A Morte pede Carona

A Morte pede carona – The Hitcher

Direção: Dave Meyers

Gênero: Suspense, Thriller Psicológico

EUA – 2007

Remake de The Hitcher de 1986… Pera! Para tudo! Antes de mais nada, vá até o fim do texto e veja a autoria… eu espero! Hummmmm… esperando…. Foi? Viu? Se surpreendeu? Pois é! Logo eu, Laís, escrevendo sobre A morte que pede caroninha… Estou evoluindo, não? :D

Eu assisti ao filme de 86 na fazenda da meu pai, coisas do meu namorado – que ama  um suspense. E não é que eu gostei? Assim, eu achei legal porque é previsível, os personagens só correm e fogem para deixar o filme mais tenso e mais longo, mas qualquer um sabe que no fim o que acontece é… enfim, você sabe, eu sei, nós sabemos! Então, decidi assisti ao remake bem atual (2007). Sean Bean é um aditivo a mais, gosto deste ator e de sua versalidade.

Justificado meu mais novo tesão em gênero cinematográfico, o suspense, (OMFG!!!!!!!! Será que sustento esse tesão por muito tempo? MEDO!), vale dizer a listinha que notei no filme:

1. Notaram que chove o percurso praticamente todo e quando “tudo aparentemente fica bem” para de chover? Sem contar que chove sem parar, mas as pessoas mal se molham, mesmo quando estão expostas.

2. Perceberam o quanto é providencial o celular perder o serviço e voltar o serviço? Isso me lembra o orkut em 2004: bad, bad server… me dava ódio dele quando entrava em manutenção por hooooras a fio…

3. Tipo, essa é escandalosa: o cara “quebra” o carro, quase é atropelado, caminha lentamente ao carro do quase agressor e quando está se aproximando, o carro dá a partida. Depois de um tempãooooo, o mala pega carona num caminhão que anda em baixa velox por causa da chuva, MMMMMMMAAASSS ainda alcança o casal pondo gás no carro… que é um possante!

Tipo assim, meu povo, nem adianta continuar listando, afinal tudo conspira contra o casal, entende? Eles jogaram pedra na cruz, urinaram nos pés de Deus, algo parecido, porque (e leia isso em câmera lenta) o mala consegue azucrinar a vida deles até que eles tomem uma previsível providência.

Aí que vem minha sacação! Relevem porque até então minha praia era comédia, comédia romântica, algo leve e solto, muita risada, paz e amor, mas enfim descobri o Brasil: o grande lance do suspense é a tensão :P

De que adiantaria ver esse filme se eu não me assustasse e não torcesse para o casal se salvar? Simples assim: a morte pediu carona e ainda tomou umas cervejas por conta do bar!

(Agora, cá entre nós, a morte anda se embelezando em algum lugar, porque de foice na mão para isso aqui… uia… melhorou e muito!)

Cara da megera:

Desse jeito fica mole dar carona pra morte, não? hihihihihihihihihi

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Por: Laís! A fada! :D

Lua de Sangue

Lua de Sangue – Carolina Moon

Direção: Stephen Tolkin

Gênero: Suspense

Canadá – EUA – 2007

O filme foi tão pouco divulgado que nem tem imagens melhores à disposição no google. Peço, inclusive, que relevem essa imagem-propaganda cheia de poluição visual à la DVD, mas, é o que temos pra hoje.

Falando nisso, o que temos pra hoje não é nenhum jantar de gala ou banquete dos deuses, é um pão com ovo sem manteiga. Bom, não que pão com ovo não seja interessante; com um pouco de clima, umas luzes de velas, talvez um suco pra ajudar a descer, torna o lanche mais aprazível. No caso em questão temos o pão, o ovo e só. No seco, no liso, no duro, sem nenhum café preto pra colorir o alimento!

O problema não é o enredo (inclusive, trata-se de um livro de Nora Roberts); a grande questão foi como a narrativa foi conduzida, isto é, de maneira pueril e sem o mínimo de requinte. Porque é preciso ressaltar que até mesmo pão com ovo pode ter elegância!

Enfim, a lua é de sangue, mas não o vemos, até porque os assassinatos são estupros seguidos de asfixias. Sem sangue. De vez em quando Tolkin, o diretor, filmou a lua, sempre cheia. Estranho… no planeta em que vivo, a lua tem 4 fases: nova, minguante, cheia e crescente. Tais fases se alternam de 7 em 7 dias, de forma que por mês vislumbramos seus 4 preciosos momentos.

