O que até as pedras já sabiam…

O naufrágio do navio Titanic, que matou 1.513 pessoas na sua primeira viagem, completa 100 anos no próximo dia 14 e muitos mitos criados no cinema ainda são ditos como verdade. Saiba quais são as cinco histórias mais mal contadas sobre a tragédia:

Inafundável

A mãe da personagem Rose, heroína do filme “Titanic” (do cineasta James Cameron), observa o navio e comenta: “Então, este é o navio que dizem que não afunda”. A companhia White Star Line nunca afirmou que o navio era “inafundável” e nunca se falou  sobre isso até o incidente, afirma o cientista Richard Howells, do Kings College, de Londres, na Inglaterra.

“Se um homem cheio de orgulho constrói um navio imbatível, como Prometeu, que roubou o fogo dos deuses, isso carrega um senso mítico porque indica que deus estaria tão zangado por tal afronta que acabaria afundando o navio”, explica Howells.

A última música

No filme “Titanic”, a banda do navio permanece no deck enquanto navio afunda e toca a canção “Nearer, My God, To Thee” (“Mais perto de ti, meu Deus”) aos passageiros que não conseguiriam sobreviver. No entanto, um dos consultores para o filme, Paul Louden-Brown, da Sociedade Histórica do Titanic, afirma que James Cameron apenas usou a cena dos músicos no filme “Uma noite para se lembrar” (1958).

“Ele me disse: ‘Eu roubei isso inteiramente e coloquei no meu filme, simplesmente porque amei. Era uma parte muito forte da história’”, diz Louden-Brown.

Capitão Smith

O comandante do navio, capitão Smith, foi retratado como herói no cinema e ainda ganhou estátuas e cartões postais. Porém, ele é apontado por especialistas como o principal culpado pelas falhas na estrutura de comando a bordo. Smith não deu atenção aos alertas contra gelo e iceberg nem reduziu a velocidade da embarcação quando já se sabia da presença de gelo na rota do navio.

“Ele sabia quantos passageiros e quanto espaço havia nos barcos salva-vidas. Mesmo assim, ele permitiu que os barcos partissem apenas parcialmente cheios”, ressalta Louden-Brown.

Joseph Bruce Ismay, o presidente da White Star

Joseph Bruce Ismay, presidente da White Star, foi acusado de mandar acelerar o navio e escapar da embarcação no primeiro barco salva-vidas disponível, deixando para trás mulheres e crianças. Ele foi execrado em Nova York e aposentou-se falido em 1913.

Lord Mersey, que comandou o inquérito britânico em 1912, chegou à conclusão que Ismay ajudou vários passageiros antes de entrar no barco salva-vidas. “Se ele não tivesse se salvado, salvaria apenas mais uma vida”, pontuou Mersey em relatório.

“Se formos para a origem disso, temos de nos lembrar de William Randolph Hearst, o grande magnata da imprensa nos Estados Unidos. Ele e Ismay brigaram pelo fato de Ismay não cooperar com a imprensa [fornecendo informações] em um acidente com um navio da companhia”, diz Paul Louden-Brown.

Louden-Brown acredita que as acusações são injustas e chegou a discutir o assunto com James Cameron. “É isso que o público espera ver”, teria dito o cineasta ao consultor.

O autor do livro “Como sobreviver ao Titanic: o naufrágio de J. Bruce Ismay”, Frances Wilson, também defende o presidente da White Star. “Ele foi um homem comum pego por circunstâncias extraordinárias”.

Terceira classe

O filme “Titanic” mostra que os passageiros da terceira classe foram forçados a ficar longe do deck e impedidos de alcançar os barcos salva-vidas. Richard Howells, do Kings College de Londres, afirma que não existe evidências para confirmar tal história.

Os portões que os separavam dos demais passageiros do navio foram instalados por exigência da imigração norte-americana, que temia que os passageiros desembarcassem em Nova York sem passar por testes de higiene. Na terceira classe, estavam armênios, chineses, holandeses, italianos, russos, sírios e britânicos.

Evidências apontam que os portões estavam fechados na noite da tragédia e que só depois de a maioria dos barcos salva-vidas terem partido é que os eles foram abertos. Menos de um terço dos passageiros da terceira classe sobreviveram.

Por: Yahoo Notícias.

A Ocasião faz o Ladrão

A Ocasião faz o Ladrão – Henry’s Crime

Direção: Malcolm Venville

Gênero: Comédia

EUA – 2011

Lançado direto no DVD, a ocasião faz o ladrão me lembra outro ditado oportuno: a necessidade faz o sapo pular. Claro. Nenhum “sapo” quer sair de seu conforto para ter que suar a camisa para conseguir o que quer, só quando muito necessário. Necessidade é algo sumariamente relativo. O que é necessário pra uns, pode não ser necessário pra todos. Os sapos se diferem até mesmo na hora de tomar impulso.

“Enquanto todo mundo viaja, você permanece no mesmo lugar?” – Julie (Vera Farmiga) para Henry (Keanu Reeves), a propósito de seu trabalho: cobrador de pedágios.

Acontece que Henry cansou de permanecer no mesmo lugar e resolveu, por necessidade e influência de Max (James Caan – melhor ator do filme, excepcional), pular. Tal como o sapo do ditado. Depois de ser acusado de assaltar banco sem embolsar nenhum tostão, decidiu realmente assaltá-lo. Precisou parar na cadeia para ir ao encontro de seu sonho. Assaltar um banco? Nada! Sair do lugar; ou, por analogia, pular do lugar. Roubar dinheiro é o de menos, ele queria tão simplesmente fazer algo em sua pacata existência, além de ficar o dia todo cobrando pedágios enquanto as pessoas se movimentam.

