2 Coelhos
Direção: Afonso Poyart
Gênero: Ação, Policial, Aventura
Brasil – 2012
Brasileiro não é só pobreza e nem favela. Muito menos sacanagem. Um filme também pode retratar outras realidades e contextos. Aqui o diretor Afonso Poyart esbanja criatividade num roteiro correto, pontuado de reviravoltas e descobertas. E não é só isso, o formato estiloso agrada, apesar de exagerar na introdução.
Somos apresentados a dois bandidos, um político e outro chefe de quadrilha. Um faz tráfico de influências e outro de drogas. Dois advogados, na verdade um casal. Ela do Ministério Público e ele defendendo causas e pessoas ligadas à marginalidade explícita. Não sabemos o que liga o narrador-ator-justiceiro a essas figuras. Mas algo existe, certeza.
Cenas do assalto de motocicleta, o ótimo ator mostra falas e tocada impressionantes, ele fará parte do plano. Soma-se o professor universitário barbudo e caladão, o sofrimento impingido a ele. Parte dos fatos é revelada
O ritmo é intenso e as tomadas de tiroteios, perseguição de moto, gasolina no pára-brisa, vinganças, trapaças e algumas piadinhas bem enxertadas (tal como a da espada) nos brindam com risos e estupefação diante da qualidade das imagens. Nada a dever aos filmes de ação norte-americanos.
Cabe aqui dizer que os personagens são –exceto o pai do vingador- todos amorais. Nenhum é totalmente mau ou bom. Nem ele, pois sua maior motivação é o dinheiro e não o amor. Pois se fosse amor, bastava ficar com a garota e mais nada.
A tecnologia empregada, principalmente nas explosões e ao mostrar os chips de aproximação e afastamento, além do explosivo plástico C4 é muito foda. Os diálogos são verdadeiros e sem exageros na fala e muito menos nos tipos mostrados. Adorei o magrelão que carrega a espada e o comentário sobre o baço…
O final vai tomando conta do filme, como se fosse obrigado a ser feliz ou retirar alguma mensagem do mesmo. Nem precisa, pois quando uma história é bem contada, cada um irá fazer suas próprias reflexões e conclusões.
O que há de bom: atores e direção muito próximos, criatividade em alta
O que há de ruim: não precisa ser tão explicativo, pois a platéia brasileira é bem mais inteligente do que a norte-americana
O que prestar atenção: acho que a sinopse apresentada nos jornais está distante da qualidade do filme e também do que ele se trata
A cena do filme: o primeiro clipe da Alessandra Negrini e depois sua verdadeira situação no enredo, como diria meu velho pai: “cherchez la femme…”
Cotação: filme ótimo (@@@@)
Por: C.O.B.R.A.

Eu adoreiiiiiiiiiiiiiiiii esse filme! Super produção e como disse o Cobra: “Nada a dever aos filmes de ação norte-americanos”. Concordo plenamente!
Amanhã eu comento sobre o filme.
O povo vai ficando velho e, com isso, aprimorando a existência, bom demais!
Bull, meu anjo protetor, que não te falta alegrias nesta data tão especial. Muita saúde, amor, diversão e dinheiro. Feliz aniversário!
Um grande beijo!
Uai e eu sou a mais velha de todas? rs
Eu postei a comemoração do Bull no lugar errado. rs
kkkkkkkkkkkkkkkkk Santa mente anciã, Batman!
kkkkkkkkkkkkk que isso, minha irmã! rs
Eu quero muito assistir a este filme, li excelentes críticas. Fiquei curioso.
Eu me prendo muito à história, sempre. Acho que o que faz a diferença é no “como” o enredo é contado. Mal de historiador…
A história não é muito original, mas a maneira como foi contada eu adorei! Me prendeu do início ao fim, quis saber mais e mais. O longa foi bem feito, também recomendo e achei mais atraente do que Tropa de Elite 1 e 2, se querem saber. Porque não teve um compromisso “com a verdade”.