Falei dos assassinatos sem fazer nenhuma contextualização. Aff! É culpa do pão… Tory (Claire Forlani) é uma paranormal que tem um forte laço com uma das mortas, o que faz com que ela veja as atuações do assassino, mas sem saber sua identidade. Providencial, claro. Chatíssimo seria se o filme fosse um ingênuo caso de gato e rato. Aí não teria condições de tolerar. Seria melhor dormir sem jantar!

Posso dar uma pista do assassino? Não? Posso dar uma pista do motivo? Ah! Deixa! Só do motivo, posso? Bom, tem sido muito condenado nos dias de hoje…

Por: Guerra de Pipoca.

Taxi Driver

Taxi Driver

Direção: Martin Scorsese

Gênero: Thriller Psicológico

EUA – 1976

Robert De Niro acaba de fazer sucesso junto com Harvey Keitel em “Main Streets” , dirigido pelo desconhecido Martin Scorsese. Seus maneirismos já são visíveis, o riso cínico de boca fechada, o andar duro, e voz embargada e a pinta no rosto. E pela primeira vez que fala a frase “Are you talking to me?” celebriza o bordão e sela a empatia com o público.

Motorista de taxia insone. Filósofo urbano seco. Ex-marine (fuzileiro naval, o que no belicoso EUA é muito importante) e solitário ao extremo, Travis Bickle circula pela noite. Diante de suas janelas amarelas ele vê a podridão, a escória do mundo, como ele mesmo relata. Isso o enoja. Mas ele não faz nada.

Durante o dia conhece uma loira linda. A antítese do que vê. Ela é limpinha, suave, educada e trabalhadeira. Vivida pela jovem Cybil Sheperd, Betsy representa parceira ideal do americano médio. Estamos numa campanha presidencial, o candidato é Palantine. Boa jogada o nome, soa como o dia de Valentine, dos namorados. Parece sincero, mas não é.

Na sua investida amorosa, se dá mal. Leva a pretendente ao cine, contudo o filme é pornô. Infelizmente ele segue as referências do mundo em que vive. A despeito do ótimo café que tomou com Betsy, ela não leva isso em conta. Mulher certinha decepciona fácil. Já fico arrepiado ao ouvir novamente os acordes de saxofone de Bernard Herrman. Sublime. O tom “noir” inicial se acentua.

O diretor Scorsese já começa a abusar de planos fechados, closes magistrais, detalhes de diálogo. Coisinhas impertinentes. O filme em cinquenta minutos dá uma guinada. Jodie Foster -com treze anos- é uma prostituta de rua, dominada por um cafetão, o Sport. Em cena rápida e chocante, Travis fica condoído de sua situação. Ela demora a reaparecer.

Fazendo o que repetiria depois em “Cabo do Medo” ou em “Touro Indomável”, De Niro transforma seu corpo e hábitos para sua vendetta. Interessante, sua fala com o traficante de armas, este sempre acrescenta o adjetivo “beautiful” a cada trabuco que mostra. Com uma visível conotação sexual às armas vendidas. Depois oferece de tudo, até Cadilac. Só faltou ectasy, que na época não tinha…

Armado e preparado, ele vai em busca de um atentado. A vida imita o filme, o psicótico apaixonado por Jodie Foster – John Hinckley Jr- tentou matar Ronald Reagan em 81 da mesma maneira. Verdadeiro caubói, De Niro testa um agente federal. E, lógico é imediatamente identificado como um maluco com uma arma… E no grande dia, muda seu visual, cortando seu cabelo igual a um irado moicano. As minorias aplaudem.

Nada dá certo. Já que não pode consertar o mundo, ele irá reparar o seu pequeno universo. Parte então para destroçar o cafetão que oprime e usa a ninfetinha Easy, que na verdade chama-se Íris e que é interpretada por Jodie Foster… Na primeira abordagem, apesar de todo seu treinamento pregresso, dá uma de amador. Depois do tirambaço a queima-roupa, esquece de conferir se o desgraçado morreu.

Entra no nauseabundo edifício e fuzila a mão do velho proprietário. Leva um balaço de volta. Sangue para todo lado. Lembrem-se, é o ano de 1976 e raramente se via um filme tão cru. A cena é muito boa. Aliás, inúmeras cenas deste filme serão descaradamente copiadas ao longo dos anos… Ele tenta se matar, falta projétil na agulha. Só os doidos e neófitos colocam algo na agulha. Pensei que o filme acabaria aqui. Enganei-me.

