Thor

Thor

Direção: Kenneth Branagh

Gênero: Comédia, História em Quadrinhos, Ação

EUA – 2011

Comentário de Guerra de Pipoca:

Um aspecto da Marvel me agrada: eles tentam, com constância, embasar suas histórias na Ciência; por exemplo, os últimos marvelianos lançados ilustram minha afirmação, que são: Homem de Ferro 1 e 2, O Incrível Hulk. No entanto, a maneira como usam a Ciência para dar sustentação à história é, por vezes, deveras surreal. Desta vez, em Thor, a Ciência foi usada como suporte, mas em momento algum foi explicado o mínimo dos estudos de Jane Foster (Natalie Portman). Talvez isso dê ao filme mais graça, afinal, poucos vão ao cinema querendo estudar, mas ao mesmo tempo, deixou o enredo furado. Pois, por que Jane Foster e sua turma estavam às voltas com tais estudos?

A entrada de Thor na Terra funcionou, inclusive em palavras, para misturar a ciência com a magia. Afinal, Asgard não separa verdades, como ele mesmo disse para Jane. Deu ao filme um caráter fantástico e fantasioso promovendo graça. Um ser, literalmente, de outro planeta é lançado na Terra. É um ET dos mais diferentes do que dizem existir, afinal, não é verde, nem tem um cabeção enorme, não conversa por telepatia… ao contrário, Thor é um ogro bastante humano (e fala inglês), por assim dizer. Esse aspecto do filme é interessante, pois os costumes de Asgard  – que é o Reino dos Deuses – são bastante rústicos; o que contrapõe o imaginário de encontrar tecnologia x extrema civilização. (Ri muito quando Thor quebra uma caneca no chão da lanchonete, que é um costume de viking e não de “Deuses”). A tecnologia não implica (diretamente) em povo civilizado.

Asgard é fantástica. Linda, bem feita, Branagh está de parabéns por sua elaboração. O guardião Heimdall foi muito bem feito, também. No entanto, sinto-me pesarosa por Odin, Anthony Hopkins. Desperdício absoluto neste filme, embora proporcione soberania ao enredo. Porém, tal ator não tem cara de quadrinhos… Muito embora ele arrase em qualquer papel, colocá-lo para dormir mais da metade do filme pegou mal. Não gostei. Outro ponto que não gostei foi de Thor na pele de ogro irracional que precisa apanhar bastante para adquirir sabedoria. Loki, seu irmão, lhe deu mais lições do que o inverso. E, convenhamos, Thor da Marvel que ensina Loki e não o contrário. Mas, enfim, as cenas engraçadas passaram maquiagem nessas diferenças, foi tragável.

Um ponto que não diz respeito somente ao filme, mas, quero comentar, é Natalie Portman no papel principal ao lado de Thor fazendo uma interpretação ridícula, aquém de sua última aparição que tanto emocionou: Cisne Negro. Juro que olhei pra Morgue no meio do longa  e perguntei: Que aconteceu com essa atriz? Até agora não faço ideia do que houve, do motivo que a fez ser tão ruim como Jane Foster. Enfim, pelo menos, o filme não é exatamente uma comédia romântica, se me entendem.

A ideia conspiratória também não me agradou. Sei que está na moda e tal (vou deixar pra Vamp e Morgue falarem mais sobre esse aspecto, conforme o combinado), mas antes Thor ter sido elaborado em sua busca por paz, atrapalhando os planos sórdidos de Loki, do que um perdido no espaço (literalmente) preso por uma conspiração típica americana. Enfim.

Comentário de Vampira Olímpia:

A ideia de Thor é fazê-lo sofrer longe de sua terra para aprender ensinamentos altruístas básicos, como respeito ao outro e próximo (não tão próximo assim), paz etc. Seria ótimo se a vinda dele à Terra não fosse tão tragicômica. Primeiro que Asgard fala o mesmo inglês que os terráqueos. Talvez se a comunicação entre eles fosse, no mínimo, complicada, seria mais próximo aos propósitos da inserção da Ciência no filme: dar realidade ao enredo. É patético que até mesmo as piadas entre eles sejam iguais!

Ainda assim, gostei do filme pela grandiosidade fantástica do intercâmbio entre três planetas (não se pode esquecer dos Gigantes do Gelo). Sobre eles que irei falar. É óbvio que se o sentinela não conseguiu ver a entrada dos Gigantes do Gelo, então é porque há um traidor. E um traidor que conhece bem Asgard, do contrário não conseguiria burlar uma segurança tão forte. O que sugere de imediato que Loki tem seu dedinho nisso. Considero esse ponto do filme bastante atual, uma vez que novamente estamos (no sentido de mundo) retomando o assunto datado de 10 anos atrás: a invasão planejada da al-Qaeda nos EUA. Alguém teve que trair os EUA para isso acontecer. Quem? ;)

Comentário de Morgana:

Que cidade perdida no nada é a do filme, não? Se tiver 5 ruas e uma avenida principal, é muito. E de repente, não mais do que de repente, a equipe tática da S.H.I.E.L.D. (Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão – criada pela Marvel) apareceu em peso por lá, montando toda a estrutura para estudarem um… machado… O machado não tinha uma cara de “instrumento extraterrestre”, só era grande e pesado, mesmo assim: “Pânico! Ameaça de invasão no ar!”

