Padre

Padre – Priest

Direção: Scott Charles Stewart

Gênero: Faroeste Vampiresco (WTF?)

EUA – 2011

Stewart matou a aula de artes quando estava tentando ser cineasta. Matou as aulas de literatura enquanto estava no colegial e nisso perdeu a chance de ouvir falar em poesia…  Quando Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa) nos leva a pensar, por meio do Poema V, que as coisas são o que são e seus devidos valores devem ser atribuídos enquanto seres que são sendo,  fico aqui a pensar que o mistério da palavra não é alcançado por todos. É uma pena, sem dúvidas.

Uma árvore tem a propriedade de ser qualquer coisa na metáfora, mas se no real das coisas ela deixar de ter as propriedades que lhe garantem o próprio conceito de árvore, simplesmente deixa de ser uma árvore. O mesmo vale para qualquer coisa. Uma flor não pode ter no real uma propriedade de um lápis, senão deixa de ser flor e passa a ser lápis. Um sapato não será um ovni de gnomos! Nem um papel será um tapete de elfos! Papel é papel e tapete de elfos é tapete de elfos!

Na arte, no entanto, um tapete de elfo pode facilmente ser um ovni de gnomos, e o melhor: sem sentir angústia de ser outra coisa que não o que se é.  (fui obrigada a fazer  uma analogia com a máxima sartreana de que o homem é condenado a ser livre e a obrigação de ser livre é a geradora e causadora da angústia, para este filósofo).

Padre, por sua vez, só pode ser um padre. Diz Caeiro que se Deus é uma árvore, uma flor, o Sol, por que deveríamos chamá-lo de Deus ao invés de árvore, flor, Sol, luar…? Enfim, Padre é padre e está condenado a sê-lo, ainda que seja livre para ser padre. Ainda que a existência seja definida primordialmente pelo não-ser.  Isto é, Padre (o filme) não pode ser padre na medida em que se subverte em metáforas e se torna um assassino de vampiros, contrariando a máxima de “não matar”. Ademais, vamos falar mais rasgado? WTF!!!!! Já vi de tudo neste mundo, mas faroeste vampírico protagonizado por um padre é novidade. Sigamos a lógica: padre é padre, faroeste é faroeste, vampiro é vampiro.

Certo?

Misturar tudo deu numa sopa tão bizarra e desarmônica que a própria Vampinha dispensou a  ideia de escrever sobre o filme, deixou pra mim. E na boa? Não dou conta do recado… porque pra mim, se vampiro é vampiro, se padre é padre e se faroeste é faroeste, então esse filme (adaptação de uma história em quadrinhos e jogo sul-coreano) é dos mais estranhos…

Por: Guerra de Pipoca.

 

A Garota da Capa Vermelha

A Garota da Capa Vermelha – Red Riding Hood

Direção: Catherine Hardwicke

Gênero: Suspense, Romance

EUA – 2011

Para inaugurar, em definitivo, o ciclo de textos temáticos – visando comemorar o Dia dos Namorados – trago a Chapeuzinho Vermelho, que é comida pelo Lobo Mau. Dizer isso é como dizer tudo, ainda mais quando os olhos (“pra ver melhor”) se deparam com o título e com a direção do filme. 1. Quem conhece a Chapeuzinho Vermelho sabe como a história começa e termina; 2. Quem sabe que Hardwicke fez Crepúsculo também sabe que no filme a mocinha será disputada por dois e que o assunto virgindade poderá compor a pauta. Ok. Sem surpresas até aí.

Acontece que felizmente a diretora inseriu um elemento na trama e no suspense que julgo muito interessante: quem é o assassino/lobo mau já que todos são suspeitos? Bingo! A partir de então, o enredo se cria em outro clima (mais atraente, vale dizer) e que me fez ficar atenta aos detalhes da história. Pois, de possível chateação “crepusculiana” me vi imersa numa narrativa detetivesca! Porém, contudo, entretanto e todavia, não é por isso que o filme seja bom ou espetacular…

Bem, comecemos pelo o início.

Valerie (Amanda Seyfrield), a Chapeuzinho, desde criança se mostra “má”. Isso se tomarmos o parâmetro de matar animais como um ato de maldade. Pra mim é. Pra mim é extrema crueldade matar qualquer ser que seja pelo simples gozo de matar. Bom, independente dos juízos de valor, Hardwicke inaugura uma novidade na história: de que Chapeuzinho não é tão do bem como muitos pensam. Na verdade, nenhuma criança é pura, como dizem por aí. Elas são, sim, indefesas. Claro. Não tem força, nem experiência, para se defenderem do que o mundo pode fazer com elas. Mas, dizer que são inocentes… convenhamos! Felizmente, Freud acabou com esse mito… o parceiro da Chapeuzinho também não é lá tão do bem assim. E como é esperado pra não fugir tanto da história original, ele se torna um lenhador/caçador.