A perspectiva do filme é ótima, porque soube unir a trama à arte pela arte, pois não é que o caminho plausível para se chegar no cofre é indo pelo teatro localizado ao lado do Banco? Enquanto se ensaia uma peça, outras peças são tiradas do lugar…

Por: Guerra de Pipoca.

Epílogo

Epílogo – Epilog

Direção: Tom Tykwer

Gênero: Drama

Alemanha – 1992

Epílogo já diz tudo: fim, conclusão resumida de um livro. A duração é curta, são 12 minutos contando com os créditos. Portanto, não vou me alongar. Na verdade, não há porque me estender uma vez que falo do Epílogo. O que há na obra? Possivelmente, conta uma história de um relacionamento que não deu certo e chegou ao fim. Por que sei disso? Porque o Epílogo conta o arremate da obra, o fim do caso, o momento em que ele acabou.

O que é genial nesta obra é que primeiro Tykwer (diretor de Corra, Lola, Corra) narra o fim como ele aconteceu. Depois, o fim como o marido fantasiou. Como a gente sabe que a segunda versão é fantasiosa? Aí vem a arte: os objetos saem do lugar pela força do pensamento. Detalhe sutil no cenário do curta, mas que faz toda a diferença para o entendimento dessa conclusão no Epílogo…

Por: Morgana.

Deixe-me Entrar – Remake

Deixe-me entrar – Let me in

Direção: Matt Reeves

Gênero: Terror, Policial

EUA – 2010

Apenas uma nota!

Se tem algo que eu acho um saco é remake americano de bons filmes europeus. Os caras não tem criatividade e se apossam da criatividade alheia para ferrar com uma obra – que não lhes pertence  – com os clichês clássicos, as babaquices diversas, o bombardeio de patriotismo ridículo e inapropriado, enfim. Há uma distância enorme entre um filme europeu e a indústria americana e, com isso, há uma distância singular entre Deixe ela entrar (Låt den Rätte Komma In – filme sueco) para Deixe-me entrar (Let me in – filme americano).

Por que os americanos sempre começam com o inoportuno hino à bandeira? Explícita ou implicitamente, sempre tem a palhaçada de que os EUA resolvem, são melhores etc, e para um filme existenciaaallllll caiu muito maaaaaallll, sobretudo em colocar a polícia no meio de uma relação quase andrógina… aff! Que tédio. Ou seja, no filme sueco temos o zelo com a diferença, com o início da maturidade, com a amizade que se inicia entre Oskar e uma garota que  nem sabe se é garota… Com o filme americano temos uma declarada vampira fazendo vítimas pela cidade. Em outras palavras, a questão da andrógina  do filme sueco que é sutilmente posto à prova (se é ou não uma garota), os americanos respondem de maneira tosca e grosseira ao dizerem: não, ela não é uma garota, é uma monstra! Honestamente! Preguiça de prosseguir…

Só quero deixar registrada a minha imensa antipatia com remake americano.

Por: Guerra de Pipoca.

Contra o Tempo

Contra o Tempo – Source Code

Direção: Duncan Jones

Gênero: Ficção Científica

EUA – 2011

Ainda não estreou nos cinemas, então nem se preocupem em buscar links etc, pois ninguém precisa estar contra o tempo, somente o Capitão Colter Stevens (Jake Gyllenhaal – adoro esse ator) e, em certa medida, eu – que já me antecipei rsss.

O filme chega sem pretensões e com público certo esperando por sua entrada nos cinemas, e por isso mesmo é muito legal! A história é muito boa e simples, porém, de amarração detalhista e que necessita da atenção do espectador para acompanhar como se deve o desenvolvimento da narrativa, que consiste em:

Capitão Stevens faz parte de uma missão para salvar um trem em Chicago que explodiu inúmeras vezes. Aí entra a ficção científica: o exército americano consegue fazer voltar o tempo em 8 minutos para descobrir a identidade do terrorista. A cada vez que explode o trem, Stevens descobre algo importante para desvendar todo o mistério. Neste quebra-cabeça conta com duas ajudas importantes: Christina (Michelle Monaghan, do filme Missão Impossível III) – passageira do trem e fã do homem que Capitão Stevens se apossa do corpo (é preciso ver para entender, mas pra quem viu 12 Monkeys fica mais fácil de captar a mensagem) e Capitã Goodwin (Vera Farmiga, filmografia expressiva, sobretudo quando atuou em Os Infiltrados do diretor Martin Scorsese) – que faz parte do centro militar que comanda a operação.

A inovação que me fez apreciar o filme é que a volta ao tempo não se dá por máquina do tempo, mas sim por reconfiguração da decodificação da memória. Audacioso, mas muito interessante, sobretudo porque vivemos  imersos numa operação de códigos que vem crescendo ainda mais com o aumento da informática e possibilidades tecnológicas. É como se fosse possível aproveitar das informações cerebrais mesmo com os corpos mortos (isso me lembra o seriado Fringe… que também recomendo). A ideia é muito louca, mas pertinente, ainda que o cérebro comece um processo de deteriorização em pouco tempo depois que há uma quebra de oxigenação cerebral (via de regra, em 5 minutos sem oxigênio, o cérebro já começa a morrer).

O que se torna gostoso é que ainda que os recursos para explicar toda essa dinâmica sejam pautados na neuropsicologia e física, Duncan Jones soube por a arte em primeiro lugar. De forma que o filme não é cansativo e muito menos chato. É super bacana!!!

Felizmente, vi um filme de ficção científica em 2011 que vale a pena, pois corroboro com a opinião de Jason (expressada nos comentários de Os Agentes do Destino, logo abaixo): está cada vez mais difícil fazerem ficção científica de qualidade e que seja realmente sci-fi. Este é! Tem um romancezinho? Tem. Mas está em outro plano, em outros códigos…

Por: Morgana.