Eu também estou “panicada”, não nego. Não pelas “ameaças vindas do espaço”, mas pela loucura que estamos vivendo quanto às pseudos-ameaças que nada mais são do que frutos paranoicos de governos que insistem em pregar a paz, a democracia, o respeito ao próximo, mas que não fazem o que falam, posto que são eles quem promovem guerra, discórdia, violência que contradiz qualquer Estado Democrático etc. A paranoia da falsa-paranoia me deixa paranoica, por assim dizer.

Com isso, vi (também) em Thor algo muito atual, como Circe e Vamp já apontaram em seus comentários: Asgard vive o que estamos vivendo: qualquer coisa é motivo para ameaças. Que espécie de animais estamos nos tornando? Preocupo-me bastante com as queixas frequentes das pessoas: falta de confiança, fobia social, mania de perseguição etc. Claro! O mundo vive uma “perseguição” consentida por autoridades! Como esperar outro comportamento do ser humano?

Por: Moiras.

Caça às Bruxas

 

Joga na fogueira ou não?

Caça às Bruxas

Direção: Dominic Sena

Gênero: Épico, Aventura, Fantasia

EUA – 2010

O período chamado de Baixa Idade Média (séculos XII – XV) é popularmente conhecido por Cruzadas. Época importante para sustentar o que vivemos hoje, uma vez que foi nesse tempo que o capitalismo começou a nascer, pois já havia sistemas de trocas e espírito de lucro, ainda que a relação trabalhista passava longe de ser assalariada. Outro aspecto que sustenta tempos atuais é a interferência da Igreja em assuntos políticos. Porém, na Baixa Idade Média era “tudo junto e misturado”. A Nobreza também fazia parte do Clero e, consequentemente, o Clero era nobre no que tange à influência direta das decisões políticas.

O homem medieval era, antes de tudo, um servo de Deus. Com a desculpa sangrenta de combater o “infiel”, a Igreja avançou territórios e conquistou muitas terras sob o crivo de matar bruxas compactuadas com o diabo. Acontece que neste tempo de sangue e com objetivos claríssimos de conquistar terras, muitos inocentes foram mortos: crianças, mulheres idosas, homens idosos, enfim, pessoas do bem. Toda essa riqueza do Clero não vinha de graça e questionar sobre tanta violência era equivalente a estar compactuado/a com o diabo, também. Um tempo metaforicamente de “vinho tinto de sangue” – parafraseando Chico Buarque ao cantar Cálice (o que eu gosto de chamar de Cale-se) nos tempos áureos de Ditadura.

Neste filme alguém (Nicolas Cage) decidiu não se calar. Percebeu a injustiça óbvia das inúmeras mortes e questionou uma autoridade religiosa. A consequência é bastante óbvia, também: tornou-se um desertor procurado em nome de Deus! Engraçado como Deus tem tantos inimigos, rsrsrs. Será que ele tem amigos fiéis ou só aqueles que fazem de tudo para fugir da fogueira? Acho que daí que vem o sábio ditado popular para traições: Fulano jogou beltrano na fogueira…

Enfim, o início do filme trata-se desse período sangrento. Até começa bem, com ótima fotografia (gostei bastante desse ponto), lutas rápidas mas em clima épico (ponto para a cena dos lobos, adorei); depois que Cage é tido como traidor a história balança um pouco. Não se sustenta tão bem. Acontece que uma bruxa foi acusada de trazer a Peste Negra e a saga do filme é de levá-la para os monges, que tinham a missão de curar toda a peste. Agora, como que os monges curam uma peste que se iniciou (metaforicamente também) dentro da própria instituição é uma pergunta que não podia ser feita nessa época do século XIV. Tal como se suspeita, Nicolas Cage seguiu a saga sem fazer muitas perguntas, aí que ele se deparou com muitos enganos…

O longa é bom até o início do fim. Quando começa o fim… humm! Sabe aquela promessa de festa que terminaria magistralmente e de repente a luz acaba e o som é interrompido à força? É isso que acontece no filme. Estava indo bem! De repente… não mais do que de repente, o filme vira uma dresgrama total! Horrível o fim. Ave Czar!  Falta de sentido, de senso, de nexo, de tudo.

Recomendo pela boa mensagem de questionar os dogmas  cristãos e de onde veio tanta riqueza, território, poder. Mas, de resto, não me crucifiquem pela indicação, pois o filme termina mal. E é um filme com ótimo elenco e fotografia… Realmente, Dominic Sena não sabe finalizar suas obras, pois ele comete o mesmo vacilo em Kalifornia (1993). Direção firme e no fim desandou pro besteirol…

Por: Guerra de Pipoca.

A Estrada

A Estrada – The Road

Direção: John Hillcoat

Gênero: Drama

EUA – 2009

Até onde vai o amor de um pai por seu filho? Qual a cota de sacrifícios que um homem pode fazer por alguém que ama incondicionalmente? Quais os valores arraigados da espécie humana que podem ser detonados diante da simples questão de sobreviver mais um dia? Qual o limite de confiança que você pode ter no outro? Em quem você pode realmente confiar? No seu filho, no seu pai? Na sua mulher? E um desconhecido? Como fica, então? Questionamentos. Todos pertinentes. Absolutos e profundos.