São apaixonados um pelo outro desde crianças e sonham em ficar juntos por toda vida. Muito bonito. Acontece que Peter Falk (Shiloh Fernandez) é pobre e na aldeia em que vivem, como em qualquer outra “aldeia”, o dinheiro determina ‘certas’ visões de mundo. Amanda tem um outro pretendente (Henry – Max Irons), que ela não o ama, mas que é rico. Então, sua família deseja que ela se case com o moço rico. Vale ressaltar que o pai de Valerie é o mesmo ator que faz o pai de Bella da saga Crepúsculo (Billy Burke). Não é preciso dizer que Valerie se encontra às escondidas com Peter etc, certo? Afinal, há uma grande contradição na sociedade: as pessoas afirmam categoricamente que o amor é lindo, porém, determinam que a pobreza é horrorosa. Então, na luta braçal entre o amor ser lindo e a pobreza ser horrível, o/a rico/a é sempre melhor pretendente para aqueles/as que desejam ter um “bom” futuro pela frente. O futuro, afirma a maioria, é pautado no “ter” e não no “ser”.

Em meio a toda essa questão, surge na aldeia um lobo mau. Ocorre que esse lobo não é um lobo comum, é um lobisomem e quer levar Valerie embora a qualquer custo. Quem pode ser esse lobisomem que já fez algumas vítimas?

Nos papéis de detetives da história, se encontram o padre Solomon (maravilhoso Gary Oldman) e, nas entrelinhas, a vovozinha de Valerie (Julie Christie). Sim, sim, a vovozinha do filme quem deu à Chapeuzinho a capa vermelha com capuz! :D Também não é preciso dizer o fim da Vovozinha, certo?

Uma curiosidade particular: lembro-me que meu pai lia historinhas para mim antes de dormir e num rompante de curiosidade latente, questionei: pai, como que o lobo come a vovozinha e ela permanece viva? Bom, convenhamos que se trata de uma pergunta óbvia e que deveria ser feita por todas as crianças que escutam essa narrativa…

Retornando ao filme, acredito que o grande erro de sua estrutura foi ter instaurado uma inquisição ao lobisomem sob a égide do catolicismo. Ainda que seja preciso reconhecer que a Igreja Católica modelava os costumes e a moral da sociedade ocidental em alguns séculos atrás, a maneira como a diretora inseriu o contexto religioso na história não ficou bom. Definitivamente, ficou horrível e detonou com metade do longa.

Então temos: um triângulo (forçado) amoroso, um lobisomem que deseja fazer vítimas e comer geral e a Igreja Católica condenando (ao colocar tudo no pacote de “bestialidades”) o amor, o tesão e o sexo livre. Em resumo é isso, só que conta com a vestimenta da fantasia, do tempo… o que faz parecer que o filme está numa época muito distante de nós. Será?

O lobo mau, neste filme, “se deu bem”. Será que Jacob se dará mal ao fim da saga de Crepúsculo? Cenas dos próximos capítulos…

Por: Guerra de Pipoca.

Anjos Rebeldes

Anjos Rebeldes – The Prophecy

Direção: Gregory Widen

Gênero: Comédia

EUA – 1995

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POSTAGEM AUTOMÁTICA.

***

Confesso que a primeira vez que o vi não criei muita sintonia com ele. Achei tudo muito idiota, sobretudo a maneira como os Anjos roubam as almas dos humanos. Porém, a segunda vez que o vi já achei melhor, encarei com mais naturalidade todas as tolices fantasiosas entre os Anjos do longa e, para um filme de comédia, cumpre com o combinado. Engraçado que agora, quando busquei a ficha técnica do filme na internet, vi que a maioria dos sites afirma que o gênero de Anjos Rebeldes é terror e outra leva afirma que é suspense. Sorry! Não é nem um, nem outro. É comédia, mesmo. Me explico.

Não há nada na técnica do filme que leve um/a cinéfilo/a a pensar que se trata de terror. Falta tudo, literalmente! A história, também, não é defensável para o gênero. Diz a sinopse: “Um policial, que ia se sagrar padre mas perdeu a fé, se depara com uma guerra entre anjos, pois alguns deles, liderados pelo arcanjo Gabriel, não se conformam de Deus ter dado alma aos seres humanos. Enquanto esta luta acontece as almas não podem deixar seus corpos e irem para o Paraíso, sendo que Gabriel procura na Terra almas que possa usar em seu exército, mas outro anjo tenta detê-lo”. WTF?

Bom, enfim. Não há lucro em tornar esse texto uma guerra religiosa x científica. Encaro, portanto, esse filme como uma comédia épica. Isto é, os anjos pra mim nada mais são do que soldados em campo de batalha. São eles:

  • Soldado Simon, interpretado por Eric Stoltz (sensacional em Parceiros de Crime). Este soldado luta para que os seres humanos tenham o direito de possuir alma. Ou seja, que evolua com seus próprios comportamentos.
  • Soldado Gabriel, interpretado pelo ma-ra-vi-lho-so Christopher Walken. Ele luta, em nome do ciúme que sente de seu chefe, para provar que os seres humanos não merecem o paraíso.
  • Soldado Diabo, interpretado por Viggo Mortensen. Incrivelmente, luta junto com Simon, para deter Gabriel.

Simon é um soldado mais fraco, e Gabriel rouba a cena. Aliás, a graça TODA do filme é Christophen Walken. Sobretudo quando convoca moribundos para dirigir o carro para ele. Sim, sim, Gabriel é um anjo, mas precisa de carro para se locomover para os locais mais distantes, rsrsrs. Estão vendo como a ideia de soldado cai muito melhor? :D

Deixo esse vídeo dizer, por mim, o restante do texto.