Os Agentes do Destino

Os Agentes do Destino – The Adjustment Bureau

Direção: George Nolfi

Gênero: Ficção Científica

EUA – 2011

Estava muito ansiosa para assistir a este filme, pois é baseado em um conto de Philip K. Dick (1928-1982) chamado The Adjustment Team, que trata o livre arbítrio numa perspectiva de ficção científica. Conto sombrio que dá margem a muitas perguntas e poucas respostas.

Tudo que eu tenho são escolhas que eu faço. David Norris (Matt Damon)

Porém, a obra de Dick foi mal explorada e a riqueza do roteiro cedeu espaço para o medo de lançar um filme que choca o mundo do cinema, como Matrix. George Nolfi, diretor de Doze Homens e um Segredo e O Ultimato Bourne (acho que ele gostou de trabalhar com Damon), não ousou em cima do que é ousado. Fiquei frustradíssima com o filme, pois a história não passou de um caso de amor confuso com a vã tentativa de dar margem à ficção científica.

É preciso lembrar que não é fácil fazer um filme desse gênero porque as ideias de maquinaria, futurismo, efeitos especiais, vem à mente da plateia de imediato.  Se não há estes elementos, parece faltoso, dramático. Então, se o assunto é livre arbítrio tudo se torna um pouco mais complicado, porém, bastava seguir o conto à risca que o filme seria apresentado com mais qualidade.

Nesta perspectiva de romance meloso que o filme se apresenta, temos David Norris (Matt Damon) que é um político novo com aparente carreira brilhante pela frente e Elise (Emily Blunt), uma bailarina em ascenção. Os agentes do destino não querem vê-los juntos. Tudo isso para não estragar as carreiras de ambos. A margem para a questão: por que não é possível unir o amor ao profissional, é um fato. Parece que estamos vivendo o tempo da solidão, porque nos tornamos máquinas desenfreadas… O que há demais, afinal, em um brilhante carreirista político se apaixonar?

Os agentes mais se parecem com Sr. Smith de Matrix somado aos agentes de Homens de Preto. A diferença é que eles usam chapéus mágicos que permitem mudar de ambiente quando abrem portas girando a maçaneta ao contrário. Pelo menos um ponto em que é possível elogiar o filme: as mudanças de ambiente ficaram ótimas! Muito legal esse efeito especial do espaço-tempo.

Tudo muito à sombra do conto, é bem verdade, mas existem ganchos com os questionamentos sobre livre arbítrio. Afinal, temos livre arbítrio? Se temos, temos opções? Se temos, temos direito a mudar as opções de escolhas?

Thompson, um dos agentes, diz para David: – Vocês não tem livre arbítrio, David. Apenas aparentam ter.

David responde: – Espera que acredite nisso. Tomo decisões todos os dias.

Thompson: – Há livre arbítrio para escolher uma pasta de dente ou o que beber no almoço, mas a humanidade é imatura demais para controlar coisas importantes.

Não é difícil supor que o filme fez uma mistura entre romance, ficção científica e catolicismo, certo? Até mesmo um dos agentes confirmou que já teve um tempo em que eles eram chamados de anjos. O que conferiu à obra uma confusão de assuntos que não ficou legal. Não sei se depositei expectativa demais no lançamento deste longa (sou apaixonada por ficção científica), mas certo é que não gostei do resultado final.

Por: Morgana.

Romeu e Julieta

Romeu e Julieta – Romeo + Juliet

Direção: Baz Luhrmann

Gênero: Drama, Romance

EUA – 1996

Para quem não sabe (o que acho difícil dada a sua divulgação), esta obra é de William Shakespeare datada de 1591. Desde então, tem sido vastamente adaptada ao teatro, cinema e afins. Inclusive em diversas histórias que não levam a assinatura da obra original. Afinal, quantos romeus e julietas não vemos por aí? Desta vez, o cinema trouxe Leonardo DiCaprio (Romeu) e Claire Danes (Julieta) para interpretarem a obra. Embora tenha sido fiel ao original, foi adaptado aos dias de hoje. Festa, rave, drogas químicas, mas nada disso foi o essencial, posto que tanto em 1591 quanto em 1996 o que interessa é uma coisa só: o amor interditado (e inter-ditado) pelo sobrenome, isto é, pelo “sobreamor”.

Pensar em Romeu e Julieta é se deparar com a obviedade do nome próprio: se trata de um texto. Nele, no nome, já está dito a existência do sujeito, que vem ao mundo sendo alguma coisa a priori. Chega moldado, culturado, vestido. Antes mesmo de viver já é precedido pelo dizer. E isso se resume numa palavra, a saber, que os pais dizem através do nome que dão ao rebento.

Sob os viéses psicanalítico e antropológico, o nome constitui o próprio sistema egoico e de parentesco, engendra todo o sistema simbólico que vai do imaginário à concretização da palavra em si (desejo), do texto significante – para lembrar de Lacan e Saussure. Romeu e Julieta podem não saber disso na teoria, mas souberam na carne. No real da letra. Nasceram (inter)ditos. Vieram ao mundo com a interdição da palavra que os interditaram socialmente. Palavras simples, mas que sistematizaram todas as suas duas vidas. Afinal, esse “texto” (nome) é recebido, dado e é, também, a expressão do desejo de um Outro.

Não era do desejo de Romeu em ficar longe de Julieta e vice-versa. Esse desejo era de seus pais, de suas famílias e clãs. Era do sistema de parentesco simbólico que dita e interdita com quem é possível se relacionar. Ninguém nasce com todo o mundo ao seu dispor (ilusão máxima do capitalismo). Ninguém nasce com todas as possibilidades pela frente. Somos barrados  simbólica, psíquica e socialmente. O amor rompe barreiras? Capuleto e Montecchio dizem que não, mas romperam a morte. Ou melhor, para novamente me lembrar de Lacan, romperam AMORTE. Amor-te, A-morte. Veneno. Previamente fabricado. Antes mesmo de seus nascimentos…

Por: Guerra de Pipoca.