Terra devastada. Cinza. Fuligem. Pó. Céu eternamente em sombras. Caminhada para o sul. Pai e filho, lado-a-lado. Nenhuma vida aparente. Sem pássaros ou outros animais. Somente o ser humano. Na maioria homens. Reunidos para sobreviver. Resumidos no mais básico instinto: comer. E se não tem alimento, o que usar? A carne dos outros homens?

A cada momento um discreto flashback da mãe, pouca participação dela como parceira. Ela desiste. Ele não. Sua jornada é tão ingrata que o público se contorce nas cadeiras do cinema sem uma única solução para a jornada que vai a lugar nenhum.

Qual o ator? O talentoso Viggo Mortensen, que a molecada adorou em “O Senhor dos Anéis”, que os puristas se surpreenderam em “Appaloosa” e que os cinéfilos carimbaram em “Senhores do Crime”. Ele compõe o personagem tanto física como psicologicamente. Sua barba desgrenhada, o olhar vazio, até o andar quase arrastante emolduram uma decadência cheia de angústia.

O menino que o acompanha é passável. Não cheira e nem fede. Mas em pequenos olhares basta, pois mostra sinceridade e isso é o mais cabível num filme em que o pai é tudo e nada pode. Lembrei-me de “Rei Leão” a melhor animação que já vi. São díspares. Aqui o destino é cruel e a esperança vã. No outro a redenção é o caminho mais provável.

Desconfiar de todos. Ser perseguido. Deixar nú um combalido pedinte. Abandonar um ancião. Atirar em quem nem vê e muito menos sabe. Não verificar se o som de um cão com seu dono são do bem ou do mal.

O garoto diuturnamente pergunta quem são eles mesmos: os bandidos ou os mocinhos. O pai nem mais sabe, mas acredita que sim, eles são os justos.

O final é quase uma réstia de luz num mundo soturno pintado pelo diretor. Sim, há mortes. Sim, existe uma família nuclear. Sim, existe um cão. Sim, há esperança. Pois se existem crianças, a rima justifica os meios.

O que há de bom: ator maduro, sólido, competente e que nos põe em cheque sobre os valores atuais de consumismo

O que há de ruim: por que a mãe foi tão omissa? Não suportou? Onde os fracos não têm vez? Qual seria a figura dela no psiquismo do autor do livro em que o filme é inspirado?

O que prestar atenção: a lentidão das cenas leva a reflexão aos calmos cinéfilos e à exasperação dos “nervosinhos”, o mundo é assim, reflexo de nós mesmos

A cena do filme: o pai deitado, imóvel e a escolha do filho

Cotação: filme ótimo(@@@@)

Por: C.O.B.R.A.

2 anos de Guerra de Pipoca!!!

Enfim, se fechamos o ciclo de mais um ano, então, que venha mais! Somos gulosos!

:D

Parabéns para nós!

Beijos,

Guerra de Pipoca.

Tropa de Elite 2

Uns dos Engravatados

Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro

Direção: José Padilha

Gênero: Ação, Aventura, Policial

Brasil – 2010

Já dizia Sartre que o inferno é o Outro…

O maior problema do poder é a sua legitimidade. Quando é legítimo o uso do poder, da autoridade, da força?

O princípio de legitimidade, que hoje é justificado por meio do princípio ético, legitima os governantes a atuarem de acordo com as vontades de Deus e do povo. Ignoremos as vontades de Deus, mas não tanto assim, posto que Ele e povo no filme Tropa de Elite 2 é encarnado na mesma persona, a saber, Capitão Nascimento. Ele é O cara. Com seu surgimento, Chuck Norris está decididamente demitido, diz Roberto Justus sobre Wagner Moura.

Os métodos de Chuck, o boneco assass… ops, o Capitão Nascimento, são arbitrários, impostos e ilusoriamente justificados por meio da explicação de que “bandido bom é bandido morto”.

A narrativa muito bem pensada de Padilha sustenta a ilusão de que a “justiça” e os “direitos humanos” só atrapalham. Quem manda nós, os cientistas das HUMANIDADES, protegermos o direito nato à HUMANIDADE? Que coisa absurda! Deveríamos nos ocupar em defender os direitos das abelhas produzirem mel!

Se estivéssemos em alguns séculos atrás, Capitão Nascimento não teria de enfrentar tanta burocracia. Mataria e pronto. Ele é a lei e a lei é dele. Chegaria o dia, e o passado histórico nos confirma, que matar bandido e mocinho é só uma questão de acordar de pá virada, “parceiro”. Nero e tantos outros não nos deixam mentir.

Acontece que, felizmente ou não, esse tempo arbitrário está dissipado pelo que entendemos por poder judiciário, uma parcela da divisão do poder em si. E até que se aperte o gatilho, tem muita instância pela frente.

Resta questionar se esse processo de “condenação” é uma conquista da dita humanidade. Nós, Moiras, defendemos que SIM. Conquistamos o direito à defesa! E essa legitimidade não nos foi dada, foi conquistada com muito sangue derramado.

Imaginemos se no mundo real e atual um policialzinho qualquer pudesse matar apenas porque entendeu que estaria limpando a sociedade dos bandidos coçadores de saco e cheiradores de bunda?

Não demoraria muito e o cabra daria um tiro na própria mãe! Poder é algo perigoso e não é à toa que para casos de extrema babaquice dizem que “o poder lhe subiu à cabeça”. E sobe mesmo, “parceiro”. Só que hoje em dia, nêgo perde a linha por causa que o poder subiu a cabeça, mas se depara com uma chatice jurídica enorme pautada na idiota perspectiva dos Direitos Humanos.

