Anjos da Noite 4

Anjos da Noite 4 – O Despertar  – Underworld Awakening

Direção: Björn Stein

Gênero: Terror

EUA – 2012

Anjos da Noite 3 retratou a vida dos vampiros e lycans desde sua origem, mostrando a filha do vampiro (Sonja) que se relacionou com Lucius (que é um lobisomem-escravo queridinho da patota vampírica) etc. É como se fosse o primeiro filme embora tenha sido lançado como continuação da saga. Deste modo, Anjos da Noite 4 é continuação, por assim dizer, de Anjos da Noite 2, que é o filme onde Selene se envolve com Michael, lycan híbrido.

No filme atual é mostrado um mundo mais tecnológico, por sua vez, mais fictício, onde foi desenvolvida uma tecnologia que destrói e/ou congela os vampiros e lobisomens tornando-os bem mais frágeis que seres humanos.

Neste ínterim, é importante notar a “medicalização” de tais seres como se o que não coubesse na “normalidade” compulsória tivesse – necessariamente – que ser banido, excluído da sociedade.  De forma que vampiros e lycans compõem, ou melhor, ajudam a compor, o quadro das minorias sociais. Eles ainda não marcham demandando espaço na sociedade, como ocorre em alguns seriados e filmes vampirescos, porém em Anjos da Noite 5 é possível que marchem em prol de um lugar ao Sol. Opa! Sol? Estamos falando, por enquanto, de vampiros, então, nada de Sol!!!

É sob esse crivo que o filme se desenvolve: na clara escuridão da medicalização dos seres da noite…

Em termos práticos, Selene teve uma filha.Apenas em termos práticos. Felizmente, o filme não mostra nem a gravidez, nem o parto. Seria penoso e lamentável assistir a mais um filme que perde tempo com uma ideia sumariamente infeliz, tal como “Amanhecer – Saga Crepúsculo”. A filha, por sua vez, já aparece no filme em estado pré-adolescente com aparência de 12 anos (se bem que eternidades não somam anos, mas…). Estou presumindo isso porque foram doze anos que os cobaias zero, um e dois ficaram presos e congelados. A menina é uma híbrida, o que lhe confere força descomunal, porém não gostei muito da transformação dela, soou muito a cara da garotinha “seven days” de “O Chamado”. Sem contar que Michael teve pouca participação neste filme deixando os cientistas com ares de empoderamento desnecessário.

Selene, claro, não demonstrou afeto à filha, embora houve a tentativa de protegê-la apenas por sua força e hibridismo. Ao menos foi fiel à sua alma vampiresca.

Enfim, um filme que terá continuação com a “filha de Rosemary” viva e na ativa, o que não passará de um blockbuster de nível mediano.

Por: VAMP.

Eu sei o que vocês fizeram no verão passado

Eu sei o que vocês fizeram no verão passado – I Know what you did last summer

Direção: Jim Gillespie

Gênero: Terror

EUA – 1997

Cansativo até para digitar o nome todo do filme, aff. Precisava de tudo isso no título? Antes de mais nada essa resenha está sendo publicada no modelo automático – pré-programável – e parafraseando a Deusa Circe “se algo der errado, depois arrumo”.

Na terra do Saci Pererê e da Mula-sem-cabeça, dia das bruxas é comemorado com abóboras cabutiá – a amarela do Halloween. Como “ninguém” estranha essa influência norte-americana hegemônica, ao pagar tv a cabo somos bombardeados por filmes de terror e com pano de fundo a tal abóbora…

A bola da vez foi este: eu sei o que vocês fizeram no verão passado. Resolvi revê-lo enquanto zapeava o controle porque este eu vi no cinema junto com meus irmãos. Foi um dia feliz, embora o filme seja o mais do mesmo.

A isso se deve ao fato de que ele é a reunião careta de todos os elementos do cinema do terror! Todos! À essa altura os personagens correm, o assassino anda, para, liga o pc, lê meu texto, afia a faca, e ainda consegue alcançar suas vítimas! Eu nunca consegui entender esse fenômeno raro: um corre, outro anda e todos são felizes para sempre. Aliás, nesse momento em que um corre, cai, tenta todas as chaves e nenhuma abre a fechadura bla bla etc, dá tempo de correr no banheiro, fazer o 1, 2 e no caso das mulheres, o 3, e dá prazo de pegar o  “clímax”; ou seja, a hora do golpe fatal:

Uns ignorantes atropelam um rapaz e não prestam socorro. Pronto! Essa é a sinopse. Tal como Jason do Sexta-Feira 13, o rapaz promete se vingar e com isso muito sangue vai jorrar.

Por: Vampira Olímpia.

p.s. Feliz dia do Saci-Pererê para todos nós.

Aqui jaz uma abóbora...

A Morte pede Carona

A Morte pede carona – The Hitcher

Direção: Dave Meyers

Gênero: Suspense, Thriller Psicológico

EUA – 2007

Remake de The Hitcher de 1986… Pera! Para tudo! Antes de mais nada, vá até o fim do texto e veja a autoria… eu espero! Hummmmm… esperando…. Foi? Viu? Se surpreendeu? Pois é! Logo eu, Laís, escrevendo sobre A morte que pede caroninha… Estou evoluindo, não? :D

Eu assisti ao filme de 86 na fazenda da meu pai, coisas do meu namorado – que ama  um suspense. E não é que eu gostei? Assim, eu achei legal porque é previsível, os personagens só correm e fogem para deixar o filme mais tenso e mais longo, mas qualquer um sabe que no fim o que acontece é… enfim, você sabe, eu sei, nós sabemos! Então, decidi assisti ao remake bem atual (2007). Sean Bean é um aditivo a mais, gosto deste ator e de sua versalidade.