Não é uma comédia? :D

Por: Guerra de Pipoca.

O Ritual

O Ritual – The Rite

Direção: Mikael Hafström

Gênero: Suspense, Terror

EUA – 2011

O diretor sueco Mikael Hafström fez também o filme 1408 e, embora este longa  não seja bom, ao menos no que se refere ao suspense em si, isto é, a saber fabricar o medo por meio do suspense, ele é muito bom. Foi com essa perspectiva prévia que me dispus a ver O Ritual, estava certa que ao menos “efeitos e músicas” – para dar um tom de mistério – eu iria encontrar no filme.

Quanto ao O Ritual: típico filme em que a direção opta por duelar a religiosidade e o cientificismo e, com isso, a religião e a crença saem “na frente”. Compreensível. Sustentar o lugar da Ciência é muito mais difícil, realmente. É mais fácil e cinematograficamente mais atraente fazer um filme de terror usando a religião como ideia central, porque ela (a religião) por si só é um horror! :D

Baseado na obra de Matt Baglio (The Rite), do qual não li e possivelmente não me darei ao trabalho depois dessa adaptação no cinema, o filme pretendeu com o ceticismo mostrar que o diabo existe. WTF? É isso mesmo que você leu: através do ceticismo do novato seminarista (Colin O’Donoghue – péssimo ator), das questões levantadas por ele durante o curso de exorcismo, o diabo deu as caras para bater; e quem bateu foi o padre Lucas (Anthony Hopkins). Ao menos por alguns momentos…

“Não espere cabeças girando ou sopa de ervilhas jorrando” (Anthony Hopkins). Enquanto isso não compareceu no filme foi ótimo. Pois, o clima era de “dar a entender”, o que fatalmente o que é levado em conta são as boas interpretações dos atores.  Aplausos para a atriz Marta Gastini; em nenhum momento precisou virar a cabeça e jorrar sopa de ervilha pela boca para fazer cara de endemoniada. Excelente interpretação! Aplausos para Anthony Hopkins, sua competência como ator está acima de qualquer questionamento. No mais, não gostei do elenco, nem mesmo de Alice Braga (Cidade de Deus, Predadores). Ou o seu papel estava muito aquém, ou ela fez questão de ficar em segundo plano propositalmente. Enfim, não gostei. Achei sem sal.

Outro ponto que pra mim soou negativo foi a insistência em se fazer “filosófico” com frases e indagações rasas, mas cheias de efeitos. O filme, como disse acima, é um padre tentando mostrar que o diabo existe mesmo quando ele finge não existir e um seminarista meia-boca tentando ser racional, fazendo as perguntas mais tolas do mundo. O resultado disso… bom, é o que já sabemos antes mesmo de vermos a obra: uma tentativa longa de provar pro cético que seres do mal existem e que vivem nas sombras…

O fim, pra variar, é uma bobagem… Sabe que horas fica muito ruim? Quando o diretor opta por quebrar sua regra e insere a bobagem da “cabeça girando” e justo com Anthony Hopkins, pode? (respirando fundo aqui…)

Por: Guerra de Pipoca.

All Star Superman

(Superman e Lois Lane)

All Star Superman

Direção: Sam Liu

Gênero: Animação

EUA – 2011

Planeta condenado. Cientistas em desespero. Última esperança. Casal bondoso. Superman.

Eu dizia nos comentários do texto abaixo (Retórica) sobre o herói moderno/pós-moderno mais propagado no Planeta, e cá estou pra falar de mais uma animação sobre ele. Superman! Bom, não sei dizer se a animação é fiel aos quadrinhos. Até tentei arrancar respostas com meu irmão, que era leitor assíduo, mas ele se diz esquecido da trama, embora lembre que são 12 capítulos de All Star Superman. Enfim, sobre a animação:

Sam Liu tem se tornado especialista e referência de superheróis no cinema; é merecido. Pelo que é possível perceber, ele é um grande fã. Sorte nossa! Nesta animação, soube dar espaço tanto para Super-Homem, quanto para Lex Luthor, que se mostrou cada vez mais “normal”.

Para cada mocinho, um vilão à altura. Considero careta a vilanice de Lex Luthor: o ideal de salvar o mundo das mãos de Superman é pra lá de tedioso,  porque vilão politicamente correto é o fim da picada! Por si só, bandido é aquele que infringe a lei. Simples assim. E um sujeito politicamente correto infringindo a lei sendo politicamente correto é, no mínimo, chato. Mas, tenho que confessar que pelo menos a chatice de Luthor, nesta animação, ficou bem dividida com Super-Homem.

Pra terem a mínima ideia do que digo: pois não é que Lex está preso, construiu um túnel para fugir e não foge porque “merece” estar preso? rsrsrs  Agora, a pergunta que não quer calar: pra que construir o túnel, Senhor Luthor? Enfim…

Sobre a história… Superman vai morrer! Aff! Não vou explicar como e nem o por que para não estragar para quem não viu, mas vale deixar claro que achei boçal a atitude de disputa de Lois Lane. A Esfinge não deixa barato desde os tempos da brilhantina grega, quanto mais agora que ganhou experiência… Lois Lane peca pela imaturidade. Porém, achei lindinho quando o Super-homem deu um buquê de flores que cantam para ela. Nossa! Que diferente, não? Flores que cantam!