Sexo sem Compromisso

Sexo sem compromisso – No Strings Attached

Direção: Ivan Reitman

Gênero: Comédia Romântica

EUA – 2011

Desejando esquecer o fim de seu namoro, Adam resolve enfiar o pé na jaca e acaba acordando no apartamento de sua amiga Emma. Ele acorda pelado no sofá e ela o chama para ir até o quarto para que ele coloque uma roupa. Uma clima rola e junto com o clima a primeira transa do dois.

A química é inegável e eles sempre querem mais e disso surge a proposta deles não se envolverem num relacionamento de amor, mas sim só sexo. Com a anuência de ambas as partes, o único objetivo da relação é o sexo.

No entanto, como nem tudo sai como se espera, Adam se vê apaixonado por Emma e ela por sua vez, teme sofrer ao entrar de cabeça num relacionamento, apesar de começar a gostar dele.

Bom, vamos lá rs! Acho que é normal se apaixonar e temer um pouco se envolver com alguém, mas não sei se realmente vale à pena negar algo tão óbvio. Tudo que é novo assusta, eu sei, mas também surpreende! Não gosto da sensação de não ter tentado, não gosto da sensação do “podia ter dado certo”. Acho que pra gente ter certeza das coisas é preciso viver tudo aquilo que desejamos para vermos aonde vai dar e pra saber se é realmente aquilo que queremos. E se der certo, ótimo, maravilha, mas se não der, bola pra frente, até porque dor de amor, não mata, dói, mas ensina muita coisa também!

É isso!

Beijãooooooooooooooo :)

Por: Bel.

A História de Nós Dois

A História de nós dois – The Story of us

Direção: Rob Reiner

Gênero: Drama

EUA – 1999

O filme conta a história de um casal que está junto há 15 anos e enfrenta uma crise no casamento. A convivência passa a ser insustentável, toda e qualquer conversa se transforma em briga na qual ambos se machucam. Daí decidem partir para uma separação judicial, se afastam e durante esse meio tempo ambos pensam nos momentos bons e ruins proporcionados pelo casamento.

Todo e qualquer relacionamento é marcado por momentos legais e momentos chatos. Requerendo cuidado, zelo, respeito, preservação de individualidade e apoio mútuo. Quando tudo isso acaba, muita coisa pode degringolar, o relacionamento pode piorar e aquilo que era amor, pode ser que vire raiva, mágoa, ódio, etc. É complicado e triste descobrir que o amor acabou.

Quando assisti ao filme pela primeira vez não dei tanta importância assim para algumas passagens, mas hoje a sensação que eu tive ao pensar nele e entrar em contato com ele de novo foi a de que é preciso mais que amor para se casar com alguém e se manter casado. É preciso paciência, é preciso saber ceder, é preciso respeitar o espaço.

O filme é legal, proporciona algumas risadas, pesa o que de bom e de ruim que acontece entre duas pessoas e as marcas que isso pode deixar, fazendo com que os personagens pensem se reatam ou não o casamento, se vale a pena ou não!

Beijãooooooooooo!

Por: Bel.

O Clã das Adagas Voadoras

O Clã das Adagas Voadoras – Shi Mian Mai Fu

Direção: Zhang Yimou

Gênero: Ação, Romance

China – 2004

**

Postagem Automática

**

Poesia colorida e em movimento. Resumo assim o filme. Surpreendente desde o início. Estamos em um bordel de luxo no começo do milênio. É, idos de 800 e poucos. Na China. Sucessões de poder. Luta entre rebeldes e o governo. Nada de novo no front. Mas quando aparece a estupenda atriz Zhang Ziyi, meus olhos colam na tela.

A brincadeira-desafio chamado “Echo” é de uma plasticidade visual tal, que nunca vi nada parecido. Nem em desenho animado. E olha que eu sou do tempo de “Fantasia” da Disney… A dançarina cega nos oferta um espetáculo de cor, som e flexibilidade dignos de um sonho lisérgico.

O oficial que a ataca permanece estático. E o chefe que luta contra ela, se assusta a cada instante que os golpes vão se tornando mais e mais difíceis. Complicado até descrever o arco-íris de sensações que este primeiro embate nos proporciona. Ela é dominada e presa. Ambos sentem irrefreável atração por ela, mas pouco é dito. Lembrem-se, o filme é oriental. O sexo está implícito, mas é a atração principal do roteiro.

Os dois rapazes são orientais. E belos. Cabelos eqüinos. Corpos domados. Discutem como descobrir onde está o chefe dela. Já que a mesma foi desmascarada. Não é uma bailarina sem visão. E sim um membro espião do “Clã da Adagas Voadoras”, já que porta consigo quatro exemplares do objeto mais mágico e mortal visto nos cinemas.

Fuga arquitetada pelos dois militares é um sucesso. Ela aparentemente não percebe a armadilha de transformá-lo em herói. Seu nome? Vento. Poético. Cenas suaves de sedução e conquista. Mas ela não entrega. Porém vejo com meus olhos de apaixonado que ele – o Don Juan de olhos puxados – já caiu de quatro por ela.

Novas cenas no campo. Flores e flores. Lindo de morrer. E morre gente. Ele é ferido. A coisa é pra valer. Um auxílio misterioso vem da mata. Se o primeiro ato da dança é um par à distância, agora o par se cola ao lutar contra os inimigos. O diretor nem deixa você respirar e estamos em um bambuzal.