Justificado meu mais novo tesão em gênero cinematográfico, o suspense, (OMFG!!!!!!!! Será que sustento esse tesão por muito tempo? MEDO!), vale dizer a listinha que notei no filme:

1. Notaram que chove o percurso praticamente todo e quando “tudo aparentemente fica bem” para de chover? Sem contar que chove sem parar, mas as pessoas mal se molham, mesmo quando estão expostas.

2. Perceberam o quanto é providencial o celular perder o serviço e voltar o serviço? Isso me lembra o orkut em 2004: bad, bad server… me dava ódio dele quando entrava em manutenção por hooooras a fio…

3. Tipo, essa é escandalosa: o cara “quebra” o carro, quase é atropelado, caminha lentamente ao carro do quase agressor e quando está se aproximando, o carro dá a partida. Depois de um tempãooooo, o mala pega carona num caminhão que anda em baixa velox por causa da chuva, MMMMMMMAAASSS ainda alcança o casal pondo gás no carro… que é um possante!

Tipo assim, meu povo, nem adianta continuar listando, afinal tudo conspira contra o casal, entende? Eles jogaram pedra na cruz, urinaram nos pés de Deus, algo parecido, porque (e leia isso em câmera lenta) o mala consegue azucrinar a vida deles até que eles tomem uma previsível providência.

Aí que vem minha sacação! Relevem porque até então minha praia era comédia, comédia romântica, algo leve e solto, muita risada, paz e amor, mas enfim descobri o Brasil: o grande lance do suspense é a tensão :P

De que adiantaria ver esse filme se eu não me assustasse e não torcesse para o casal se salvar? Simples assim: a morte pediu carona e ainda tomou umas cervejas por conta do bar!

(Agora, cá entre nós, a morte anda se embelezando em algum lugar, porque de foice na mão para isso aqui… uia… melhorou e muito!)

Cara da megera:

Desse jeito fica mole dar carona pra morte, não? hihihihihihihihihi

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Por: Laís! A fada! :D

As Donas da Noite

As Donas da Noite – Wir sind die Nacht

Direção: Dennis Gansel

Gênero: Suspense, Terror, Gore

Alemanha – 2010

Se soubesse que há apenas uma pessoa no mundo capaz de te fazer feliz e ser adequada pra ti, o que abnegaria para encontrá-la? Quantos séculos disporia para procurá-la?

Por vezes as pessoas buscam perguntas para respostas que não existem. Isso é bastante comum em filmes sobre a vida eterna. Ser humano sempre necessita de uma justificativa para sua própria estadia na Terra. Quando a justificativa é obsoleta, nada mais “convincente” do que falar de almas gêmeas.

Epa! Até parece filme americano? Não, não. Aqui, por mais que se fale em vampiros, a perspectiva é europeia, alemã. A pretensão, portanto, não é agradar os espectadores comuns, mas sim, de agradar quem realmente gosta da temática. Gore, muito sangue espirrando. Não existe vampiro vegetariano na Europa.

Aliás, neste filme não tem nem mesmo vampiro homem. Se é que podemos dizer que Louise (Nina Hoss) pode ser chamada de mulher. Como ela mesmo diz: “Não sou uma pessoa”. E, de fato, não é. Neste aspecto, este longa deixa no chinelo personagens que pretendem por tudo humanizar a estirpe vampiresca.Com exceção de Lena (Karoline Herfurth), a recém formada vampirinha…

Lena é uma ladra que por um momento qualquer topa com um policial e então vê sua vidinha chata ficar colorida, mas, não sabia que justo quando encontrou com o príncipe que a tira do conto da Cinderela, iria topar com a má e anciã Louise…

Se vê deslumbrada com o luxo, glamour e possibilidades que uma vida vampiresca oferece, mas sua humanidade ainda lateja em seus pulsos e entra em xeque quando percebe que nenhuma vida, por mais interessante que seja, é completa.

Daí retornamos à citação inicial: se sabemos que não há completude, como atribuir ao outro a grande responsabilidade de ser feliz? Se nem mesmo vampiros são completos, nem o Sol podem usufruir… Minha narrativa está ficando muito hollywoodiana? Peço perdão se pareceu que sim, mas em Wir sind die Nacht quem paga de existencialista, morre. Simples assim.

Triste fim de Charlotte, Nora, e até mesmo Louise. Quem mandou querer aliviar a própria solidão com o gozo garantido e efêmero da juventude?

Por: Vampira Olímpia.