É por conta dos Direitos Humanos que os assassinos tem que se vestir de terno e gravata, “parceiro”.  O Capitão Nascimento sabe qual é o peso de mudar de farda para terno; e aí ele ocupa o lugar ora de vítima, ora de salvador. Vítima porque, puxa…, ele é mero fantoche do Sistema, coitado… E salvador, porque o cara é esperto pra caramba, “parceiro”, ele “saca” qual é a “noia” toda e de um jeito muito principesco salva a donzela Brasília das garras do mau-caratismo político. Desvendou todo o Sistema com seus caros neurônios tão logo o soldado de chumbo Matias “bateu as bota”, literalmente. O justiceiro ex-BOPE e atual burocrata acorda para revanche e aí “foda-se” a constituição dos fatores e a brasileira de 88, a justiça e o que mais vier, “parceiro”. O “lance” agora é “passar geral”, vingar o Matias e derrubar o Sistema pro próprio Sistema!!!!!!!! E mais, so-zi-nho!

Bom, é filme…

Um cara desse não precisa de “parceiros”, ele faz o que tem que fazer sozinho. “Vagabundo que se oriente!” Capitão Nascimento está na área.

O processo eleitoral, que inclusive estamos vivendo, se vale do oportunismo burguês. Em Tropa de Elite 2, o processo eleitoral é amparado pela Polícia. E a Polícia, no filme, está para Favela assim como a Favela está para Polícia.

A ideia de que a Polícia está para bandidos é coisa de primeiro mundo, que enquadra no xadrez qualquer malandro tendo carteira gorda ou não. No filme e, talvez, no Brasil, se a polícia está para a favela, logo, a lógica não é a de prender bandido, mas a de prender pobre. Este mesmo pobre que elege os maus políticos… As CPIs estão engavetadas na vida real, no filme tem uma em aberto, mas dos resultados só ouvimos falar por alto, porque é mais importante acabar o filme (ih já vimos este filme…) e retratar a vida de Rafael, filho do nosso Capitão, que se encontra internado no hospital devido um golpe duro do Sistema… Enfim, continuamos a colocar na conta do Papa?

Por: Moiras.

Prólogo do Céu

Seiya, Athena, Artemis

Os Cavaleiros do Zodíaco: Prólogo do Céu – Saint Seiya: Tenkai-hen Josō Overture

Direção: Toei Animation – Masami Kurumada

Gênero: Animação

Japão – 2004

Seiya, Cavaleiro de Bronze – Athena, se volta contra os deuses após as guerras santas contra Hades e Poseidon. Artemis, Deusa da Lua, decide puni-lo (e, em conseqüência, também a  Athena). Athena faz um acordo com Artemis para salvar a vida de Seiya e dos demais Cavaleiros: lhe dá a Terra e promete que eles não mais lutarão contra os Deuses. Artemis aceita o acordo e passa a governar a Terra e o Santuário de Athena.

Seiya salvo corre ao Santuário e se depara com Shina, que lhe diz que aquele lugar é agora de Artemis e que Athena deixou de ser uma Deusa. Seiya, então, decide salvar sua amada Saori.

Por trás de uma corrida contra o tempo, pois cada gota de sangue que cai dos pulsos de Athena a põe mais perto de sua morte, Seiya se recupera cada vez mais, mesmo sob ataques de vários súditos de Artemis.

Athena e Seiya

Ocorre que de alguma maneira Athena o ajuda. Ela permanece conectada a ele. Isto lhe dá forças para prosseguir. Em contrapartida, é o amor à Humanidade que faz Athena permanecer forte.

Mesmo que Apollo alerte que um humano não pode vencer um Deus e que Artemis diga que “os humanos não passam de uma imitação dos Deuses”, eles não se resignam. Athena descobriu algo mais nobre que eles e decide ir até o fim com esta descoberta. O filme dá a entender a ambiguidade entre a paixão por Seiya e o amor à humanidade. Não chega a responder, deixa no ar. Ela até desafia  Apollo, rsrsrs. Claro que é forçado, mas é bonitinho! :D

O que será que acontece?

Bom, a arte do filme é bem interessante, praticamente em todas as cenas tem a presença da água. Inclusive, o barulho das gotas pingando são excepcionais, pois soa como uma metáfora do tempo passando, o tic-tac do relógio. Realmente, cada minuto é importante. O sangue de Athena que cai na água também é bastante simbólico. Muito legal.

Eu recomendo, sobretudo pra quem está acompanhando Lost Canvas. Responde a muita coisa.

Por: Guerra de Pipoca.

O Último Samurai

O Último Samurai – The Last Samurai

Direção: Edward Zwick

Gênero: Genocídio e Etnocídio

EUA – 2003

Algumas pessoas consideram sinônimos as palavras genocídio e etnocídio. São conceitos que se cruzam, mas há diferenças. No genocídio, a extinção é da raça, etnia. No etnocídio, a extinção é da cultura, o povo não necessariamente é exterminado.