Enfim, eu não sou muito fã do estilo tedioso do Superman, mas gostei da animação e acho que vale a pena ser vista.  É uma chance única de ver Lex Luthor entendendo como as coisas estão interligadas…

Afinal, “é incrível a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer” (Caetano Veloso).

Por: Guerra de Pipoca.

Velha Nova Infância

 

(Feita por Guerra de Pipoca)

Lacan se dizia com 5 anos de idade, mas ter 5 anos de idade e saber ter esses anos de vida são duas coisas diferentes.

Saber ter 5 anos nas costas é fantasiar, brincar com a vida, brincar com que estiver disponível como instrumental e ferramenta e fazer disso um lindo momento de prazer e satisfação. É  saber rir e sorrir com as situações, adversidades, momentos, circunstâncias etc. Demora-se muito tempo para ser jovem…

Saber ter 5 anos é conseguir enxergar diversas possibilidades de respostas para as experiências da vida…

(Feita por Guerra de Pipoca)

assim como fazem as crianças que tiram do lenço depositado no chapéu -com toda mágica do mundo- um belo pombo. Assim como Lacan, que com muitos anos de experiência se dizia com 5 anos de idade.

Mais uma  vez: comemoremos o tempo dos Aquarianos, tempo este que é atemporal…

Felicidades, Aquarianos Guerreiros! (Guerra de Pipoca, Morgana, Vamp e BullDog)

Vida Longa e Próspera!

Por: Moiras.

2 anos de Guerra de Pipoca!!!

Enfim, se fechamos o ciclo de mais um ano, então, que venha mais! Somos gulosos!

:D

Parabéns para nós!

Beijos,

Guerra de Pipoca.

Harry Potter – As Relíquias da Morte Parte I

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Harry Potter and the Deathly Hallows – Part I

Direção: David Yates

Gênero: Fantasia, Suspense

EUA – 2010

Quando nos tornamos adolescentes e posteriormente adultos, nossas aventuras se tornam mais solitárias; é inevitável. Toda a magia da infância de estar recheado(a) de amiguinhos, brincadeiras e diversões cede lugar para responsabilidades outrora jamais vistas e sentidas. Claro que alguns de nossos amigos se tornam mais especiais do que outros e, de maneira rara, trilham conosco. É tentador puxar a prosa para o aspecto solitário de ser adulto, mas – após conversar longamente com Vamp e Circe sobre o assunto – decidi permanecer no roteiro do filme, embora visite essa ideia à distância, uma vez que Harry Potter agora cresceu e tem a dura responsabilidade de achar as horcruxes e matar Voldemort. Não é uma responsabilidade fácil e muito menos para ser cumprida por um garoto de 17 anos, ainda mais porque Dumbledore está morto, mas como é o único a permanecer vivo sob ataque do Mestre do Mal, então, é o único que conseguirá matá-lo, por lógica medieval. Será?

Sabemos antes de vermos o filme que será lançado em 2011 que sim, mas vamos fingir que não sabemos? Em “As Relíquias da Morte – Parte I”, Harry Potter se une ao Rony e Hermione para preencher o quebra-cabeça proposto anteriormente por Dumbledore. Cada horcrux que Voldemort criou para garantir sua imortalidade precisa ser encontrada e Harry só tem conhecimento de 2. Acontece que Dumbledore, sábio como tem que ser, deixa herança para os três em seu testamento. Com tais presentes é mais fácil achar uma luz no fim do túnel. Lumus Maximum!

Finalizo por aqui a curta sinopse sobre o filme, seria injusto prosseguir com ela já que não sei se este filme já foi visto por todos do blog. No entanto, quero seguir com minhas impressões pessoais sobre a obra e tomarei o cuidado de não liberar “spoiler”, os que detonam com a graça, obviamente.

Impressiona a qualidade do filme, muito bem feito – como de costume. Dessa vez usaram a dinâmica da “escuridão” para conferir tensão à narrativa, além de garantir uma nuvem negra e melancólica sobre os conflitos existenciais de nossos jovens bruxinhos. Em contrapartida a tal tom, o longa está mais elaborado em termos de recursos especiais e tecnológicos, além de que salta aos olhos a diferença entre os cenários: nos filmes anteriores, as ações ocorrem na escola de magia (Hogwarts ) e neste, as ações se dão em florestas, montanhas, tudo muito solitário e sombrio. Não nego que senti falta de ver a escola, mas concordo que ela não tem a mesma graça sem Dumbledore. Ele lembra aquele(a) antigo(a) e inesquecível professor(a) que um dia fez parte de nossas vidas escolares…

Não gostei da ideia roubada de “O Senhor dos Anéis”: de conferir poder negativo à horcrux – colar. Levando-se em conta que Tolkien escreveu antes de Rowling, me dou o direito de pensar que foi uma “cópia”, ainda que sofisticada, de algo consagrado com Frodo e Gandalf e não, Potter e Dumbledore. Mas, pode ser que para muitos não aparente desta forma, repito: opinião particular sustentada por impressões completamente subjetivas.  No entanto, não me convenceu as mudanças de humor repentinas de quem levava o colar no pescoço.

