Alexandre, O Grande – Alexander the Great
Direção: Robert Rossen
Gênero: Épico
EUA – Espanha – 1956
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Postagem automática.
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Richard Burton é um ator hoje esquecido pela multidão. Talvez alguns lembrem-se dele como o sujeito que casou duas vezes com a mesma mulher, Elizabeth Taylor. Mas ele é mais do que isso, homem bonito, forte, de boa voz, na década de sessenta protagonizou os clássicos Cleópatra, A Noite do Iguana, Quem tem medo de Virginia Wolf? Em 56 aparece para o grande público pela primeira vez, fazendo o papel do maior general e conquistador de todos os tempos, Alexandre.
O filme mostra Felipe II, seu pai como um impiedoso guerreiro, muito prático, soldado de campanha. Ele fala, ele faz. Sua mãe a bela Olímpia, mítica e inteligente. Grega e adoradora de Dionísio. Entre mil intrigas palacianas ele cresce. E é orientado culturalmente por nada mais nada menos do que Aristóteles.
Diferente desde o início, mostra-se impulsivo e determinado. Recebe o governo da Macedônia – hoje é a região entre a Grécia continental e a Anatólia (Turquia) aos dezessete anos. Uma pena que não mostrem o seu cavalo, Bucéfalo, sendo conquistado por ele, nessa mesma época. Animal que temia a própria sombra, inequivocamente o melhor amigo de Alexandre durante toda sua vida.
O desempenho de Burton é hipnótico, apesar da sainha curta que usa e dos parcos recursos da época em termos de lutas. Contudo o sem número de coadjuvantes enobrece o filme. Além do que a conquista do império de Dario III é algo monumental. Alexandre cuida da família real e estimula o casamento de seus generais com mulheres persas.
Após o assassinato de seu pai, Alexandre torna-se mais frio, mais agressivo. Aqui vejo um erro tremendo no roteiro do filme. Em vez de mostrar as conquistas lendárias de Alexandre, suas campanhas homéricas, suas táticas inovadoras de guerra, o palco mais utilizado são fofoquinhas de bastidores. A luta pelo poder, o questionamento da capacidade dele em manter o seu reinado.
Aos trinta anos invade a Índia. Lugar mítico, e na volta, cansado, vem a falecer. Isso todo mundo sabe. Mas o que ouço se divulga é que ele não arrasa as culturas que conquista, mantém o ideal helênico de união dos povos e cria cidades homônimas com o nome de “Alexandria”, sendo que a egípcia torna-se a capital cultural do mundo por trezentos anos.
O filme não destaca a guerra e sim os conchaves, uma pena. Porém Richard Burton mantém-se acima de críticas com um desempenho impressionante, aos 31 anos, cabelo tingido de loiro e uma semelhança física ao homem com a biografia mais impressionante de todos os tempos.
O que há de bom: interpretação de Burton e alguns cenários da Grécia Antiga
O que há de ruim: Alexandre pode render dezenas de filmes, mas não pode ser resumido por um só ponto de vista
O que prestar atenção: ao acreditar que é um Deus, Alexandre morre, essa é a falha humana
A cena do filme: gosto do diálogo entre mensageiros persas e macedônicos onde os persas subestimam o “garoto” Alexandre
Cotação: filme bom(@@@)
Por: C.O.B.R.A.