Aí vem a mão inteligente do diretor. A mídia endeusa Travis. Ele fica em coma, se restabelece e volta a trabalhar. Um belo dia desses, quem pega o seu táxi? Ah, meus queridos… É lógico que é a linda loira-padrão. E ela está afim, apesar do visual distante e “cool”… De Niro é De Niro. Conversa educado, sempre gentil com todas. Mas praticamente a dispensa na primeira fala quando em vez se citar o envolvimento de ambos, fala sobre a campanha do Palantine… Ele é de outro mundo, rápido no espelho passa uma imagem. É a sua outra face. O filme termina e começa uma lenda.

O que há de bom: aula de cinema, direção e atuação
O que há de ruim: só assisti a este filme agora, o que significa que perdi muito
O que prestar atenção: Scorsese, “a la Hitchcock” é um transeunte no filme, reparem
A cena do filme: ah, essa é fácil; as quatro vezes em que fala “Are you talking to me?” , cada uma melhor do que a outra….

Cotação: filme excelente (@@@@@)

Por: C.O.B.R.A.

O Cemitério Maldito

O Cemitério Maldito – Pet Sematary

Direção: Mary Lambert

Gênero: Suspense, Terror, Thriller Psicológico

EUA – 1989

Esse texto deveria ter sido escrito no período em que as Moiras escreveram Poltergeist e Evid Dead. Contudo, ocorrências em minha vida me fizeram tardar em acompanhá-las; infelizmente. Nem tudo está perdido, afinal, aqui estou para escrever sobre esse filme que tem por lema… adivinhem? “Nem tudo está perdido”. Hmmmmm! Por passos…

Em primeiríssimo lugar, é preciso que os leigos na obra saibam que aqui só se fala apenas de um único assunto: morte. São 103 minutos falando de mortes, cemitérios etc. Falar da morte é complicado porque, lembrando de Lacan, a morte é uma experiência que não há. Não há porque para se ter experiência é preciso ultrapassá-la a ponto de contá-la; isto não acontece quando se morre. Não no mundo “real”, mas em Pet Sematary, sim.

Novela de Stephen King, Cemitério Maldito conta a história de uma família feliz (Família Creed) que se muda para uma linda casa em beira de altoestrada. A estrada é perigosa, passa caminhão e mata animais desatentos constantemente. Jud, o solitário vizinho da família Creed), apresenta o escondido cemitério de animais, mas logo acima há um cemitério indígena; este, por sua vez, inicialmente não fora apresentado para os Creed…

Mary Lambert filma caminhões passando na estrada a cada cena reservada da família. Não é difícil supor que alguém será duramente atropelado. Primeiro, o gato de Ellie morreu e posteriormente, ah… puxa… quem iria imaginar?

Bom, aí que entra a má tradução do título. De cemitério de animais para cemitério maldito foi só o prazo de Charlie (pai Creed) enterrar o gato de Ellie (filha mais velha). Jud e Pascow alertaram: às vezes a morte é melhor.

Não acho que a morte seja melhor. Mas, uma vez que está morto, então o melhor é deixar morrer.

Ressalto, antes de finalizar minhas breves palavras, que Pet Sematary fecha um ciclo de filmes de terror que se consagraram entre os clássicos (pré-anos 90). Infelizmente, sua continuação é dispensável. Nem de longe mantém o clima pesaroso que a morte provoca. Embora cheio de clichês, é preciso parabenizar Lambert, pois manter o cheiro de morte durante 103 minutos não é fácil. O gato que o diga, já que Ellie acha que agora ele fede e não sabe o porque…

Para além, é um filme com algumas cenas fortes, que comovem. Sobretudo para aqueles que amam os animais e odeiam quando crianças são maltratadas. Será que é possível retornar ao ponto que se ultrapassou? Eu não sei… mas, peço por gentileza, quando morrer não me enterrem no cemitério indígena. Ficarei feliz de ser enterrada junto com os animais… rss :P

Por: Morgana.

Eu Sei Quem me Matou

Eu sei quem me matou – I Know who Killed me

Direção: Chris Sivertson

Gênero: Suspense, Policial

EUA – 2007

Antes de mais nada, é preciso dizer que esse filme ganhou oito dos nove troféus do Framboesa de Ouro que concorria. Lembrando que tal premiação diz respeito aos piores do ano. Não dá para defender o filme e esses troféus já denotam que é uma droga, mas como thriller psicológico, pra quem é da área, é legal assistir.