Muito se fala do nazismo; estamos cansados de filmes a respeito da crueldade ariana, ao menos eu estou. Porém, genocídios e etnocídios maiores aconteceram aqui nas Américas. Os índios estão em extinção desde anos atrás. A cultura brasileira privilegia o mínimo de sua raiz indígena. Índio é artigo de luxo colocado em vitrine museal pela FUNAI. Brigas por terras, por direitos natos. Homem branco é bonzinho… dá 0,1% do que são deles e é visto quase como um favor, espécie de “décimo terceiro salário”. Realmente, as inversões são enormes. Mas, enfim, colonizados pelos Europeus – ou melhor, por todo Eurocentrismo vigente – os índios perderam suas nações, foram reduzidos ao conceito de “tribo”. E os samurais com isso? A dinâmica é a mesma. Encontramos samurais em templos japoneses, não mais caminhando pelas calçadas das cidades grandes; até mesmo porque a sua cultura é inversamente proporcional ao tempo acelerado de seus contemporâneos capitalistas. Afinal, a divisão Oriente x Ocidente está cada dia menos visível.

É um filme para se extrair dele algo além do que ele propõe. Talvez para ser pensado o quão é fascinante impregnar-se da cultura de um outro, prática comum entre os seres humanos. Conheço brasileiros que moram em frente a museus e acham que precisam atravessar o Atlântico pra conhecê-los na Europa rsrsrs. É divertido observar essas “contradições humanas“. :D

O único “inconveniente” do filme é que o Último Samurai é um  norte-americano… rsrsrs. Por que será, né?

Por: Guerra de Pipoca.

Blá Blá Blá

“Sou um homem supersticioso, e se algo acontecesse com meu filho, se ele fosse atingido por um raio, se o avião dele cair, ou se fosse baleado na cabeça por um policial ou se o enforcasse na prisão eu teria de culpar algumas pessoas nesta sala, e isto eu não perdoaria, mas fora isso, eu juro pela alma de meus netos que não serei eu quem irei quebrar a paz que selamos hoje”. – O Poderoso Chefão -

rsrsrs

Acho que essa frase simboliza toda a “semana santa” no Cinema.

:D

Boa Páscoa!

Por: Guerra de Pipoca.

O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei

O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei – Lord of the Rings – The Return os the King

Direção: Peter Jackson

Gênero: Épico

EUA – 2003

A novidade desse livro de Tolkien não foi mostrado no cinema, ficou reservado aos leitores dessa obra. Ao final, Tolkien expõe a gramática e ortografia da Língua Élfica que inventou. Como dizia em A Sociedade do Anel, sua intenção com a obra era sumariamente linguística.

“O Westron, ou Língua Geral, foi inteiramente traduzida para equivalentes ingleses. Todos os nomes de hobbits e palavras especiais deverão ser pronunciados de acordo”. (Tolkien)

Tolkien tentou representar os sons originais com precisão na medida em que isso poderia ser possível. Dessa maneira, enquanto a Língua Geral foi baseada no inglês, a Língua Eldarin (Élfica) foi grafada no Latim.

De acordo com a Gramática bem detalhada e exposta nos Apêndices do livro, posso dizer que a língua soa bonita e conta com elegante pronúncia, por ter uma sonoridade arcaica. A língua inglesa é o ponto mais forte da sonoridade das palavras, e o brilhantismo é devido ao fato do latim não ter sido deixado de lado. Realmente, lindo!

O inconveniente que impossibilitou, em minha opinião, a aderência de tal língua inventada nas diversas culturas disponíveis no mundo é a composição do alfabeto. Tolkien fez questão de usar de diversas maneiras as letras do alfabeto sob o modelo arcaico. De forma que a substituição do que já se encontra padronizado para a regressão da escrita praticamente desenhada é inviável.

Por exemplo, uma das regras gramaticais da Língua Élfica explicada por seu criador:

“O sistema continha vinte e quatro letras primárias, 1 – 24, ordenadas em quatro témar (séries), cada uma com seis tyeller (graus). (…) As letras primárias compunham-se cada uma de um telco (haste) e um lúva (arco). AS formas vistas em 1- 4 eram consideradas normais. A haste podia ser elevada, como em 9 – 16; ou reduzidas, como em 17 – 24. O arco podia ser aberto e cada um dos casos podia ser duplo (como duplicar a letra L na palavra. LL).”

Tantos arcos, hastes, é preciso saber desenhar pra assinar o próprio nome em Élfico!

Já imaginaram como seria difícil abandonar o inglês, que é uma língua simples se comparado ao latim, para formalizar a Língua Élfica, que é a somatória erudita das duas, para, então, ser falada por todos os homens?

Ambicioso, meu caro Tolkien… Ambicioso. E por isso, restrito aos elfos.

Por: Guerra de Pipoca.

Operação Valquíria

Operação Valquíria – Valkyrie

Direção: Bryan Singer

Gênero: Drama

EUA – Alemanha – 2008

Você  come chuchu? Pepino? Abobrinha? Tudo sem sal? A salada antinazista em que Tom Cruise se mete é isso. Uma história bem feita, contada de maneira didática e linear e totalmente insossa! Nem o raro e belíssimo sorriso do nosso herói, salva.

A Alemanha está prestes a ser derrotada. A maioria de seus comandantes já carrega consigo uma ampolinha de cianureto dentro do receptáculo de chumbo. Para eventual suicídio. Mas o coronel Claus Von Stauffenberg depois de levar uma sova no deserto da Tunísia, perdendo um olho e a mão direita, retorna revoltado e vingativo.

