Padre – Priest
Direção: Scott Charles Stewart
Gênero: Faroeste Vampiresco (WTF?)
EUA – 2011
Stewart matou a aula de artes quando estava tentando ser cineasta. Matou as aulas de literatura enquanto estava no colegial e nisso perdeu a chance de ouvir falar em poesia… Quando Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa) nos leva a pensar, por meio do Poema V, que as coisas são o que são e seus devidos valores devem ser atribuídos enquanto seres que são sendo, fico aqui a pensar que o mistério da palavra não é alcançado por todos. É uma pena, sem dúvidas.
Uma árvore tem a propriedade de ser qualquer coisa na metáfora, mas se no real das coisas ela deixar de ter as propriedades que lhe garantem o próprio conceito de árvore, simplesmente deixa de ser uma árvore. O mesmo vale para qualquer coisa. Uma flor não pode ter no real uma propriedade de um lápis, senão deixa de ser flor e passa a ser lápis. Um sapato não será um ovni de gnomos! Nem um papel será um tapete de elfos! Papel é papel e tapete de elfos é tapete de elfos!
Na arte, no entanto, um tapete de elfo pode facilmente ser um ovni de gnomos, e o melhor: sem sentir angústia de ser outra coisa que não o que se é. (fui obrigada a fazer uma analogia com a máxima sartreana de que o homem é condenado a ser livre e a obrigação de ser livre é a geradora e causadora da angústia, para este filósofo).
Padre, por sua vez, só pode ser um padre. Diz Caeiro que se Deus é uma árvore, uma flor, o Sol, por que deveríamos chamá-lo de Deus ao invés de árvore, flor, Sol, luar…? Enfim, Padre é padre e está condenado a sê-lo, ainda que seja livre para ser padre. Ainda que a existência seja definida primordialmente pelo não-ser. Isto é, Padre (o filme) não pode ser padre na medida em que se subverte em metáforas e se torna um assassino de vampiros, contrariando a máxima de “não matar”. Ademais, vamos falar mais rasgado? WTF!!!!! Já vi de tudo neste mundo, mas faroeste vampírico protagonizado por um padre é novidade. Sigamos a lógica: padre é padre, faroeste é faroeste, vampiro é vampiro.
Certo?
Misturar tudo deu numa sopa tão bizarra e desarmônica que a própria Vampinha dispensou a ideia de escrever sobre o filme, deixou pra mim. E na boa? Não dou conta do recado… porque pra mim, se vampiro é vampiro, se padre é padre e se faroeste é faroeste, então esse filme (adaptação de uma história em quadrinhos e jogo sul-coreano) é dos mais estranhos…
Por: Guerra de Pipoca.











Como era Marquês (Geoffrey Rush), tinha algumas regalias, escrevia seus contos e os divulgavam através de Madeleine (Kate Winslet), lavadeira do local.
, e vazam na vida de cada um como um duelo entre o Bem e o Mal da moralidade/imoralidade/amoralidade da época.