Sempre tive vontade de ver um filme em que Lindsay Lohan está em cena e como protagonista. Isso porque vejo essa moça nas notícias virtuais sobre vícios de drogas, álcool etc e nem sabia quem é ela pra ter tanto holofote em cima. Então, peguei esse filme na locadora sem grandes pretensões, até mesmo depois de ler a sinopse (que é indefensável ao longa).  Não gostei do final, porque tinha tudo pra ser mais trucado em níveis psicológicos, mas Sivertson decidiu pegar o caminho das ilusões fáceis e rápidas. Tudo bem, o filme é dele, ele faz o que bem entender. Eu faria diferente.

Aubrey Fleming (Lindsay Lohan) é estudante e brilhante aluna de piano. Foi sequestrada por um serial killer com conhecimentos de anatomia e que já tinha feito vítimas anteriores. Porém, contrariando a regra, sobreviveu. Quando saiu do choque, ficou notório que havia perdido a identidade e memória. Agora ela é Dakota Moss, uma dançarina noturna.

Pra quem é da área psi a primeira coisa que vem à cabeça é: o que essa menina passou e sofreu foi tão forte e sofrido que ela precisou criar em sua mente um alterego para conseguir sobreviver a tamanha dor. Todavia, a falta de habilidade da direção (com o uso excessivo de flashback) deu ao público as respostas antes de chegar ao final. O  que ferra em definitivo com um longa de suspense sob o viés de ser thriller psicológico.  Será que são duas em uma ou duas em duas? O que você acha? rs

Por: Vampira Olímpia.

Colega de Quarto

(A Perseguida e a Psicótica)

Colega de Quarto – The Roommate

Direção: Christian E. Christiansen

Gênero: Suspense

EUA – 2011

Depois que se assiste “Mulher Solteira Procura”, filme de 1992 com Bridget Fonda, qualquer outro filme sobre “repúblicas”, colegas que dividem o quarto, a casa, é levado para uma comparação desigual, porém justa. Colega de Quarto, aparentemente, se mirou no clássico de 92, mas, ao contrário deste, caiu no conto dos clichês baratos. Há muito que não critico clichês, por ser clichê do clichê criticá-los, mas não é por isso que passam impunes por mim. Não passam. Dessa vez, é impossível não citá-los.

Lista:

  • Sara (Minka Kelly) é a perseguida. Bonita, badalada, recém chegada na Universidade, enfim, tem todos os atributos para ser alvo de identificações invejosas. Rebecca (Leighton Meester) é a psicótica que a persegue. Também bonita, mas retraída, agressiva, rica, antissocial etc etc etc… Por que ela mal chegou e já se identificou patologicamente com sua colega de quarto? Também não sei.
  • Todos notam que Rebecca tem problema, menos Sara.
  • Todos tentam avisar Sara, mas ela não acredita em ninguém. Acredita apenas na mais nova amiga, que mal a conhece, mas que leva a sua opinião bem mais em conta que amigos de mais tempo. CLARO! Dã!
  • Era pra Rebecca tomar remédio, mas não toma e o ápice da coisa é quando Sara encontra os remédios controlados escondidos. Será que Rebecca aparece do nada no quarto e pega sua colega vasculhando suas coisas?
  • O gato de Sara é assassinado, sua correntinha some, suas coisas são mexidas etc, mas a perseguida não nota nada de diferente nisso tudo.
  • A luz do nada apaga… a luz do nada acende… e a música macabra do fundo tem o volume aumentado…
  • Os reflexos no espelho são desenhos que se formam…
  • Alguém é ferido/a…
  • O mocinho recebe uma chamada telefônica ou tem do nada um insight de que algo não cheira bem no reino da Dinamarca…
  • A mocinha está em claro perigo, mas basta que ela seja amiga da louca para que tudo fique em paz.
  • OBVIAMENTE: A POLÍCIA É SEMPRE A ÚLTIMA A SER LEMBRADA/CHAMADA!

Enfim, deem um desconto.  É o primeiro filme de Christian E. Christiansen…

Por: Guerra de Pipoca.

Caso 39

Eis o caso 39.

Caso 39 – Case 39

Direção: Christian Alvart

Gênero: Suspense

Canadá – EUA – 2009

Ok!

