a minha onda, que sou o mais velho da tropa de choque.
rs
A Circe é uma super irmãzona!
Mana, eu não vi o filme, mas pelas suas palavras fiquei tentado a assisti-lo. Holmes da literatura abusa da dedução lógica como se o sentido causa-efeito servisse para tudo, faço sérias ressalvas quanto a isso. Mas, quero ver como é esse segundo filme. Beijos!
Penso que Guy Ritchie aproveitou a oportunidade de se redimir com os fãs de Holmes. Também gostei do filme, de sua execução e da intimidade com que o elenco se encontra com a literatura. É o típico filme em que teve bastante dever de casa, as pessoas leram, estudaram!
Dá gosto de assistir filmes em que os atores se entregam aos personagens, estudam detalhes, enfim. Eu gostaria de ver isso também nas atuações de filmes sobre quadrinhos, onde os atores não apenas fizessem o que o diretor manda fazer, mas que conhecessem a cobaia em que será interpretada…
Estava ausente, viajando com meu bem e a turminha, bem que queria ficar mais um tempo em lua-de-mel, mas uma das melhores coisa de estar de volta é poder ler as letrinhas da Guerreira. Amo muito!
Eu ainda não vi o filme e li dois livros de Sir Conan Doyle e 10 da Agatha Christie (sob sua influência e indicação), então não sei se posso emitir minha opinião à altura.. de toda maneira, dentro do que já conheço, eu prefiro Hercule Poirot. Adoro o jeito belga dele de ser! =)
Vou ver o filme, depois comento!
Bjus!
Ah! SAUDADEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEESSSSSSS da Lindona Guerreira!
Engasguei de rir (e não é metáfora) da cena do casamento do Watson. O jeito detonado dele na carruagem, charrete, sei lá, foi hilário!!!!
O filme, ainda que sumariamente divertido, poderia se chamar:
Robert Downey Jr: O Jogo das Sombras!
Sherlock é brilhante, excêntrico, cheio de esquisitices, mas nem de longe é tão palhaço… Mas, antes Robert do que Jim Carrey! Jim é intragável!
Eu gostei do filme, mas ressalto a atuação de Watson. Pra mim, 5 estrelas!
Pra mim, a melhor e impagável cena foi a do ponei!
ahahahahahahahahahahahahhahahahahahaha
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O filme, ainda que sumariamente divertido, poderia se chamar:
Robert Downey Jr: O Jogo das Sombras!
Concordo, Morgue! O cara “se autointerpretou”, o que foi brilhante sem dúvida. Mas não chegou no Holmes.