Dobby é uma gracinha de elfo e neste longa está fofíssimo, mas também não gostei das semelhanças dele com Gollum. A questão da mestria: de colocar Harry Potter no lugar de seu mestre forçou uma analogia com a mestria de Frodo. Contudo, Dobby não tem nem um terço da esquisitice de Gollum, o que o salva em carisma. È possível que os espectadores tenham saído do cinema bem mais solidários com esse mundo de bizarros seres. “Harry Potter”! Sem dúvida: os tênis de Dobby roubaram a cena. rss

No mais, feliz que tenham dado à Hermione o valor que ela merece por sua intelectualidade e brilhantismo enquanto bruxa. Até então pintaram sua personalidade como uma garota chatíssima e agora, a maturidade – ainda que parcial – a ajudou a por seu sintoma em seu favor. Rony está enorme, mas continua aquele menino de sempre, com pouco mais de coragem e firmeza, no entanto. Menos no que se refere “beijar a noiva”. Quando é que ele vai beijar Hermione, afinal? Santa lerdeza, Batman! Harry… bom, melhor ir ao cinema assisti-lo, não?

Ah! Não posso deixar de falar da entrada da casa de Lucius Malfoy. Lindo! Nuvens negras, tom nublado, aspecto medieval de quem pisoteia na masmorra…

Por: Morgana.

Kick-Ass

Kick Ass – Quebrando Tudo

Direção: Matthew Vaughn

Gênero: Ação, Aventura, História em Quadrinhos, Comédia

EUA – Reino Unido – 2010

Does that make me crazy?

Does that make me crazy?

Does that make me crazy?

Possibly.

(Gnarls Barkley – Crazy)

A ideia deste texto é a de passar por alguns pontos do filme, sem adentrar demais nos detalhes, para não estragar pros que não assistiram.

De acordo com a Wikipedia (e vamos ter que confiar que está correta, pois não lemos a HQ) Kick-Ass é uma história em quadrinhos da Marvel Comics lançada em 2008, escrita por Mark Millar e ilustrada por John Romita Jr.

O filme diz respeito a essa HQ e conta a história nerd de Dave Lisewski, viciado em histórias em quadrinhos, que decide se tornar um herói. Notoriamente, no longa, é influenciado por Batman, pois este é um herói, mas não tem poder além-do-humano, tal como Dave. E então, ele compra uma rouba verde, se nomeia por Kick-Ass, faz propaganda de si mesmo em sites de relacionamento e vai às ruas ajudar ao próximo. É hilária a primeira cena em que ele tenta impedir um roubo de carros. O descrédito dos ladrões mostra como que o mundo fora dos quadrinhos receberia heróis de roupas coladas que voam e fazem todo tipo de estripulia possível.

“(…)My heroes had the heart to lose their lives out on a limb

And all I remember is thinking “I want to be like them”

Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun

And it’s no coincidence I’ve come

And I can die when I’m done(…)”

(Gnarls Barkley – Crazy)

Vida de herói não tem moleza e Dave logo de cara percebe em que se enfiou. Para sustentar a fama do novo herói e permanecer como tal, apanha muito. A graça do filme é isso! Pois, o longa mostra que não é tão simples assim ser um super-herói, ainda mais numa cidade que é chefiada por Frank D’Amico, grande mafioso da região. Opa, Kick-Ass não contava com parcerias, para ele o universo de HQs se limita aos papéis… mas… Big Daddy e Hit-Girl estão em ação!

É engraçadíssimo o treinamento dos dois. Palmas para Chloe Moretz (Hit Girl), interpretou maravilhosamente bem e roubou todas as cenas em que esteve presente.  Nicolas Cage (Big Daddy) também não ficou atrás e até se redimiu dos péssimos papéis que vinha interpretando nos últimos tempos.

Pra completar o quadro dos heróis do pedaço, o filho de Frank D’Amico – o mafioso – decide tornar-se herói para se aproximar de Kick-Ass e capturá-lo. Assim, nasce Red Mist!

I remember when, I remember, I remember when I lost my mind

There was something so pleasant about that phase

Even your emotions had an echo

In so much space.

(Gnarls Barkley – Crazy)

Ah! A propósito, essa música está no filme (a trilha sonora também está de parabéns)… e nós Moiras “surtaaaaamos” quando ela apareceu na narrativa! :D

A Circe deu “pause” no filme para cantá-la em pé no sofá e o microfone era sua taça de vinho…

Maybe I’m crazy

Maybe you’re crazy

Maybe we’re crazy

Probably…

(Gnarls Barkley – Crazy )

 

A maioria das pessoas supõe facilidade em fazer comédia. Não é tão simples assim. Retirar gargalhadas do outro é mais difícil do que arrancar lágrimas. Qualquer drama convence os mais sensíveis, basta ter meia-morte com muita tristeza envolvida que a maioria se comove. Já fazer comédia, que preste, é bem mais complicado. Nesta safra de péssimos filmes, Kick-Ass se sobressaiu por oferecer ao espectador uma comédia mais equilibrada, com humor ácido e interessante. Nada de pastelarias e imbecilidades que estamos saturados de ver.

Nós recomendamos! Estamos pensando em ler as HQs também.

Por: Moiras.