Vamos lá!

Típico filme em que uma garotinha aparentemente meiga, inteligente, indefesa e gentil se transforma numa demônia chata, maldosa e disposta a infernizar (gratuitamente) a vida dos que a cercam. Esse tipo de suspense costuma dar certo, pois à criança é atribuído bondade, ingenuidade, fraqueza, enfim, precisam ser protegidas. E de repente, surge na história o questionamento: possuída ou naturalmente má?

Já encheu o saco o estigma de crianças adotadas = crianças de sangue ruim, por não se saber sua “procedência”. A ideia de sangue como resposta ao comportamento e caráter já caiu por terra há tempos. Ou alguém ainda atribui à biologia e à genética todas as soluções do ser humano?

Anyway! Algumas cenas não devem passar despercebidas pelo público que ama um bom suspense assustador. Buuuuuuuuuuuuuuu! Como por exemplo a cena em que Emily (Renée Zellweger) – assistente social responsável pela capetinha – está em seu gabinete quase às raias da loucura quando a gente fina endiabrada liga… Hummmm!

(Parênteses aberto após a publicação: não consigo entender o por que de tanto drama em torno de uma endiabrada. Basta esperar que ela vá ao colégio e meter câmera escondida pra todo lado da casa e depois levar as filmagens à Polícia, não? Ou então, despachá-la como se despacha uma mala… sem alça!)

Enfim, não é um filme que mereça premiações consagradas, mas quebra um bom galho.

Saudações Vampirescas.

Por: Vampira Olímpia.

Premonição 3

Premonição 3 – Final Destination 3

Direção: James Wong

Gênero: Terror, Suspense

EUA – 2006

Uma das desvantagens da TV a cabo é que a maioria dos canais de filmes não disponibiliza a opção de escolher o que quer ser visto. Simplesmente empurra o filme que o canal quer e/ou tem grana para bancar a transmissão. O que é péssimo, vamos combinar! Numa dessas investidas raras na TV paga, descobri um filme que estava começando no momento que liguei meu aparelho. Eis que tive o “prazer” de assistir a este longa, dizem, de terror. É inútil me perguntarem sobre Premonição 1, 2, 4 e 5, pois não os vi. De maneira que, não faço ideia se a continuação é realmente uma continuação, se me entendem. Enfim, vamos em frente.

O filme começa com Wendy (Mary Elizabeth Winstead) e seus amigos num parque de diversões para comemorarem suas formaturas. O aspecto interessante é que ela tem medo de montanha-russa, mas decide comemorar justo em uma! :o Quando eles estão prestes a embarcar no brinquedo,  Wendy tem uma súbita visão de que um acidente no percurso da montanha-russa  a mataria e também a seus amigos. Então, apronta um escândalo e sai do carro em que estava com um amigo, e, em nome da confusão que se inicia, mais alguns participantes também desistiram de brincar. Seu namorado, no entanto, permanece no primeiro carro do brinquedo e morre assim que deram partida à aventura. Não só ele morre, mas os que permaneceram na montanha, mesmo sob o pânico de Wendy. Ademais, morreram como ela pressentiu.

Antes disso, Wendy fotografou os amigos e ao revelar as fotos percebeu que em cada registro está contida a forma como cada um morrerá, inclusive ela. (Ave Czar, quanta bobagem!).

E assim, a saga para tentar salvar os amigos começa.

As mortes não são tão criativas. Acho que depois dos primeiros filmes da saga Jogos Mortais, as produções de filme de terror tem que elaborar com cuidado as maneiras como os personagens vão morrer. O que é mais patético é a ideia das mortes serem programadas pela câmera fotográfica de Wendy… isso, de fato, foi de lascar!

Por: Guerra de Pipoca.

Plano de Voo

Plano de Voo – Flightplan

Direção: Robert Schwentke

Gênero: Suspense, Ficção, Drama

EUA – 2004

Filme que dispõe de apenas um cenário tem que ser muito bom para não se tornar cansativo. Cães de Aluguel, de Tarantino, é a prova de que pode dar certo. Plano de Voo, infelizmente, prende apenas pelo suspense e dúvida: a filha existe ou é delírio? Pois o cenário sendo o avião, a sensação que o filme passa é de estar no ar com uma vontade imensa de pousar em qualquer aeroporto para chegar em casa o mais depressa possível. Ou seja, o ambiente é responsável por cansar o/a espectador/a antes mesmo da dúvida maior (se a filha existe) cumprir seu papel em promover suspense e conferir mistério.