Seria essa atitude dele uma vendetta pessoal? Não percebe, que ao se unir a vários comandantes de alto escalão nazista está traindo a sua nação? Mesmo que contra um maluco trancado num bunker a prova de tudo, até de sensatez? Esses questionamentos o filme não faz.

E como sabemos que Hitler foi vítima de quinze – fracassados – atentados a sua vida, a história contada torna-se chata. Mas mesmo assim é fantástico ver a suntuosidade das construções do III Reich, destaque para a piscina coberta e a praça onde a guarda nacional se reúne.

Cada um dos companheiros do coronel tem uma motivação diversa. Uns vão pelo bem do país, a maioria pelo ódio a Hitler e seus asseclas mais próximos, e outros pelo simples desejo de poder. O general Fromm é o rato ambicioso, personagem interessantíssimo. Muito comum nas esferas do governo brasileiro, onde sempre existem políticos que estão ao lado do poder, não importa o partido.

A Operação que dá o nome ao filme é algo muito simples de ser executado, desde que as ordens sejam do próprio Füher e que a máquina de comunicação e transmissão de comandos esteja azeitada. E ela é. Organização é quase um sinônimo da palavra alemão… Consiste em aplicar um plano de fuga para o comandante e uma tomada de poder na sua ausência.

Os falsos chamados criam uma certa tensão. Apesar de Tom Cruise até se parecer fisicamente com o coronel Von Stauffenberg, ele não tem pinta de alemão, nem jeito de alemão. Outro pecado do filme, poucos atores nativos. Ou vocês acham que Kenneth Branagh, a quintessência da interpretação do teatro inglês, tem cara e cacoete de alemão?

Bem o filme caminha para o fim já esperado. E a astúcia de fuzilar todos os culpados no mesmo dia e na mesma noite arrebenta com quaisquer chances de rebelião ou criação de mártires. Quem ficou vê o exemplo e sabe que não corre mais riscos. Então, fica por isso mesmo. Saladinha de verduras. Nutritiva, mas sem gosto.

O que há de bom: excelentes figurinos e reconstituição da época, os capacetes, armas, cintos e uniformes estão perfeitos

O que há de ruim: já se sabe o final, a atuação de Cruise é boa, mas burocrática, simplesmente o papel não encaixa…

O que prestar atenção: para quem fala alemão legal, assistam a esses filmes que contam a mesma história… Es Geschah am 20. Juli (1955) e Der 20. Juli (1955) e surpreendam-se com o enfoque dado

A cena do filme: Josef Goebbels ao telefone com Hitler, o quase acontece, mas o destino é o mesmo

Cotação: filme regular (@@)

Por: C.O.B.R.A.

O Mensageiro

O Mensageiro – The Messenger

Direção: Oren Moverman

Gênero: Drama

EUA -2010

Quando saí do cinema precisava me desanuviar com uma questão quase de vida ou morte: Por que Woody Harrelson foi indicado ao Oscar no item ator coadjuvante? A única resposta que meus neurônios alcançaram foi: patriotismo de sempre. O filme é muito pior do que muito ruim. É tedioso, incoerente, tolo, desnecessário etc. Horrível. Só não dormi na sala de cinema por estar na companhia de pessoas adoráveis.

Não ia falar desse filme, não vale os 5 minutos de digitação, mas como o assunto abaixo é eutanásia e esse fiasco de filme fala sobre aqueles que dão a notícia da morte de alguém, resolvi fazer uma notinha a respeito.

Ser mensageiro de algo tão trágico não é fácil, nem mesmo quando se espera por isso, porém, não é o fim do mundo. O filme é só isso: ir de porta em porta dar notícias de falecimento. Dramatizaram muito o que já é dramático por si só. Exageraram na dose. O que os mensageiros me disseram foi: viemos para matar o longa. Conseguiram.

Não recomendo.

Por: Vampira Olímpia.

Guerra ao Terror

Guerra ao Terror (The hurt locker)

Direção: Kathryn Bigelow


Gênero: Drama/Ação

Produção: EUA, 2009

Enquanto os cinemas de todo o planeta lotam a cada apresentação de Avatar, o blue western 3D de James Cameron, anunciado como a grande promessa de Oscars em profusão, o filme Guerra ao terror, sem tanto alarde marqueteiro, vai ocupando espaços nobres como a principal promessa da temporada. Depois de ser eleito o melhor pelos sindicatos de diretores, produtores e roteiristas dos Estados Unidos, acaba de ganhar os prêmios de melhor filme, direção, roteiro original, edição, som e fotografia no Bafta, mais importante premiação do cinema britânico. E não é para menos: o filme é muito bom.

Contando a história de três militares de um grupo especializado em desarmar bombas no Iraque, o filme dirigido por Kathryn Bigelow lembra no tratamento do non sense de qualquer guerra a estrutura de Apocalypse Now.  A diferença principal aqui é que, no lugar da exuberância intoxicante das matas do Vietnã, o cenário é a aridez desértica de Bagdá. O que estabelece um fio de identidade entre os dois é o tratamento da guerra de guerrilha, do terror, a angústia da vida real que desafia os rígidos códigos de combate definidos nos gabinetes refrigerados dos comandos de Washington.