Planeta Hulk

Hulk de bom humor

Planeta Hulk – Planet Hulk

Direção: Sam Liu

Gênero: Animação

EUA – 2010

Antes de mais nada, gosto da direção de Sam Liu, mas o considero pouco criativo nas narrativas. Hulk, pra mim, é sinônimo de força desmedida e incontrolável. Bruce pensa! Hulk não! Este filme peca em diversos pontos, e o pior deles é colocar Hulk sempre transformado em Hulk e racional. Que isso!!! Esteve com raiva o tempo todo? Surreal!

Bom, perigoso demais para continuar vivendo no Planeta Terra, Hulk foi despachado pro espaço e antes que chegasse no destino programado, arrebentou toda a nave e foi parar no Planeta Sakaar. No momento em que chegou em Sakaar, estava sendo realizada uma reza para o “salvador” do Planeta não tardar em voltar para lá… eu não gostei dessa relação Hulk x Salvador x Misticismo. Achei tola a construção e desvirtuou a história pro lado religioso que não condiz com os quadrinhos do Verdão.

Além disso, a história – mediada pela religiosidade – foi narrada na perspectiva imperial: imperador – escravos. Não há criatividade no filme, uma vez que a narrativa de gladiadores se assemelha em absoluto ao filme Gladiador. A ideia de um sofrido e solitário gladiador que salvará Roma de seu malicioso Czar é exatamente a mesma em Sakaar, e o salvador solitário é Hulk. Não nego: torci o nariz para isso.

Gente! Hulk é um ser regido por instinto que só pensa quando está no formato Bruce!!! De repente, este Hulk do filme arquiteta o plano para destronar o Imperador? :o

WTF!!!!

 

Seus amigos de arena

A construção de Sakaar é baseada em Roma, até mesmo a arena dos gladiadores chama-se Coliseu. Hulk por se negar a lutar, exatamente como Maximus, torna-se o “misericordioso” para o povo. As analogias não param… é preciso conferir para ter noção da falta de criatividade de Sam Liu.

Ao mesmo tempo, a história prende o espectador. Ao menos me prendeu. A minha ideia era de ver novamente Ondas do Destino (de Lars von Trier), mas acabei optando por ver Hulk para me distrair mais e o filme cumpriu com essa demanda. Sobretudo, pelo personagem Miek, esse inseto pirralhinho entre os Gladiadores. rsrsrs Muito fofinho!

Miek é o “Covarde, o cão coragem” do filme. O medo dele chega a ser engraçado, é o ponto cômico da obra. E deu certo! O seu jeitinho medroso acessou o lado “humano” de Hulk. Foi bonito conferir esse lado do filme.

Bom, de escravo para gladiador, de gladiador para salvador, de salvador para imperador, só foi uma questão de Sam Liu acordar de bem com a vida para produzir esta animação… ou não, né? Talvez tenha sido um ímpeto masoquista que tenha feito a cabeça dele, porque o que deve ter ouvido de xingamento dos fãs… está escrito nos gibis?????????? :o

Como fã do Hulk, de histórias em quadrinhos, indico o filme, mas enquanto cinéfila… hummmm! Melhor assistirem Ondas do Destino, é mais interessante.

Por: Guerra de Pipoca.

 

O Último Mestre do Ar

 

O garotinho Avatar chamado Aang

 

O Último Mestre do Ar – The Last Airbender

Direção: M. Night Shyamalan

Gênero: Fantasia, Desenho, Seriado, Animação

EUA – 2010

A minha decepção com o filme e direção passou. Não de maneira gratuita, foi preciso eu assistir um capítulo do seriado “Avatar: As Lendas de Aang” para perceber que o filme é uma adaptação do mesmo e que não é uma grande loucura da cabeça de Shyamalan, mas prefiro não me referir à direção dele. Depois disso, revi o filme para poder falar melhor sobre o tema, mas minha opinião de que “O Sexto Sentido” e “A Vila” são os melhores e que as obras feitas posteriormente por este diretor sofreram um claro declínio de produção permanece de pé.

O Último Mestre do Ar é uma adaptação de um desenho produzido pela Nickelodeon Animation Studios. Trata-se de um seriado sobre um mundo fantasioso pautado nas artes marciais e ideologias chinesas. De acordo com o desenho, e agora com o filme, a humanidade é regida pelos 4 elementos: ar, fogo, terra e água, dividindo-se em 4 nações respectivas. O Avatar é aquele que não só tem a capacidade de unir os 4 elementais, como também consegue dialogar com o mundo espiritual. Ele é a ponte entre a matéria e o espírito. E também o último mestre do ar. (Ao menos os atores não são absolutamente “americanizáveis”, porque de último guerreiro a insultar a cultura oriental, já basta o Tom Cruise com o último samurai).

No filme, o Avatar  (Aang) é um garotinho de seus 12 anos, que atuou até direitinho. Como era o último mestre do ar, foi perseguido pela Nação do Fogo. Reino dividido pelo poder e ambição. De um lado, um rei ambicioso que deserdou o próprio filho em nome do poder. De outro, o príncipe deserdado (Zuko) que busca, com a ajuda de seu tio (General Iroh), pela limpeza de seu nome e honra. De outro, o ‘fiel escudeiro’ do rei, que não favorece nem um, nem outro, quer saber do seu. Enfim… o poder corrompe, já dizia algum ótimo observador da índole humana. E o poder aqui é para ter as mesmas condições dos deuses, se entendi o babado forte do filme.