O Cemitério Maldito

O Cemitério Maldito – Pet Sematary

Direção: Mary Lambert

Gênero: Suspense, Terror, Thriller Psicológico

EUA – 1989

Esse texto deveria ter sido escrito no período em que as Moiras escreveram Poltergeist e Evid Dead. Contudo, ocorrências em minha vida me fizeram tardar em acompanhá-las; infelizmente. Nem tudo está perdido, afinal, aqui estou para escrever sobre esse filme que tem por lema… adivinhem? “Nem tudo está perdido”. Hmmmmm! Por passos…

Em primeiríssimo lugar, é preciso que os leigos na obra saibam que aqui só se fala apenas de um único assunto: morte. São 103 minutos falando de mortes, cemitérios etc. Falar da morte é complicado porque, lembrando de Lacan, a morte é uma experiência que não há. Não há porque para se ter experiência é preciso ultrapassá-la a ponto de contá-la; isto não acontece quando se morre. Não no mundo “real”, mas em Pet Sematary, sim.

Novela de Stephen King, Cemitério Maldito conta a história de uma família feliz (Família Creed) que se muda para uma linda casa em beira de altoestrada. A estrada é perigosa, passa caminhão e mata animais desatentos constantemente. Jud, o solitário vizinho da família Creed), apresenta o escondido cemitério de animais, mas logo acima há um cemitério indígena; este, por sua vez, inicialmente não fora apresentado para os Creed…

Mary Lambert filma caminhões passando na estrada a cada cena reservada da família. Não é difícil supor que alguém será duramente atropelado. Primeiro, o gato de Ellie morreu e posteriormente, ah… puxa… quem iria imaginar?

Bom, aí que entra a má tradução do título. De cemitério de animais para cemitério maldito foi só o prazo de Charlie (pai Creed) enterrar o gato de Ellie (filha mais velha). Jud e Pascow alertaram: às vezes a morte é melhor.

Não acho que a morte seja melhor. Mas, uma vez que está morto, então o melhor é deixar morrer.

Ressalto, antes de finalizar minhas breves palavras, que Pet Sematary fecha um ciclo de filmes de terror que se consagraram entre os clássicos (pré-anos 90). Infelizmente, sua continuação é dispensável. Nem de longe mantém o clima pesaroso que a morte provoca. Embora cheio de clichês, é preciso parabenizar Lambert, pois manter o cheiro de morte durante 103 minutos não é fácil. O gato que o diga, já que Ellie acha que agora ele fede e não sabe o porque…

Para além, é um filme com algumas cenas fortes, que comovem. Sobretudo para aqueles que amam os animais e odeiam quando crianças são maltratadas. Será que é possível retornar ao ponto que se ultrapassou? Eu não sei… mas, peço por gentileza, quando morrer não me enterrem no cemitério indígena. Ficarei feliz de ser enterrada junto com os animais… rss :P

Por: Morgana.

Padre

Padre – Priest

Direção: Scott Charles Stewart

Gênero: Faroeste Vampiresco (WTF?)

EUA – 2011

Stewart matou a aula de artes quando estava tentando ser cineasta. Matou as aulas de literatura enquanto estava no colegial e nisso perdeu a chance de ouvir falar em poesia…  Quando Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa) nos leva a pensar, por meio do Poema V, que as coisas são o que são e seus devidos valores devem ser atribuídos enquanto seres que são sendo,  fico aqui a pensar que o mistério da palavra não é alcançado por todos. É uma pena, sem dúvidas.

Uma árvore tem a propriedade de ser qualquer coisa na metáfora, mas se no real das coisas ela deixar de ter as propriedades que lhe garantem o próprio conceito de árvore, simplesmente deixa de ser uma árvore. O mesmo vale para qualquer coisa. Uma flor não pode ter no real uma propriedade de um lápis, senão deixa de ser flor e passa a ser lápis. Um sapato não será um ovni de gnomos! Nem um papel será um tapete de elfos! Papel é papel e tapete de elfos é tapete de elfos!

Na arte, no entanto, um tapete de elfo pode facilmente ser um ovni de gnomos, e o melhor: sem sentir angústia de ser outra coisa que não o que se é.  (fui obrigada a fazer  uma analogia com a máxima sartreana de que o homem é condenado a ser livre e a obrigação de ser livre é a geradora e causadora da angústia, para este filósofo).

Padre, por sua vez, só pode ser um padre. Diz Caeiro que se Deus é uma árvore, uma flor, o Sol, por que deveríamos chamá-lo de Deus ao invés de árvore, flor, Sol, luar…? Enfim, Padre é padre e está condenado a sê-lo, ainda que seja livre para ser padre. Ainda que a existência seja definida primordialmente pelo não-ser.  Isto é, Padre (o filme) não pode ser padre na medida em que se subverte em metáforas e se torna um assassino de vampiros, contrariando a máxima de “não matar”. Ademais, vamos falar mais rasgado? WTF!!!!! Já vi de tudo neste mundo, mas faroeste vampírico protagonizado por um padre é novidade. Sigamos a lógica: padre é padre, faroeste é faroeste, vampiro é vampiro.

Certo?

Misturar tudo deu numa sopa tão bizarra e desarmônica que a própria Vampinha dispensou a  ideia de escrever sobre o filme, deixou pra mim. E na boa? Não dou conta do recado… porque pra mim, se vampiro é vampiro, se padre é padre e se faroeste é faroeste, então esse filme (adaptação de uma história em quadrinhos e jogo sul-coreano) é dos mais estranhos…

Por: Guerra de Pipoca.