Em Guerra ao Terror, como em Apocalypse, o sargento William James, interpretado por Jeremy Renner, é enviado para a espinhosa tarefa de desarmar artefatos escondidos pelos terroristas e precisa escolher entre seguir os regulamentos à risca ou improvisar ao seu estilo para alcançar o objetivo dado. O desajuste do personagem à vida real revela o quanto é viciante e, ao mesmo tempo, contraditória a adrenalina de seu trabalho. Ao colecionar e manipular pequenas “lembranças” dos artefatos letais desmontados, é impossível não recordar o ensandecido coronel que, ao som de Cavalgada das Walquírias, desfruta o prazer do cheiro de napalm ao amanhecer. Ter a morte ao lado é o que motiva a vida do especialista e nada mais fora daquilo parece fazer sentido. É, no fundo, um homem que se sente tão morto quanto os que morrem ao seu redor, e não encontra mais espaço entre os vivos que desconhecem o lado B da vida.

Além de um bom roteiro, uma direção precisa e uma fotografia que transmite perfeitamente o clima claustrofóbico da capital iraquiana ocupada, sem fazer concessões ao ritmo vertiginoso que Hollywood gosta de impingir a qualquer roteiro “de ação”, o filme tem um lado delicioso, que é prestigiar uma diretora, Kathryn Bigelow, que enfrenta em pé de igualdade (se não com notória vantagem, a esta altura do campeonato) o filme de seu exmarido, ninguém menos que o próprio Cameron. Cada vitória que ela consegue sobre Avatar, com seu filme de baixíssimo orçamento e sem grandes estrelas, certamente tem um gostinho ótimo de vingança que jamais será admitido publicamente.

Por: Maria Pos.

A Origem do Expressionismo Alemão

Saímos da Primeira Guerra Mundial, que devastou a Alemanha; o espírito germânico se reestrutura com muita dificuldade, a atmosfera é destrutiva, os valores estão abalados, o número de alemães mortos em combate alimenta ferozmente a alma dos sobreviventes. Esse conjunto provoca a atração nata do alemão pelo que é obscuro e indeterminado.

A linguagem dos expressionistas alemães é entrecortada subvertendo a ordem sintática tornando-se quase inacessível. Pois os alemães transmutam as manifestações artísticas. Convém não se prender ao domínio plástico e gráfico ao pensar no fenômeno do expressionismo, posto que sua aparência simplificada é apenas mais uma artimanha artística; os significados são vagos, as cadeias de palavras parecem se dar ao acaso, tudo aparentemente exagerado e sem lógica. Mas, as insinuações estão ali. Justo ali.Onde? Ali. A linguagem carregada de metáforas permanece obscura e nebulosa de propósito. Quem capta o sentido? É preciso conhecer as senhas…

Segundo Edschmid, o Expressionismo reage contra o estilhaçamento atômico do Impressionismo. Ou seja, o mundo aí está, não sendo possível reproduzi-lo – nem mesmo em fotografia – como tal. Para os expressionistas, é preciso ir além da forma acidental das coisas. A mão do artista atravessa a parede e encontra o que há por trás do muro. Isto é, o expressionista resgata “a expressão mais expressiva” dos objetos.

Assim, é possível falar de O Gabinete do Doutor Caligari (Das Kabinett des Dr. Caligari, 1919) tendo em mente o universo que o originou.

De acordo com Lotte Eisner, que comenta as explicações anotadas por Kracauer em seu livro “De Caligari a Hitler”, toma-se conhecimento que o prólogo e o epílogo do drama foram acrescentados posteriormente. Desta forma, nota-se que o final tudo foi reduzido às alucinações de um louco. Problemático, uma vez que os autores do filme tinham outra intenção, a de desmascarar a figura de uma “autoridade social” alienante.

No contexto histórico é fácil entender que o filme foi construído sob uma considerável economia, a Alemanha ainda sofria de uma instabilidade financeira que chegava às margens da miséria. Se viviam nos cumes de uma inquietação e terror, o que importa, portanto, é criar uma inquietação e terror como forma sublimatória do momento em si.

O cenário de Caligari é plano demais, a sua profundidade se dá por um pano de fundo que reflete como um espelho holográfico as ruelas com linhas onduladas. É uma plástica audaciosa que propõe uma extensão vaga e obscura. O espectador se perde nos sentidos propostos, é oprimido pelo eco que as expressões suscitam, afinal, o cenário e todo o filme, não trai o cenário da época.

Por: Suzana Fehu.

Avatar

Avatar

Direção: James Cameron

Gênero: Religioso, Épico

EUA – 2009

Honestamente, se o filme não contasse com nenhuma fala, som, música, e só expusesse as imagens, com certeza as pessoas entenderiam a mensagem emitida. Avatar não tem criatividade alguma! Sabem o que é nenhuma? Contudo, não falarei mal do filme (ele já faz esse papel por si só) e nem farei com que vocês percam seus tempos lendo sobre as cores e efeitos especiais em 3D (dããã). Já que o blog é composto por pessoas que pensam, opto por partir pro que interessa: conteúdo abordado no filme.

Aqui, nós somos os “ETs”. Somos nós quem invadimos o Planeta vizinho com nossa tecnologia, ciência e ambição, e criamos duplicatas para ludibriarmos a boa fé da civilização vizinha e colonizarmos suas terras. Ou seja, somos os bandidos. A civilização do Planeta Pandora é composta por seres bons, que louvam o divino e… já viram esse filme? Também. Diariamente!