Entre sombras e contrastes a seqüência de lutas com lanças e facas –desculpem, adagas- é melhor ainda que o bailado. Aliás , tudo é absolutamente coreografado. Ambos são capturados. E um grande segredo e revelado. Quem é caçador vira caçado e quem era espião torna-se um aliado.

Agora sim, o amor. Como que após anos de convivência e centenas de batalhas, ela se enlaça pelo outro em apenas três dias? Tenho minhas teorias. O amor é cego. A entrega se faz quando o outro precisa de nós. Amar um homem que tudo domina e é o líder inconteste, auto-suficiente, é chato. Ele nem parece necessitar de você… O prisioneiro precisa dela e sacrifica-se por ela.

Grandes cenas de paixão e uma ordem da mestra. Como matar quem lhe deu pela primeira vez o direito de ser livre? De ser como o Vento? Largar tudo e ir com ele? Será que somos peões dos superiores na guerra da vida? E as nossas paixões absolutas? Por que não vivê-las?

O embate final entre os dois inimigos é desde já um antológico momento. Até o clima se modifica, mostrando toda a habilidade do diretor Zhang Yimou. Sobra sangue. Contudo o que sobressai é a escolha dela, como mulher apaixonada; a dele – como fiel amor, dando a própria vida- e a do rival-chefe. Que se não pode ficar com ela, ninguém ficará.

Nem se trata dizer que a tragédia abraça a “trambos” (os três+ ambos). Final de fôlego. Saí sem fôlego. Geralmente assisto um bom filme uma vez só. Os excelentes, eu os vejo anos depois. Este, tenho vontade de voltar na sala, imediatamente.

O que há de bom: nascer, viver e lutar, amar e morrer; quer mais?
O que há de ruim: não entender nada da rude língua falada que nos lábios dos amantes torna-se um assovio
O que prestar atenção: os cinco sentidos estão sempre diametralmente presentes no amor, tais como: ouvir e calar, tocar e bater, ver e cegar, provar e cuspir, cheirar e negar
A cena do filme: uma gota de sangue é eterna no voar de quem ama…

Cotação: excelente (@@@@@)

Obs.: existem, novamente, só dois tipos de mulheres, as que voam e as que rastejam…

Por: C.O.B.R.A.

 

O Profissional

Léon – O Profissional

Direção: Luc Besson

Gênero: Policial, Ação, Romance

França – EUA – 1994

Por muita sorte, consegui uma cópia da versão original do filme. Sem cortes. O filme lançado em 1994 teve duração de 109 minutos, onde foi cortado a cena em que Mathilda (13 anos) – Natalie Portman (primeira e brilhante atuação no cinema) sugere querer perder a virgindade com Léon (40 anos) – Jean Reno. O público insistiu na ideia de que poderia ser uma apologia à pedofilia – o que também acho que seria um incentivo negativo, caso acontecesse algo de fato entre eles – e, então, Luc Besson decidiu cortar a cena. Decisão assertiva.  Porém, consegui o original do original (vida de cinéfila não é fácil!) e assisti aos 133 minutos do longa, sem edições. Devo dizer que ainda no original eles não tiveram relações sexuais. E mais, o amor que Mathilda sente por Léon é aquele amor “pelo conhecimento” da pessoa. Quem nunca se sentiu encantado(a) por um(a) professor(a) que atire a primeira pedra. Freud explica direitinho todo o processo psíquico, até porque acontece o mesmo processo entre paciente x psicanalista, mas não vou destrinchar essa ideia porque realmente o mais importante, no momento, é o filme. Importa que seja entendido que Mathilda tem por Léon aquela admiração conhecida (por todos) por um(a) professor(a) da infância…

Léon – Jean Reno é um assassino profissional, metódico (como a profissão exige), eficiente na arte de matar, solitário, desconfiado, de poucas palavras (inclusive, não sabe ler e nem escrever). Mora no mesmo prédio que a família de Mathilda. Por sinal, uma família completamente desequilibrada. O pai tem negócios com traficantes – que depois se descobre que tais traficantes são policiais, já chego neste ponto -; é sugerido no filme que a mãe é uma prostituta; a irmã mais velha de Mathilda é obcecada pelo corpo perfeito, em busca de ser gostosa; Mathilda – aos 13 – já fuma e tem responsabilidades nas costas de uma pessoa adulta e seu irmãozinho de 4 anos é o único que parece estar adequado com sua idade. Mathilda apanha, por vezes é espancada. Leva as marcas das surras em todo o corpo. Léon vê, mas se cala, mesmo sendo assassino. Talvez se aplique o lema de que cada macaco que fique no seu galho para ele. Ao menos sua vida é linear enquanto isso funciona…

Até que chega um dia em que toda a família de Mathilda é assassinada por dívida com traficantes/policiais. (Aqui entra Gary Oldman num papel que marcou sua carreira por completo – sua atuação está impecável. Um verdadeiro narcísico que julga que todos devam girar em torno de seu umbigo). Só ela fica viva, por ter a sorte de ter ido comprar leite no momento da chacina. Quando chega em casa e vê o que aconteceu, segue direto e toca a campainha de Léon.

Enfim, destino selado.