 

Deixe-me Entrar – Remake

Deixe-me entrar – Let me in

Direção: Matt Reeves

Gênero: Terror, Policial

EUA – 2010

Apenas uma nota!

Se tem algo que eu acho um saco é remake americano de bons filmes europeus. Os caras não tem criatividade e se apossam da criatividade alheia para ferrar com uma obra – que não lhes pertence  – com os clichês clássicos, as babaquices diversas, o bombardeio de patriotismo ridículo e inapropriado, enfim. Há uma distância enorme entre um filme europeu e a indústria americana e, com isso, há uma distância singular entre Deixe ela entrar (Låt den Rätte Komma In – filme sueco) para Deixe-me entrar (Let me in – filme americano).

Por que os americanos sempre começam com o inoportuno hino à bandeira? Explícita ou implicitamente, sempre tem a palhaçada de que os EUA resolvem, são melhores etc, e para um filme existenciaaallllll caiu muito maaaaaallll, sobretudo em colocar a polícia no meio de uma relação quase andrógina… aff! Que tédio. Ou seja, no filme sueco temos o zelo com a diferença, com o início da maturidade, com a amizade que se inicia entre Oskar e uma garota que  nem sabe se é garota… Com o filme americano temos uma declarada vampira fazendo vítimas pela cidade. Em outras palavras, a questão da andrógina  do filme sueco que é sutilmente posto à prova (se é ou não uma garota), os americanos respondem de maneira tosca e grosseira ao dizerem: não, ela não é uma garota, é uma monstra! Honestamente! Preguiça de prosseguir…

Só quero deixar registrada a minha imensa antipatia com remake americano.

Por: Guerra de Pipoca.

Premonição 3

Premonição 3 – Final Destination 3

Direção: James Wong

Gênero: Terror, Suspense

EUA – 2006

Uma das desvantagens da TV a cabo é que a maioria dos canais de filmes não disponibiliza a opção de escolher o que quer ser visto. Simplesmente empurra o filme que o canal quer e/ou tem grana para bancar a transmissão. O que é péssimo, vamos combinar! Numa dessas investidas raras na TV paga, descobri um filme que estava começando no momento que liguei meu aparelho. Eis que tive o “prazer” de assistir a este longa, dizem, de terror. É inútil me perguntarem sobre Premonição 1, 2, 4 e 5, pois não os vi. De maneira que, não faço ideia se a continuação é realmente uma continuação, se me entendem. Enfim, vamos em frente.

O filme começa com Wendy (Mary Elizabeth Winstead) e seus amigos num parque de diversões para comemorarem suas formaturas. O aspecto interessante é que ela tem medo de montanha-russa, mas decide comemorar justo em uma! :o Quando eles estão prestes a embarcar no brinquedo,  Wendy tem uma súbita visão de que um acidente no percurso da montanha-russa  a mataria e também a seus amigos. Então, apronta um escândalo e sai do carro em que estava com um amigo, e, em nome da confusão que se inicia, mais alguns participantes também desistiram de brincar. Seu namorado, no entanto, permanece no primeiro carro do brinquedo e morre assim que deram partida à aventura. Não só ele morre, mas os que permaneceram na montanha, mesmo sob o pânico de Wendy. Ademais, morreram como ela pressentiu.

Antes disso, Wendy fotografou os amigos e ao revelar as fotos percebeu que em cada registro está contida a forma como cada um morrerá, inclusive ela. (Ave Czar, quanta bobagem!).

E assim, a saga para tentar salvar os amigos começa.

As mortes não são tão criativas. Acho que depois dos primeiros filmes da saga Jogos Mortais, as produções de filme de terror tem que elaborar com cuidado as maneiras como os personagens vão morrer. O que é mais patético é a ideia das mortes serem programadas pela câmera fotográfica de Wendy… isso, de fato, foi de lascar!

Por: Guerra de Pipoca.

O Ritual

O Ritual – The Rite

Direção: Mikael Hafström

Gênero: Suspense, Terror

EUA – 2011

O diretor sueco Mikael Hafström fez também o filme 1408 e, embora este longa  não seja bom, ao menos no que se refere ao suspense em si, isto é, a saber fabricar o medo por meio do suspense, ele é muito bom. Foi com essa perspectiva prévia que me dispus a ver O Ritual, estava certa que ao menos “efeitos e músicas” – para dar um tom de mistério – eu iria encontrar no filme.

Quanto ao O Ritual: típico filme em que a direção opta por duelar a religiosidade e o cientificismo e, com isso, a religião e a crença saem “na frente”. Compreensível. Sustentar o lugar da Ciência é muito mais difícil, realmente. É mais fácil e cinematograficamente mais atraente fazer um filme de terror usando a religião como ideia central, porque ela (a religião) por si só é um horror! :D

Baseado na obra de Matt Baglio (The Rite), do qual não li e possivelmente não me darei ao trabalho depois dessa adaptação no cinema, o filme pretendeu com o ceticismo mostrar que o diabo existe. WTF? É isso mesmo que você leu: através do ceticismo do novato seminarista (Colin O’Donoghue – péssimo ator), das questões levantadas por ele durante o curso de exorcismo, o diabo deu as caras para bater; e quem bateu foi o padre Lucas (Anthony Hopkins). Ao menos por alguns momentos…