(qual a novidade disso?)

Mais um filme que mete o pau na Ciência em detrimento às crenças religiosas, mais um filme que se pretende diferente, inovador e não sai do de sempre: parâmetros humanos.

A Ficção Científica que não sai do âmbito humanóide é ficção? Não. Não há ficção em algo tão cotidiano e primitivo. Todas as ações e todas as imaginações humanas tem em vista satisfazer as necessidades do homem e trazer conforto a suas dores. Recusar essa evidência é não compreender a vida humana.

“No primitivismo, por exemplo, o temor suscita representações religiosas para atenuar a angústia da fome, o medo das feras, das doenças, da morte. Neste momento da história da vida, a compreensão das relações causais mostra-se limitada e o espírito humano tem de inventar seres mais ou menos à sua imagem” (Albert Einstein – Como Vejo o Mundo).

Esta invenção faz com que o homem transfira para o poder desses seres inventados as experiências dolorosas e trágicas de seu destino. ‘Seja o que Deus quiser’ é mais fácil de ser dito, por incrível que pareça, do que ‘seja o que eu quiser e fizer por onde’.

Desta forma, a Religião (qualquer uma) é estruturada sob o crivo da angústia perante à vida, à morte e à impotência mediante ambas. Posto que ela, a Religião, cumpre o papel de intermediária entre os seres temíveis e o seres que temem.

“(…) Deus-Providência, ele preside ao destino, socorre, recompensa, castiga. Segundo a imaginação humana, esse Deus-Providência ama e favorece a tribo, a humanidade, a vida, consola na adversidade e malogro, protege a alma dos mortos. É este o sentido da religião vivida de acordo com o conceito social e moral de Deus”.

(Albert Einstein – Como Vejo o Mundo).

Como seria a vida humana se a condição existencial fosse apenas baseada no medo do castigo e na esperança de uma recompensa depois da morte, como bem quer a Religião?

Por isso, pra mim, a Ciência e a Arte cumprem um papel de suma importância, pois mantêm acesa a liberdade de produção sem temores.

O que quis esse filme é o que todo “Papa Pop” quer! Santificar o divino, ajoelhar as pessoas, fazer do povo ovelhas surdas e cegas, além de temerosas a Deus.

Suponho que Avatar vá ganhar o Oscar!

Se fosse um filme que elevasse a Ciência à dignidade da Coisa (sem precisar detonar qualquer outra coisa que seja) certamente não ganharia nem mesmo prêmio de pior filme; seria massacrado pela mídia dos “impostos”, pelas Igrejas e teria o Diretor excomungado.

Aliás, interessante o nome do Planeta… Pandora!

Amém!

Não recomendo.

Por: Morgana.

Senhor dos Anéis – As Duas Torres

O Senhor dos Anéis – As Duas Torres – The Lord of the Rings – The Two Towers

Direção: Peter Jackson

Gênero: Épico, Fantasia, Aventura, Drama

EUA – 2002

Para refrescar a memória, sinopse de  A Sociedade do Anel redigida por Tolkien:

“A Sociedade do Anel narra como Gandalf, o Cinzento, descobriu que o anel possuído por Frodo, o hobbit, era na realidade o Um Anel, que governava todos os Anéis de Poder. Relata também como Frodo e seus companheiros fugiram do pacífico Condado, sua terra natal, e foram perseguidos pelo terror dos Cavaleiros Negros de Mordor até que finalmente, com a ajuda de Aragorn, o Guardião de Eriador, chegaram à Casa de Elrond em Valfenda. Ali aconteceu o Grande Conselho de Elrond, no qual foi decidido que se deveria tentar destruir o Anel (…)”

A primeira parte termina mostrando a dispersão dos membros da Sociedade do Anel e morte de Boromir. Esta segunda parte, As Duas Torres, é narrado como cada personagem trilha isoladamente em busca de ajudar Frodo em sua missão, que no fundo, é missão de todos que ainda desejam ver homens livres na Terra Média.

Peter Jackson soube traduzir para o formato cinematográfico aquilo que Tolkien dissertou outrora. Há diferenças, claro, mas o conjunto foi fiel à origem. No entanto, pegando o gancho de uma discussão ocorrida nos comentários do post sobre A Sociedade do Anel, no livro As Duas Torres a frequência em que Sam se diz do Frodo (“Seu Sam”) é equivalente à problemática apresentada, ou seja, repetidas ocorrências. Tolkien deixa claro que se trata de um tratamento entre “Mestre e Discípulo“, nada além disso. Já Peterson, problematizou a leitura de forma mais maliciosa. Após ler o livro,  esse aspecto diferenciado é claramente verificável. Os demais membros também estão a serviço de Frodo, mesmo que indiretamente no convívio.

As Duas Torres é um livro menor, são 364 páginas, e também, mais dinâmico, uma vez que o leitor se encontra ambientado com o enredo e suas nuances. Porém, o longa-metragem deixa a desejar; já que, isoladamente, o filme não se sustenta sozinho, é preciso a ajuda dos outros dois para dar substância em todo seu formato, o que não ocorre com A Sociedade do Anel e O Retorno do Rei, podem com tranquilidade funcionar como obras independentes. Jackson poderia ter explorado mais os conteúdos do livro.

Por: Guerra de Pipoca.