Uma das regras de Léon é não matar crianças e nem mulheres. Como ele poderia negar abrigo a tão indefesa “criança”? Porém, ele sabe que se abrir a porta sua vida mudará completamente, pois deixará de trilhar sozinho. Luc Besson conseguiu, com maestria, tornar humano um assassino por natureza. Não só Mathilda se encanta por Léon, mas toda a plateia do filme. O melhor de tudo é que nada soa forçado. A relação é construída diariamente. Enquanto Léon ensina o que sabe para Mathilda, a mesma ensina-o a ler e escrever. Enquanto Léon lhe dá abrigo, Mathilda arruma a casa, cuida de suas coisas. É uma troca; interesses que se complementam à medida em que surgem as necessidades. E os policiais assassinos? Ah! Vocês acham que Mathilda não daria um jeito de convencer Léon de que o melhor é matá-los? Engana-se quem pensa que o meio do convencimento é aquele pensado pelas mentes pequenas e menores: o jogo de sedução, venda do corpo etc, mesmo que Léon cobre 5 mil dólares por cabeça…  Mathilda convence Léon porque ela vai à caça. Sem grandes esforços, ela se torna uma assassina. E Léon a ama por isso…

Por: Morgana.

A Garota da Capa Vermelha

A Garota da Capa Vermelha – Red Riding Hood

Direção: Catherine Hardwicke

Gênero: Suspense, Romance

EUA – 2011

Para inaugurar, em definitivo, o ciclo de textos temáticos – visando comemorar o Dia dos Namorados – trago a Chapeuzinho Vermelho, que é comida pelo Lobo Mau. Dizer isso é como dizer tudo, ainda mais quando os olhos (“pra ver melhor”) se deparam com o título e com a direção do filme. 1. Quem conhece a Chapeuzinho Vermelho sabe como a história começa e termina; 2. Quem sabe que Hardwicke fez Crepúsculo também sabe que no filme a mocinha será disputada por dois e que o assunto virgindade poderá compor a pauta. Ok. Sem surpresas até aí.

Acontece que felizmente a diretora inseriu um elemento na trama e no suspense que julgo muito interessante: quem é o assassino/lobo mau já que todos são suspeitos? Bingo! A partir de então, o enredo se cria em outro clima (mais atraente, vale dizer) e que me fez ficar atenta aos detalhes da história. Pois, de possível chateação “crepusculiana” me vi imersa numa narrativa detetivesca! Porém, contudo, entretanto e todavia, não é por isso que o filme seja bom ou espetacular…

Bem, comecemos pelo o início.

Valerie (Amanda Seyfrield), a Chapeuzinho, desde criança se mostra “má”. Isso se tomarmos o parâmetro de matar animais como um ato de maldade. Pra mim é. Pra mim é extrema crueldade matar qualquer ser que seja pelo simples gozo de matar. Bom, independente dos juízos de valor, Hardwicke inaugura uma novidade na história: de que Chapeuzinho não é tão do bem como muitos pensam. Na verdade, nenhuma criança é pura, como dizem por aí. Elas são, sim, indefesas. Claro. Não tem força, nem experiência, para se defenderem do que o mundo pode fazer com elas. Mas, dizer que são inocentes… convenhamos! Felizmente, Freud acabou com esse mito… o parceiro da Chapeuzinho também não é lá tão do bem assim. E como é esperado pra não fugir tanto da história original, ele se torna um lenhador/caçador.

São apaixonados um pelo outro desde crianças e sonham em ficar juntos por toda vida. Muito bonito. Acontece que Peter Falk (Shiloh Fernandez) é pobre e na aldeia em que vivem, como em qualquer outra “aldeia”, o dinheiro determina ‘certas’ visões de mundo. Amanda tem um outro pretendente (Henry – Max Irons), que ela não o ama, mas que é rico. Então, sua família deseja que ela se case com o moço rico. Vale ressaltar que o pai de Valerie é o mesmo ator que faz o pai de Bella da saga Crepúsculo (Billy Burke). Não é preciso dizer que Valerie se encontra às escondidas com Peter etc, certo? Afinal, há uma grande contradição na sociedade: as pessoas afirmam categoricamente que o amor é lindo, porém, determinam que a pobreza é horrorosa. Então, na luta braçal entre o amor ser lindo e a pobreza ser horrível, o/a rico/a é sempre melhor pretendente para aqueles/as que desejam ter um “bom” futuro pela frente. O futuro, afirma a maioria, é pautado no “ter” e não no “ser”.

Em meio a toda essa questão, surge na aldeia um lobo mau. Ocorre que esse lobo não é um lobo comum, é um lobisomem e quer levar Valerie embora a qualquer custo. Quem pode ser esse lobisomem que já fez algumas vítimas?

Nos papéis de detetives da história, se encontram o padre Solomon (maravilhoso Gary Oldman) e, nas entrelinhas, a vovozinha de Valerie (Julie Christie). Sim, sim, a vovozinha do filme quem deu à Chapeuzinho a capa vermelha com capuz! :D Também não é preciso dizer o fim da Vovozinha, certo?

Uma curiosidade particular: lembro-me que meu pai lia historinhas para mim antes de dormir e num rompante de curiosidade latente, questionei: pai, como que o lobo come a vovozinha e ela permanece viva? Bom, convenhamos que se trata de uma pergunta óbvia e que deveria ser feita por todas as crianças que escutam essa narrativa…

Retornando ao filme, acredito que o grande erro de sua estrutura foi ter instaurado uma inquisição ao lobisomem sob a égide do catolicismo. Ainda que seja preciso reconhecer que a Igreja Católica modelava os costumes e a moral da sociedade ocidental em alguns séculos atrás, a maneira como a diretora inseriu o contexto religioso na história não ficou bom. Definitivamente, ficou horrível e detonou com metade do longa.

Então temos: um triângulo (forçado) amoroso, um lobisomem que deseja fazer vítimas e comer geral e a Igreja Católica condenando (ao colocar tudo no pacote de “bestialidades”) o amor, o tesão e o sexo livre. Em resumo é isso, só que conta com a vestimenta da fantasia, do tempo… o que faz parecer que o filme está numa época muito distante de nós. Será?

O lobo mau, neste filme, “se deu bem”. Será que Jacob se dará mal ao fim da saga de Crepúsculo? Cenas dos próximos capítulos…

Por: Guerra de Pipoca.