O que me deixou mais feliz: uma mudança clara no cinema brasileiro! Filme de primeira qualidade!!!
Se gostei? Gente, eu ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!
O jeito em que foi filmado também contribuiu pra isso, achei sensacional.
O formato não é original, pois é notória a tendência tarantiniana do filme: mistura de quadrinhos com o enredo real, espadas à la Kill Bill, e o mais importante que é a filmagem vai-e-vem, cheio de reviravoltas que dá uma cara meio Pulp Fiction à história.
Há quem fale mal, mas eu adorei!!! Eu adoro Quentin Tarantino!
Fico muito feliz com o cenário do cinema brasileiro, que tem crescido a olhos nus e melhorado bastante. Este filme é prova de que o futuro tende a ser próspero.
Particularmente, não gosto de filme brasileiro que é derivado de seriado Global Bobal. Até porque não gosto nem mesmo do forte deles, que é a novela, quanto mais filme de comédia com os atores bonitinhos e cheios de marras. Então, 2 Coelhos já dá largada bem à frente dos demais carros, embora tenha atores conhecidos, a história não é Bobal.
Além do mais, gostei da trama por ter sido estruturada de maneira inteligente. E aqui ressalto o que o Cobra falou: “não precisa ser tão explicativo, pois a platéia brasileira é bem mais inteligente do que a norte-americana” (2).
Pode ser que tenha muito adepto ao Imperialismo estadunidense que me acha radical (porque “o bonito” é falar inglês americano sempre que der, calçar Nike, tomar coca-cola e comer em fast food) por me recusar a ser voluntariamente colonizada por esses imbecis, mas a verdade é que nós, os “colonizados” (e isso inclui todos os países da américa do Sul e Central), fazemos piadas mais sofisticadas, até pela lógica do Rei e do Bobo-da-Corte. Somos mais ácidos, menos pastelões, enfim, mais resistentes aos sadismos… se me entendem…
Agora, para o cinema brasileiro crescer, uma vez que a população consome muito filme norte-americano, é preciso se “igualar” para depois criar identidade própria. O que não dá é ficar só no primeiro plano. Mas, pelo que vejo, loguinho teremos um cinema com nome próprio e eu quero continuar incentivando isto: indo ao cinema.
Falando em identidade própria, algo que tenho reparado muito nas salas de cinema das quais frequento é que os filmes estão sendo apresentados dublados. O índice de salas com cinema legendado diminuiu.
Embora eu prefira mil vezes a voz original do elenco – independente do idioma falado -, porque faz toda a diferença, tenho que reconhecer que é uma maneira mais justa de entrada de filmes internacionais no nosso cenário cotidiano.
Pode ser que tenha muito adepto ao Imperialismo estadunidense que me acha radical (porque “o bonito” é falar inglês americano sempre que der, calçar Nike, tomar coca-cola e comer em fast food) por me recusar a ser voluntariamente colonizada por esses imbecis
AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO a Guerreira! Não tem igual!
Assisti junto com meu amorzão! Foi ótimo o programa, o filme e o jantar depois!
Filmão, hein? E que final lindo… choreiiiiiii! ahahahah sei que vcs vão me zoar por chorar em um filme logo de super ação como 2 Coelhos, mas fiquei tocada com o fim do plano… achei bárbaro!
Super indico e recomendo, quero até comprar o dvd quando lançarem!
Beijinhos.
Guerreira, já reparei tb esse lance da dublagem no cinema. Eu não gostei disso não. Como vc disse, a voz original do elenco é muito melhor, isso pq não aparenta que a voz está sobreposta à imagem. Na dublagem há essa dificuldade, às vezes parece que a voz está separada da imagem, não parece? Não curto!
Pô, Raquel… rs.
Chorou no final, cara? Mas por que??????????????????? rs.
Tipo, a coisa “romântica” não durou nem 5 segundos de cena!
Quero muito ver esse filme! Quando alguém tiver um link-amigo me mande!