“Não espere cabeças girando ou sopa de ervilhas jorrando” (Anthony Hopkins). Enquanto isso não compareceu no filme foi ótimo. Pois, o clima era de “dar a entender”, o que fatalmente o que é levado em conta são as boas interpretações dos atores.  Aplausos para a atriz Marta Gastini; em nenhum momento precisou virar a cabeça e jorrar sopa de ervilha pela boca para fazer cara de endemoniada. Excelente interpretação! Aplausos para Anthony Hopkins, sua competência como ator está acima de qualquer questionamento. No mais, não gostei do elenco, nem mesmo de Alice Braga (Cidade de Deus, Predadores). Ou o seu papel estava muito aquém, ou ela fez questão de ficar em segundo plano propositalmente. Enfim, não gostei. Achei sem sal.

Outro ponto que pra mim soou negativo foi a insistência em se fazer “filosófico” com frases e indagações rasas, mas cheias de efeitos. O filme, como disse acima, é um padre tentando mostrar que o diabo existe mesmo quando ele finge não existir e um seminarista meia-boca tentando ser racional, fazendo as perguntas mais tolas do mundo. O resultado disso… bom, é o que já sabemos antes mesmo de vermos a obra: uma tentativa longa de provar pro cético que seres do mal existem e que vivem nas sombras…

O fim, pra variar, é uma bobagem… Sabe que horas fica muito ruim? Quando o diretor opta por quebrar sua regra e insere a bobagem da “cabeça girando” e justo com Anthony Hopkins, pode? (respirando fundo aqui…)

Por: Guerra de Pipoca.

A Família Addams

A Família Addams – The Addams Family

Direção: Barry Sonnenfeld

Gênero: Comédia

EUA – 1991

Atenção, muita calma nessa hora, porque vou contar uma história complicada, complexa, cheia de detalhes sórdidos e que precisa de muito raciocínio para entendê-la. Não é nada fácil, mas a mim foi dada a tarefa de traduzi-la e eu me sinto incapaz de fugir dos desafios impostos pelo destino!!!!!

Pegando a ideia emprestada da Deusa Circe (no Café com Vodka) sobre a música-tema do filme, resolvi escrever esse texto. No fundo, no fundo, estou certo que tais palavras atingirão a profundidade requerida e nem preciso explicar o por que. Vamos lá! Tenham paciência, leiam com a calma, sem pressas, pois ficarei muito triste se não conseguir me fazer entender.

 Família Addams, na verdade, é um seriado da década de 60, criado por Charles Addams (imagina a família original do cara? rs), tornando-se filme apenas na década de 90 e que conta a história de uma família horripilante que Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam.

Sem contar que o advogado da família, o crápula ambicioso,  Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam.

 Vocês esperavam o que também né? Tio Fester/ Gordon é representado por Christopher Lloyd!!! O físico maluco de De Volta para o Futuro, quem é que não gosta dele? De maneira que Gomez caiu direitinho no Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam. Só podia ser a Mortícia a fazer isso, não? Que no filme é representada por Anjelica Huston, macabra do cabelo aos pés.

E os vizinhos da Família? Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam.

No fim, claro, Tio Fester e Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam Tanananan-tsc-tsc-Tanananan-tsc tsc- Tanananan-Tananan-Tanananam. Mesmo com a Wandinha, a perversa e sádica filha do casal!!!!

Fala sério! Muitas emoções e tramas sórdidas, né? :P

Um excelente filme que eu só posso recomendar! :D

Por: Leo Shina.

The Evil Dead

The Evil Dead – A Morte do Demônio

Direção: Sam Raimi

Gênero: Terror, Horror, Trash

EUA – 1981

Esse texto ficará mais pessoal, pois foi o primeiro filme de terror que assisti na íntegra e a primeira vez a gente nunca esquece. :D

Quero dedicar esse momento de escrita aos meus 4 irmãos, que compartilham comigo o gosto por filmes de terror.  Sempre que nós cinco íamos brincar juntos era com algum artifício sobrenatural envolvido, ou brincávamos de trem fantasma – e devo dizer que o Rico era o fantasma mais assustador da trupe – ou a bola da vez era fazer mágicas (o que eu adoro e conheço muitos truques básicos!!), ou fazíamos sessão de bruxaria (brincamos pouco disso porque a casa ficava cheirando a incenso e Papis não gosta de “cheiro de mato queimado” rsrsrs), ou contávamos, à luz de velas, histórias macabras durante a madrugada toda – e esse momento era sempre muito especial, pois esperávamos nossos pais irem dormir para irmos à biblioteca passar a madrugada cochichando, falando baixinho, contando mil histórias. Tinha toda uma graça envolvida, uma vez que usávamos códigos para marcar a noitada na biblioteca. As combinações se desenvolviam de maneira secreta, cheio de mistérios prévios. Era muito legal! … ou nos reuníamos para assistir filmes horrendos e de terror. Este último conseguimos fazer recentemente: nos unimos para assistir ao outrora temido Evil Dead.