Encontro às Escuras

Encontro às Escuras – Blind Date

Direção: Blake Edwards

Gênero: Comédia

EUA – 1987

**
Postagem Automática

**

O filme é de comédia. Além do mais, o humor dos anos 80 é bem diferente do humor dos anos 2000 e lá vai década. Então, não compensa falar das cenas que foram feitas para rir. O motivo é óbvio: perde a graça.

Deste modo, trago apenas uma  das mensagens que o filme transmite. Pensando na comemoração próxima do dia dos namorados, acho que o mais pertinente a ser ressaltado é: não desista de quem você ama. A não ser que haja uma situação insuportável, algo que não exista possibilidade de ajustamento de uma adversidade.

O filme mostra que é preferível ser honesto/a, jogar a merda toda no ventilador  e ser feliz com quem se ama (ou ao menos tentar ser) do que casar-se com alguém sem amor, por pura conveniência e satisfação familiar. Dar satisfação à sociedade não implica  em estar satisfeito/a…

Por: Guerra de Pipoca.

Thor

Thor

Direção: Kenneth Branagh

Gênero: Comédia, História em Quadrinhos, Ação

EUA – 2011

Comentário de Guerra de Pipoca:

Um aspecto da Marvel me agrada: eles tentam, com constância, embasar suas histórias na Ciência; por exemplo, os últimos marvelianos lançados ilustram minha afirmação, que são: Homem de Ferro 1 e 2, O Incrível Hulk. No entanto, a maneira como usam a Ciência para dar sustentação à história é, por vezes, deveras surreal. Desta vez, em Thor, a Ciência foi usada como suporte, mas em momento algum foi explicado o mínimo dos estudos de Jane Foster (Natalie Portman). Talvez isso dê ao filme mais graça, afinal, poucos vão ao cinema querendo estudar, mas ao mesmo tempo, deixou o enredo furado. Pois, por que Jane Foster e sua turma estavam às voltas com tais estudos?

A entrada de Thor na Terra funcionou, inclusive em palavras, para misturar a ciência com a magia. Afinal, Asgard não separa verdades, como ele mesmo disse para Jane. Deu ao filme um caráter fantástico e fantasioso promovendo graça. Um ser, literalmente, de outro planeta é lançado na Terra. É um ET dos mais diferentes do que dizem existir, afinal, não é verde, nem tem um cabeção enorme, não conversa por telepatia… ao contrário, Thor é um ogro bastante humano (e fala inglês), por assim dizer. Esse aspecto do filme é interessante, pois os costumes de Asgard  – que é o Reino dos Deuses – são bastante rústicos; o que contrapõe o imaginário de encontrar tecnologia x extrema civilização. (Ri muito quando Thor quebra uma caneca no chão da lanchonete, que é um costume de viking e não de “Deuses”). A tecnologia não implica (diretamente) em povo civilizado.

Asgard é fantástica. Linda, bem feita, Branagh está de parabéns por sua elaboração. O guardião Heimdall foi muito bem feito, também. No entanto, sinto-me pesarosa por Odin, Anthony Hopkins. Desperdício absoluto neste filme, embora proporcione soberania ao enredo. Porém, tal ator não tem cara de quadrinhos… Muito embora ele arrase em qualquer papel, colocá-lo para dormir mais da metade do filme pegou mal. Não gostei. Outro ponto que não gostei foi de Thor na pele de ogro irracional que precisa apanhar bastante para adquirir sabedoria. Loki, seu irmão, lhe deu mais lições do que o inverso. E, convenhamos, Thor da Marvel que ensina Loki e não o contrário. Mas, enfim, as cenas engraçadas passaram maquiagem nessas diferenças, foi tragável.

Um ponto que não diz respeito somente ao filme, mas, quero comentar, é Natalie Portman no papel principal ao lado de Thor fazendo uma interpretação ridícula, aquém de sua última aparição que tanto emocionou: Cisne Negro. Juro que olhei pra Morgue no meio do longa  e perguntei: Que aconteceu com essa atriz? Até agora não faço ideia do que houve, do motivo que a fez ser tão ruim como Jane Foster. Enfim, pelo menos, o filme não é exatamente uma comédia romântica, se me entendem.

A ideia conspiratória também não me agradou. Sei que está na moda e tal (vou deixar pra Vamp e Morgue falarem mais sobre esse aspecto, conforme o combinado), mas antes Thor ter sido elaborado em sua busca por paz, atrapalhando os planos sórdidos de Loki, do que um perdido no espaço (literalmente) preso por uma conspiração típica americana. Enfim.

Comentário de Vampira Olímpia:

A ideia de Thor é fazê-lo sofrer longe de sua terra para aprender ensinamentos altruístas básicos, como respeito ao outro e próximo (não tão próximo assim), paz etc. Seria ótimo se a vinda dele à Terra não fosse tão tragicômica. Primeiro que Asgard fala o mesmo inglês que os terráqueos. Talvez se a comunicação entre eles fosse, no mínimo, complicada, seria mais próximo aos propósitos da inserção da Ciência no filme: dar realidade ao enredo. É patético que até mesmo as piadas entre eles sejam iguais!