Digo dessa maneira porque as coisas acontecem de maneira bem rápida, Shyamalan disse em entrevista que precisou tirar 40 minutos de filme por ordens superiores. Eu entendo o motivo que os superiores deram essa ordem! Fico imaginando mais 40 minutos de kung fu misturado com poderes surreais dos 4 elementos e penso: Ufa! Que bom que são só 1:35h de filme!

As fórmulas são conhecidas, a ideia é clichê e os atores são ruins demais. Não dá liga! Sabe quando não há sintonia e por mais que se force uma situação é notório que os atores se sentem presos nos diálogos e não se deixam “dançar” pelo momento? Não há insight, o aspecto “decorado” é visível… e risível. São ruins demais.

Até que Katara, a Dobradora da Tribo da Água, atuou  mais ou menos sintonizada com Aang. Mas seu irmão Sooka e a Princesa Yue não convenceram mesmo!!!

No fim, a Princesa Azula e o Rei da Nação do Fogo dão a deixa de que terá continuação… Céus! Como será isso, a saber!

Pontos altos do filme são: Tai chi chuan feito pelos membros da Tribo da Água, o aspecto zen e os super poderes surreais que eles tem. De resto, eu pulo.

Até agora não sei o que diabos é esse animal. Sei que ele faz um som muito estranho e é um bom amiguinho de Aang… Não sei se eu queria um desse pra mim, embora ele seja o Bombril do filme, tem mil e uma (in)utilidades…

Por: Guerra de Pipoca.

O Aprendiz de Feiticeiro

Bruxo Balthazar Blake - Nicolas Cage. O único que se salva no filme.

O Aprendiz de Feiticeiro – The Sorcerer’s Apprentice

Direção: Jon Turteltaub

Gênero: Fantasia, Aventura

EUA – 2010

Vou dizer logo pra não criar suspense demais: o filme tem dois pontos que não são “engolíveis”.

  • Bruxa Morgana é inimiga de Merlin;
  • O primeiro merliano (discípulo direto de Merlin) é um estudante de Física do ano de 2010… Poupe-me de tanta blasfêmia!

Diante deste disparate, não recomendo este filme!!!

O longa começa narrando o momento em que Morgana se volta contra Merlin por pura ambição. Obviamente, guerra entre bruxos começou. De um lado, discípulo de Merlin – vai entender porque não é o primeiro merliano, o filme não explica tamanha discrepância, embora finja que explique -, Balthazar Blake (Nicolas Cage)  – atuou bem, gosto dele. De outro lado, discípulo de Morgana, o morganiano Maxim Horvath (Alfred Molina).

A impressão que tenho é que Molina não deu conta de despachar antigas atuações. Está a cara do vilão Dr. Octopus do Homem-Aranha, só que sem tentáculos. Em compensação, usa uma varinha mágica. Um pouco decepcionante no filme, confesso sem grandes pudores. Esperava mais, sobretudo em nome da experiência de palco. Em minha opinião, Cage se apresentou bem melhor. Abandonou os resquícios do anjo Seth em Cidade dos Anjos, mas nem tudo. Em alguns momentos “o vi” lamentar a ausência da Bruxa Verônica (Monica Bellucci) da mesma maneira em que lamentava o amor pela médica Meg Ryan. Ainda assim, gostei da atuação.

De volta à narrativa, Balthazar prende Morgana e Verônica num “receptáculo” e somente o primeiro merliano terá força suficiente para matá-la… (sem comentários).

Bom, o primeiro merliano, como disse acima, é um nerd estudante de física, apaixonado desde tempos primários por uma menina e vê seus planos com ela irem por água abaixo quando encontra Blake pela primeira vez na vida – onde ganhou seu anel de bruxo -, aos 10 anos. Encontro traumático, diga-se de passagem.

De uma possível história de bruxos, feitiçarias e afins, temos uma história que se pauta na comédia romântica, num caso mal resolvido de infância, num amor que dura esse tempo. Sinceramente, tive meus romancezinhos de infância, mas nem me lembro da força desses sentimentos! Qual criança, que se apaixona na escola, passa a vida desejando ardentemente esse amor infantil? Quanta bobagem! Mas, dá certo nesse enredo! É o que sustenta e dá graça em toda narrativa! Pois, 10 anos depois, com seus 20 anos de idade, encontra novamente com a garota e com o Balthazar. Como conciliá-los é a graça do filme, por incrível que pareça. Lamentável.

Por fim, é o que tenho a dizer de todo o filme: Lamentável. Poderia ter sido ótimo se não fosse a pequenez do roteiro…

Por: Morgana.

Anjo das Trevas

Anjo das Trevas – Wolvesbayne

Direção: Griff Furst

Gênero: Aventura, Suspense

EUA – 2009

Levar a sério a imagem acima é algo que não espero de ninguém daqui, bem como é certo que não esperam de mim seriedade com esse tipo de filme(co ). Esse rapaz da imagem é Russel Bayne (Jeremy London). Um babaca narcisista que vê sua vida capitalista ser “enjaulada” pela existência quando sofre ataque de lobisomem em beira de estrada. Ihhhhh! Também já vi ‘esse’ filme. 400 vezes, inclusive.