Claro que quando assisti a este filme aos 7 anos (em VHS no ano de 85) senti um medo que hoje, aos 33, é motivo de brincadeiras entre eu e meus irmãos. O filme é um clássico do terror e não se poupa em usar todos os artifícios do gênero: música macabra, noite sombria e solitária, sons de corujas, lobos uivando, morcegos voando, pouca luz ou nenhuma, velas que apagam do nada, ventos que fazem a porta abrir e fechar, janelas que batem dando sustos inesperados, reflexos nos espelhos que insinuam que ninguém está realmente sozinho no ambiente, vozes sinistras, floresta, isolamento, casa mal-assombrada, maldição, sangue (muito sangue), galpão, sótão e principalmente, demônios, muitos demônios…

Difícil não se assustar com o filme que data de 81 e não tinha a tecnologia que tem hoje, muito menos o bombardeio de informações que dispomos na atualidade; as provocações no terror se davam de maneira “manual”, quase teatral. E Sam Raimi não economizou nenhum minuto sequer, desde o início o longa se mostra assustador. Os 5 amigos que foram passar uns dias numa cabana no meio do nada passam apuros desde a primeira cena quando a ponte que liga a estrada à casa rompe prendendo o pneu do automóvel. Será que eles passam ou não? Sam Raimi insere a ideia de “eu avisei… vocês poderiam ter voltado pra trás neste momento”, mas não voltam… Você voltaria? Eu não voltaria! O que é uma ponte quebrada no meio da estrada perto da possibilidade de diversão e saída da rotina? Como suspeitar que isto foi feito para não ter meio de  sair dali?

Desde o momento que chegam à cabana percebem que algo ali não vai muito bem, mas atribuem ao isolamento e à falta de estrutura da casa, menos Linda. Linda tem uma sensibilidade maior do que dos amigos, mas visto o filme hoje nota-se o aspecto dado por Raimi à personagem: ela é sensível ou problemática?

O primeiro jantar feito na cabana é a típica ocasião em que as primeiras suspeitas surgem de que há algo realmente errado ali. Seria um animal preso no sótão? Scott paga pra ver e encontra o maldito tocador de discos vinis e fitas K7… o destino dos cinco mudam ali, neste momento. Trata-se de um cientista que encontra mantras macabros para ressuscitar os mortos. Bem… não é todo e qualquer morto que vem ao mundo dos vivos, são sempre os demônios, seres do mal. Os seres do bem e que estão mortos tem mais o que fazer, ora pois! Resta saber o que. Acontece que o lado negro da força acorda com a execução do mantra e aí não há como voltar atrás. Literalmente, inclusive! Pois os demônios não permitem que o dia amanheça! Ai que saga pra fazer o filme amanhecer! O filme, não, o dia!

Claro! Se o dia amanhecer, como poderemos nos assustar? Não tem a menor graça ver filme de terror de dia! (Viu, Fernando? O melhor e ideal é na madrugada e explico a seguir o por que). Filme de terror de dia tem a luz do sol, o barulho das pessoas circulando, enfim, o dia está “vivo”! Pois se o filme se trata de pessoas mortas e o silêncio só atinge seu grau máximo à noite, de preferência na madrugada… ora! Elementar, meu caro Watson!, diria Holmes.

Além dos seres de bem ter mais o que fazer, os seres do mal sempre trazem consigo dosagens cavalares de sexualidade. É como se o sexo fosse algo “do mal”. Santa babaquice Batman! Convenhamos, os “demônios” são mais interessantes do que os santos; Cioran (filósofo romeno) estava certo quando falou em Breviário da Decomposição a chatice que é o ser humano que almeja ser um bezerro na vida, uma vaca de presépio assexuada. E não precisamos ir tão longe, como são chamados ambientes que tem de tudo? “Inferninhos”. Honestamente, eu não fiz nenhuma amizade duradoura em  minha vida bebendo leite…

Os demônios do filme são debochados, risonhos, irônicos, exalam sexualidade. Enfim, são demônios. E com isso, foram pintados de maneira feia e bizarra, para ligar à ideia de que demônios são tão ruins que são feinhos, tadicos! Agora pense se teria alguma graça fazer um filme em que os anjos possuem as pessoas? HAHAHAHA!!! Se mata!

Aliás, esse termo possuir é bastante sugestivo: “um espírito possuiu um corpo!” Uia! Entrou por onde? Ah! Isso foi uma perguntinha que fiz quando tinha meus sete aninhos. No dia seguinte à exibição do filme, depois de todo medo que senti, na hora do almoço eu perguntei para Papis: Pai, os demônios quando possuem as pessoas entram por qual buraco? O mal-estar à mesa foi geral, “quem manda criança assistir filmes de adultos?” – Mamis deve ter pensado.  Meu pai, sempre espirituoso, respondeu: “Nunca fui possuído, filha, não posso te responder”. A risada foi geral, só hoje eu entendo a piada ambígua no contexto; o que os mais velhos entenderam de imediato. Mas no dia mesmo sem “entender” conscientemente ri também, sei lá, achei engraçado… :D

É isso que o filme é: divertido. Foi ótimo revê-lo!

Recomendo!!! Evil Dead está um pouco envelhecido, o sangue é notoriamente artificial, as roupas são super anos 80, os cabelos, cortes, maquiagens, enfim, mas vale muito a pena!

Por: Guerra de Pipoca.

