
Clube dos Pervertidos – A Dirty Shame
Direção: John Waters
Gênero: Comédia, Sexo
EUA – 2004
Ok!
Amor é muito gostoso, mas ninguém vive de flores e declarações de amor, correto? Então, como amanhã é dia dos namorados, que tal falarmos do verdadeiro tempero de qualquer relação amorosa, a saber, o sexo? Não venham com a ideia de que sexo é secundário, porque NÃO É. Alguém aceita namorar uma pessoa que o beijo não combina? Ou que é muito ruim de cama? Pois é… Sexo não é secundário.
Eu não conhecia esse filme até bem pouco tempo – quando a Dudark gravou um DVD pra mim, me presenteando com ele, seguido das seguintes palavras: “Vampinha, é uma comédia muito mais ou menos, mas é interessante pensar a luta entre a sociedade que julga ‘doente’ seres sexuados X os seres sexuados que mostram como o sexo é natural e saudável”.
É isso aí, Dudark! Concordo em gênero, número e grau que é disso que se trata. Mas, antes de falar do filme, quero dizer sobre uma experiência que fizemos (Moiras)durante essa semana.
Depois que assistimos ao filme, propus de usarmos o facebook da Morgue para uma experiência muito simples. Todos sabemos que a Morgue é uma pessoa de caráter firme, delicadeza inquestionável, educação soberana. Ninguém vê a Morgue ser ‘vulgar’, certo?
Pois bem. Então que escrevemos (Moiras) na página (facebook) dela (Morgue), como se fossemos ela: ‘EITA VONTADE DE TREPAAARRRRR GOSTOSO’.
Eu já sabia que iríamos receber represálias, fazia parte do experimento. Mas, não sabia que um grande amigo da Morgue iria parar de falar com ela. Isso me surpreendeu. Até que ponto o recalque vai…
Tínhamos noção de que os mais puritanos do pau ôco iriam dar um pito e sabíamos que os mais livres clicariam no “curtir” do comentário. E foi o que aconteceu. Claro que com algumas ofensas as coisas sairam do controle, pois todos sabemos que não levamos desaforo pra casa… Teve gente que, inclusive, deletou a Morgue de sua página/contato.
Por que sexo tem sempre que ser associado à vulgaridade? Por que não se pode concebê-lo de maneira normal? Será que as pessoas que criticaram o “trepar gostoso” acham que vieram ao mundo pela graça divina? Que seus pais não se chupam até dizer chega? Que seus pais não se comem em todos os buracos competentes para isso?
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Eu não me iludo: meus pais transam pra caramba! Felizmente, não nasci pelo método “in vitro”. Nasci como tem que ser: na base do sexo e da gozada. E tomara que a gozada tenha sido das boas. O que eu acredito muito que seja, porque eu gozo demais na vida. Aliás, se tem algo que eu gosto de fazer é gozar!
Sou pervertida por pensar assim? Vulgar? Ou sou NORMAL?
E agora podemos falar do filme, pois é disso que se trata, só que em doses nada, nada homeopáticas.
Muitos são os que criticam o BDSM ou qualquer forma distinta de se fazer sexo. Já vi muito homossexual criticar algumas posições e técnicas, mas não se tocam que se reúnem na Avenida Paulista, p. ex., para exigir respeito e igualdade de tratamento… Que coisa, não? Pessoas que deveriam, no mínimo, não criticar a forma como outros gozam, por vezes, são as mais intolerantes. Enfim, já vi também muito heterossexual normaloide insistindo em criticar tudo: os homossexuais, os bissexuais, os bdsmistas etc. Acho tudo isso um saco, pois o que importa é fazer sexo como gosta e goza. Não importam os rótulos, importa que o sexo seja: SÃO, SEGURO E CONSENSUAL.
No filme, que é comédia, tudo (fetiches, fantasias, homossexualidade, BDSMistas, Bissexualidade etc) se apresenta satirizado e caricatural. Concordo com a Dudark, pois chega um ponto em que as piadas são até bem bobinhas, mas dá pra rir adoidado. Porém, é soberano notar o grupo de pessoas que se unem contra as pessoas que se tornaram viciadas em sexo depois que levaram uma paulada na cabeça. Aliás, dá pano pra manga até mesmo a maneira como se viciaram em sexo: levando uma porrada na cachola. Ou seja, como se bater com a cabeça enlouquecesse os indivíduos. Percebem?
A sociedade normativa cria um grupo de ajuda para pessoas viciadas em sexo e tudo vira uma baderna. De tão ridículo que é a comunidade pastoral que acha um horror uma boa trepada (como o experimento no facebook da Morgue), o filme passa a ser engraçado. Não é cult, não é altruísta, mas vale muito a pena dar boas gozadas, ops, risadas, com essa sociedade cristã chata e careta; que julga o sexo como algo impuro… decerto, nasceram pela cegonha. Uia! Que coisa patética.
Abaixo a caretice, o recalque e as idiotices preconceituosas! Viva o amor livre, o sexooooooooooooooooooooooooooooooooooooo seja como for!
Foda-se a ignorância, literalmente. SÓ QUERO SABER DE GOZAR NO FINAL…
Por: Vampira Olímpia.