O otário não sabe mais quem é e nem o que fazer de sua vidinha. Daí é aquilo de sempre: encontra uma boazuda (que  é contra a matança, a vampirada, o mundo cruel…) que lhe ensina novamente a viver, a lidar com sua nova forma. Dã! Patético!  Se alguém duvidar que ele se apaixonou pela mestra eu jogo uma almofada bem no meio da cabeça pra cair na real. Obviedades são, sempre e pra sempre, obviedades.

Sim, perdi tempo vendo isso. É até ofensivo perder meu tempo escrevendo sobre esse filme (pois, ele não merece), mas como (quase) todos os  filmes sobre vampiros e afins eu  me encarrego de dar o veredito…

Por: Vampira Olímpia.

Trailer: Harry Potter e as Relíquias da Morte

Uau!!! Novembro de 2010 será lançado a primeira parte deste filme (a segunda, será lançada em julho de 2011).

Quero muito assisti-lo e pelo trailer… teremos finalmente um épico? Gosto muito da atriz Helena Bonham Carter que faz o papel da Bellatrix Lestrange e aqui compõe o quadro do exército de Voldemort. Vê-la no vídeo me animou, ela tem cara de bruxa. Não dessas bruxinhas bobas de verruga no nariz, mas essas que sabem fazer magia.

Não entendo como que Harry sozinho tenta encarar Voldemort. Ou o primeiro é forte demais, embora adolescente. Ou o segundo não é lá isso tudo que dizem. Até aí, ok. Mas Voldemort tem um exército!!!!! E ainda assim não dão conta do Bruxinho gente fina?

Vamos conferir, né? Estarei no cinema em novembro! :D

Por: Guerra de Pipoca.

Homem de Ferro 2

Homem de Ferro 2 – Iron Man 2

Direção: Jon Favreau

Gênero: Besteirol Agudíssimo, HQ, Ação

EUA – 2010

Cada época tem o herói que merece. Em momento de superexposição midiática, numa sociedade consumista ao extremo, ególatra e emocionalmente instável, eis aí o Homem de Ferro. Um super ser que se funde com a identidade secreta, tornando-se público.

A diferença entre homens e meninos é o preço de seus brinquedos. Ditado popular norte-americano. A comunidade militar deseja a armadura de Stark e o rival infantilóide, Sr. Hammer, idem. Seu embate contra Stark no tribunal e nas TVs é digno de pena. Não sei quem é mais besta, se Stark com seu narcisismo premente ou Hammer com a sua carinha de Bambi querendo chamar a mamãe!

Vamos para o Grande Prêmio de Mônaco, que por sinal é o mais seguro e vigiado de todos da Fórmula 1. Um sujeito vindo não se sabe de onde invade as pistas, na contra-mão, brincando de chicotinho queimado! Ele é um sub-vilão chamado Ivan Vanko, um russo filho de gênio e que cria uma cacatua.

Logico que o bobinho do Hammer se une ao tatuadíssimo Vanko, vivido por Mickey Rourke, num personagem estrebuchante de feio. Enquanto isso Tony/Homem de Ferro sofre com a contaminação de vanádio em níveis altíssimos na sua corrente circulatória.

Devo dizer que até gosto dos diálogos rasteiros e piadinhas engraçadas de Tony. Mas o personagem tem muito mais destaque do que o herói. Como se o ator Robert Downey Jr. eclipsasse o mesmo. Assim fica aquela imagem de sujeito malandro, boa pinta, meninão que a galera adora. Igualzinho ao Sherlock, ao outro Homem de Ferro e papéis anteriores dele?

Eis que surge a Viúva Negra. Bom visual rebolativo e cabelos vermelhos. Mas mulher para ser gostosa precisa de mais carne e aquela sensação de que você pode pegar ela, de acessibilidade. Se não, vira uma Gisele da vida. Linda, mas inalcançável. Homens comuns não gostam. Para mim ele luta bem melhor do que o próprio Homem de Ferro, que tem suas ações ofuscadas pelo amigo-rival coronel James Rhodes, único que parece levar a sério a fita e o seu papel.

Quase morrendo com o vanádio no peito. Metal que nem existe puro na Natureza, deveria ter analisado melhor a liga formada com alumínio e titânio, inócuos ao ser humano, e utilizados em próteses ortopédicas. Mas tudo bem, a descoberta do novo composto, com direito a herança paterna e visão trimidimensional “hi-tech” é legal.

O embate final é fraco, aliás para um filme de ação ele está cheio de diálogos desnecessários e uma inversão de papéis principais. Robert Downey é bom ator, mas o personagem ficou muito maniqueísta, pueril e superficial. Igualzinha as “celebridades” de hoje.

O que há de bom: ferros rangindo, trilha sonora criativa e cheia de style e algumas “voadeiras” esteticamente bonitas e eficazes da Natasha

O que há de ruim: repetição de uma fórmula anterior de sucesso elevada ao cubo, que acabou ficando quadrada

O que prestar atenção: pelo menos as tatuagens do Vanko seguem o padrão das prisões russas e seu rígido código identificador

A cena do filme: ele chegando no palco e agachando, atlético e urinando na armadura; patético

Cotação: filme regular (@@)

Por: C.O.B.R.A.