Poltergeist

 

(Vem pra luz, Carol Anne)

Poltergeist

Direção: Tobe Hooper

(Produzido por: Steven Spielberg)

Gênero: Suspense, Terror

EUA – 1982

Prefiro não colocar a má tradução do título no Brasil, pois O Fenômeno consiste apenas num eufemismo típico. Ocorre que no alemão essa palavra tem um peso maior ou pelo menos mais assustador.

Talvez seja melhor começar a falar desse filme pelos boatos que ele provocou ao longo de sua existência. Afinal, a obra é perfeita para duas coisas:

  • Conversas sobrenaturais em acampamentos ou fim de noite em casa de amigos;
  • Assisti-lo sozinho(a) e às 3 da manhã (by Guerra de Pipoca).

Vamos aos boatos:

Após as filmagens dos três filmes (sim, é uma trilogia), 4 atores faleceram (dois deles foram atores dos filmes posteriores, portanto citarei apenas as duas que aparecem no primeiro filme):

  • Heather O’Rourke no papel de Carol Anne (a menina que é “sugada” para o mundo espiritual através da televisão). Logo após as filmagens do terceiro Poltergeist, Heather com 12 anos simplesmente adoeceu gravemente. Foi levada ao hospital, submetida a uma cirurgia e puf. Morreu. Os médicos só descobriram qual era a doença depois que ela morreu.
  • Dominique Dunne -no papel de Dana (a filha mais velha do casal, pais de Carol Anne) -morreu no mesmo ano das filmagens (1982) após ter sido brutalmente estrangulada pelo ex-namorado insatisfeito com o fim do namoro.

Resta fazer as famosas questões populares: o filme Poltergeist tem alguma influência sobre estas mortes? Seria coincidência Carol Anne vir a adoecer gravemente logo após o término da trilogia? E Dana?

Se admitirmos essa influência, teremos que necessariamente supor a existência de um mundo paralelo ao nosso, repleto de espíritos que podem se emputecer em algum momento e zoar com as nossas caras ao fazer gracinhas das mais diversas, tanto leves quanto pesadas. Que tal rs?

Certo é que existe o outro lado da moeda, que consiste: o fenômeno poltergeist existe, mas não significa que haja espírito zombeteiro num universo qualquer; ele pode ser explicado por parapsicólogos e metafísicos e é um fenômeno não provocado por mortos, mas sim por pessoas vivas que tem um poder psicocinético diferenciado.

Fato é que tanto uma quanto a outra explicação não me satisfazem; restam lacunas a serem preenchidas nestas questões, como por exemplo, por que existem pessoas com esses poderes “psicocinéticos” diferenciados? Por que e como elas liberam esses fenômenos? E se forem os espíritos, por que eles tem permissão para encher o saco de pessoas do mundo material e o inverso não se aplica? Por que uma pessoa viva não pode visitar o mundo dos mortos e fazer mover as panelas transparentes deles?

É muito X-Men e Nosso Lar para minha cabeça dotada de massa cinzenta.

***

Poltergeist é um clássico e para sempre será. Por isso sou totalmente contra a sua refilmagem, pois pode danificar toda essa teoria conspiratória em torno da obra e que dá a ela a posteridade que muitos filmes não tem.

Em 1982 os efeitos especiais não tinham a sofisticação que tem hoje, mas Spielberg não fez feio! Junto com Hooper, soube construir a atmosfera demoníaca que o conjunto merece. A música, aquele maldito palhacinho rodopiando em cima da cama, os fantasmas descendo as escadas, Carol Anne falando com a mãe pela televisão, a árvore que tenta engolir seu irmão, a equipe de profissionais que lidam com o sobrenatural, o exorcismo dos demônios, a voz macabra da paranormal… tudo está em seu devido lugar.

Ouvi o conselho da Dudark e assisti-o novamente às 3 da matina neste fim de semana passado e percebi que não está envelhecido. Vocês acreditam que em um momento eu me assustei? Maldito palhacinho! :D

A televisão tem essa propriedade de me “assustar” de vez em quando, é cada coisa que se vê e que se escuta rs…

Bem, Poltergeist é um clássico que qualquer cinéfilo(a) tem que ter de cór e salteado na ponta da língua. É o B a Bá do terror! E, por favor, não quero ler nos comentários “eu não vi esse filme ainda”! É o fim do planeta cinéfilo(a) que não viu ainda POLTERGEIST! Me poupem! rs.

Por: Vampira Olímpia.

Lutando contra o Tempo

Lutando Contra o Tempo –  Ticking Clock

Direção: Ernie Barbarash

Gênero: Suspense, Ficção Científica

EUA – 2011

Particularmente, não gosto de filme de mistério e suspense em que o assassino já é anunciado na primeira cena. Explico o por que de meu gosto: quando a identidade do assassino é exposta para o público o filme deixa de ser de mistério e passa a ser de “corrida contra o tempo”, ação, “pega ladrão”, “policial e bandido”, enfim. Não há mistério, salvo em como o assassino será capturado. Nada mais é do que uma caça de gato e rato, onde ora o assassino é gato, ora rato. Bastante óbvio, por isso não é dos meus favoritos.