Ainda assim, gostei do filme pela grandiosidade fantástica do intercâmbio entre três planetas (não se pode esquecer dos Gigantes do Gelo). Sobre eles que irei falar. É óbvio que se o sentinela não conseguiu ver a entrada dos Gigantes do Gelo, então é porque há um traidor. E um traidor que conhece bem Asgard, do contrário não conseguiria burlar uma segurança tão forte. O que sugere de imediato que Loki tem seu dedinho nisso. Considero esse ponto do filme bastante atual, uma vez que novamente estamos (no sentido de mundo) retomando o assunto datado de 10 anos atrás: a invasão planejada da al-Qaeda nos EUA. Alguém teve que trair os EUA para isso acontecer. Quem? ;)

Comentário de Morgana:

Que cidade perdida no nada é a do filme, não? Se tiver 5 ruas e uma avenida principal, é muito. E de repente, não mais do que de repente, a equipe tática da S.H.I.E.L.D. (Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão – criada pela Marvel) apareceu em peso por lá, montando toda a estrutura para estudarem um… machado… O machado não tinha uma cara de “instrumento extraterrestre”, só era grande e pesado, mesmo assim: “Pânico! Ameaça de invasão no ar!”

Eu também estou “panicada”, não nego. Não pelas “ameaças vindas do espaço”, mas pela loucura que estamos vivendo quanto às pseudos-ameaças que nada mais são do que frutos paranoicos de governos que insistem em pregar a paz, a democracia, o respeito ao próximo, mas que não fazem o que falam, posto que são eles quem promovem guerra, discórdia, violência que contradiz qualquer Estado Democrático etc. A paranoia da falsa-paranoia me deixa paranoica, por assim dizer.

Com isso, vi (também) em Thor algo muito atual, como Circe e Vamp já apontaram em seus comentários: Asgard vive o que estamos vivendo: qualquer coisa é motivo para ameaças. Que espécie de animais estamos nos tornando? Preocupo-me bastante com as queixas frequentes das pessoas: falta de confiança, fobia social, mania de perseguição etc. Claro! O mundo vive uma “perseguição” consentida por autoridades! Como esperar outro comportamento do ser humano?

Por: Moiras.

Comer, Rezar, Amar

O filme é regular, mas o sorriso do Bardem vale o ingresso (by Deusa Circe).

Comer, Rezar, Amar – Eat, Pray, Love

Direção: Ryan Murphy

Gênero: Drama, Romance

EUA – 2010

(NOTA DE DEUSA CIRCE: Post programado e automático. Se houver qualquer erro de formatação será corrigido posteriormente).

*****

Jovem de 30 e poucos anos, casada, rica, bonita, emprego fixo, magra, articulada e… infeliz! Não consegue se encontrar, algo está inadequado. Num diálogo com um guru – esqueci de dizer que ela também viaja muito – em Bali, este faz vários alertas e colocações. Ela acorda no meio da noite diante de tanto tédio e reza, e chora e conversa com o marido que aparentemente possui as mesmas características dela. Ah, ele a ouve.

Separa imediatamente e encontra um rapaz bem nascido, bonito, mais novo, espiritualizado e carinhoso. Vai morar com ele. E novamente decide ir embora. O que ela quer? Não sei. Ninguém sabe. Uma crise enorme neste fastio de vida difícil que ela leva… Se fosse pobre, feia e desempregada, não estava assim, o sofrimento seria outro.

O roteiro então nos brinda com a solução mágica de uma crise: viajar, conhecer novas culturas, pessoas bacanas e alegres. Como se isso fosse fácil. E como se essa fosse a solução para os problemas de todas as pessoas, inclusive as mulheres. O primeiro destino é a Itália. Imagino a infantilidade que é, fugir. Passar um ano “se descobrindo”.

Excelente as locações, um pouco exagerados e caricatos os italianos, mas compensa pela fotografia e pela comida. Agora percebo a primeira jaula em que ela vivia, a alimentícia. Gostaria de vê-la indo para o interior de Goiás, comer pequi e gueroba, e feijão tropeiro com lombo de porco, agüentar os chatos dando cantadas grosseiras e dizendo que ela tem que arrumar um marido. Mas aqui todos são divertidos, amorosos e compreensivos. Me leva!

O segundo destino é a Índia. Assim como a Itália, conheço bem. O choque cultural imensurável na sua chegada é amenizado por ela ter um destino certo. Um local de abstinência, silêncio e dedicação. Ali encontra um senhor maduro e sofrido, que lhe dá diários cutucões de realidade. Ela vai em busca de paz de espírito. Como esse tipo de busca fosse externo e não interno.

. Se fosse no meu Estado, estaria numa dessas seitas e quem o povo grita – pois o Deus deles é surdo – e teria que doar 10%, no mínimo de seu patrimônio.

Vai direto para Bali, ilha paradisíaca, mas que prende e mata quem usa drogas. Encontra o brasileiro mais legal que já conheci na minha vida. Apesar de hábitos bem diversos do meu país, pois ele fala com sotaque, ama o filho, carinhoso, atencioso, lindo, fala vários idiomas e não tem relações sexuais há mais de 10 anos! Aqui ela só encontraria garotos incultos interessados no seu dinheiro, ou idosos cheios de manias interessados na sua estampa.

Nem posso analisar a capacidade que ela tem de somente encontrar pessoas maravilhosas e comer sempre bem, dormir de porta aberta em um país estrangeiro e não ser violentada, e conseguir uma casa para sua médica e a filha dela com somente um e-mail e poucos posts…

O final é cor-de-rosa, assim como era o quarto da minha filha quando ela tinha 12 anos, o que deve ser equivalente a idade mental dessa protagonista. Não vejo crescimento algum, apenas valores rasos de quem acha que sonho é comportamento evasivo e infantil.

O que há de bom: locações belíssimas e uma fotografia do mesmo nível

O que há de ruim: roteiro raso e imerso em clichês com personagem de conto-de-fadas

O que prestar atenção: depois da Índia a atriz perde o pique e até aceita ser filmada desarrumada, o que demonstra que ali ela aprendeu alguma coisa

A cena do filme: pai brasileiro dando selinho no filho adulto, mais improvável, impossível

Cotação: filme regular (@@@)

Por: C.O.B.R.A.