Disseram-me que este filme se equivale (em qualidade) à Seven e ao O Silêncio dos Inocentes. Mentira deslavada! (1) Porque Cuba Gooding Jr. não tem o mesmo “tino” que o elenco dos filmes comparados acima (Anthony Hopkins, Edward Norton, Jodie Foster, Brad Pitt, Morgan Freeman…); (2) Porque, em definitivo, a trama – que é o que interessa – é surreal; (3) Porque a imitação ao “Efeito Borboleta – parte 1” é notória e bastante aquém…

Quando se lê o título somado à sinopse, a ideia é de um outro filme! (Sinopse: (…) Um jornalista de página policial especializado em homicídios brutais ao encontrar o corpo mutilado da sua nova namorada e obter um diário macabro que revela a lista das futuras vítimas do assassino, ele terá que correr contra o tempo e encontrar maneira de impedir os terríveis assassinatos antes que eles ocorram). O que se supõe? Que a corrida contra o tempo é em função somente de impedir mais crimes, certo? Pois bem… só que não é exatamente este o sentido do tempo…

Não me importo com enredos surreais desde que sejam bem sustentados. Gosto de admirar a liberdade criativa de quem é artista, mas a surrealidade no sentido de total falta de nexo e que a qualidade se perde em delírios particulares… realmente, não me apetece.

No mais, as mortes seguem um padrão de crueldade até aceitável pela mente doentia do criminoso, mas não entendi o por que no diário macabro não tinha a presença de nenhum homem para ser morto. A repetição de só matar mulheres foi forçado.

Enfim, um filmeco para domingos tediosos.

Por: Guerra de Pipoca.

 

Jogos Mortais 7, o Final

"This is the end... my only friend, the end..." (The Doors)

Jogos Mortais 7 – Final – Saw 3D

Direção: Kevin Greutert

Gênero: Violência, Crime, Suspense, Terror

EUA – 2010.

**Vai ter “spoiler” porque é o último da saga, felizmente, e já saiu dos cinemas há um tempo. Suponho que não esteja estragando o filme para ninguém. Porém, quem não o viu e não deseja saber de algumas passagens: não leia**

Família e amigos reunidos na casa de Mamis quando anunciei que o filme que veríamos seria “Jogos Mortais, o Final”, metade da turma levantou-se para jogar War e baralho, preferiram. Não posso condená-los, tem que ter sangue no estômago para tolerar uma sessão de Jogos Mortais, ainda mais parte 7. Como já disse em outras ocasiões: preferiria que tivesse terminado a saga  bem antes. O primeiro foi sensacional, inteligente e instigante. Posteriormente, o nível caiu gradativamente. Este é mais uma prova disso.

Já na cena em que os rapazes defendiam suas vidas publicamente, logo no início do filme, mais evasão. Enfim, ficamos eu e minha irmã na sala de televisão.  Fazer o que? rsrsrs

Bom, já que me referi a esta cena… quero falar dela. Não gostei do sentido dado e que se repetiu ao longo do filme: Os rapazes foram enganados pela moça, não sabiam que ela estava com os dois. É justo que sejam colocados para jogar? Penso que não.

Esta não é a lógica do filme e a minha percepção quanto a esta cena – que se estendeu no decorrer das demais – é que nada foi assinado por Jigsaw. O amadorismo ficou claro na primeira passagem do filme quando relembraram o primeiro da saga mostrando o médico que cortou seu próprio pé para sobreviver. Qualquer pessoa experiente com o suspense sacou de cara o que viria no final. Eu e minha irmã nos olhamos com “xiiiiiiiiiiiiiiiii” na ponta da língua.

Depois o jogo com o mentiroso que ganhou dinheiro às custas de se fingir sobrevivente de Jigsaw… Gente! Quantos erros de continuidade!!! Fiquei impressionada com a péssima qualidade do enredo e de tudo.

Primeiramente, o mentiroso não podia ter autografado o seu livro para Jigsaw, pois este já estava em fase terminal quando começou o primeiro jogo com o médico e com o fotógrafo.

Depois, quantas vezes ele tinha acabado de se sujar todo de sangue naquele labirinto e apareceu todo limpinho no segundo seguinte? Os momentos mais gritantes foram (1) quando ele tentou salvar a sua advogada e ao levantar aquele peso se machucava. Só que depois não havia sangue nenhum em sua roupa (2) o momento que ele arranca dois de seus dentes e quando entra na sala em que estava Joyce sua boca estava limpérrima (3) ESSA FOI A PIOR: quando já estava com os ganchos de suspensão no tórax e ao cair foi filmado com o peito super limpo, como se não tivesse jorrado sangue dois segundos antes. :o

Qualidade zero!

Sem contar que ele mentiu para a esposa, logo,ela não deveria estar ali e muito menos sob pena de ser morta. Ele foi o sacana e não ela.

O filme foi todo pautado nesta lógica do bonzinho que é enganado pelo mauzinho e sofre as penalidades em seu lugar. Putz! Sem comentários.

Aliás, sem mais. Pois, assim como a menina no início enganou os dois rapazes e Bobby Dagen enganou um punhado de pessoas, Jogos Mortais 7 seguiu o mesmo princípio: foi uma enganação e enrolação premeditada. Suponho que em 3D a enganação foi vernizada.  Não recomendo. Que bom que acabou, deveria ter acabado com o brilho de Jigsaw, mas agora nem isso sobrou.

Por: Guerra de Pipoca.