Às vezes o filme proporciona o questionamento: por que diabos Kyle Pratt (Jodie Foster) estaria delirando? As pistas são lançadas sutilmente no filme, como no momento em que, por exemplo, o Comandante Rich (Sean Bean) pergunta para ela se bebeu, se toma remédio controlado etc, mas soa tão rotineiro que nem assim convence quanto a possível psicopatologia. E assim, o filme segue com o avião, claro, no ar.

À medida em que é conhecida algumas particularidades da vida de Kyle Pratt, a pergunta muda de roteiro – como se o avião mudasse seu destino na metade do caminho: Certo! Se a filha existe, por que foi sequestrada? Espionagem? Segredo industrial? Os aliados são mesmo amigos?  Quem mente, quem fala a verdade? Ah! Pouco importa! Nesta altura do campeonato (precisamente 40 mil pés de altitude) o/a passageiro/a só quer saber de encontrar logo essa menina e acabar com esse tormento, digamos, pseudo psicológico… Afinal, como disseram no filme: “como uma criança se perde dentro de um tubo fechado?”

(Bom, sem querer ser indiscreta, mas eu conheço pessoas que se perdem em quarto fechado e rua sem saída. :o )

E novamente o ambiente peca… mas acerta! Opa! Exatamente: como uma garotinha é sequestrada dentro de um avião em voo e ninguém a encontra em lugar nenhum? Verificaram tudo? Você que me lê está com a sensação de que estou escrevendo com sumária prolixidade, voando em círculos, dando voltas?

Pois é assim mesmo que o filme se apresenta…

E sabe? Se não tem mais nada para fazer, é um bom passatempo. :o

Por: Guerra de Pipoca.

Van Helsing

Van Helsing

Direção: Stephen Sommers

Gênero: Comédia

EUA – 2004

O que impressiona é o fato do filme ter custado 95 milhões. Não me admiro que mais da metade dessa grana tenha sido gasta em cachês. Bastante estrelinhas para pouco brilho.

Pra quem não sabe, Van Helsing é um personagem do livro Drácula de Bram Stocker, médico e cientista idoso, pioneiro em tratar vítimas de Drácula. Neste filme, Van Helsing é um caçador de monstro – de todo tipo e espécie – que tem a dura missão de matar o mestre dos mestres. Obviamente, a história nem por um segundo foi fiel à origem do personagem, pois o filme é a união de 3 histórias, a saber, Drácula de Bram Stocker, Lobisomem e Frankenstein. Pode-se notar, ainda, a história de Stevenson O Médico e o Monstro. O longa, com isso, se perde. São muitas referências.

Tratando-se de cinema, as referências também comparecem, pois o final é muito parecido com “A Dança dos Vampiros” de Polanski. O que dá a clara ideia de colagem mal feita e mal costurada. Ainda mais porque o enredo não deixou por menos no romantismo dualista: herói x bandido. O Herói, sabemos, é o Wolverine na pele de Van Helsing. Estranhamente, Van Helsing não utiliza nenhum artifício científico – sua marca registrada em Bram Stocker -, mas sim é um lutador nato. Bate, pula, corre, voa e até dança. Enfim.

Pra fechar com chave de ouro, nosso herói conta com a ajuda de Frankenstein e do lobisomem Valerius e sua irmã Anna Valerius para derrotar  Drácula e seus planos de reprodução em massa (o que lembram, certamente, as incubadoras de Matrix).

Porrada daqui, pancada de lá, o filme segue sem rumo, história sólida e sem algo que realmente prenda o espectador. Não recomendo.

Por: Vampira Olímpia.

Cisne Negro – O Outro Lado do Espelho

Nina em frente ao espelho de seu camarim

Cisne Negro – O outro lado do espelho

Direção: Darren Aronofsky

Pensei em fazer outro texto, mas a proximidade e preparativos para o carnaval me fizeram recuar nessa ideia; por agora, sem tempo pra isso. Então, decidi escrever assim mesmo, de supetão, sem maiores correções.

Peço permissão para me referir à Nina por (Me)Nina. Penso que esse trocadilho não é ofensivo e nem desgastado no contexto do filme, faz jus ao seu mundinho colorido e de fadas cheio de bichinhos de pelúcias em seu quarto, cuidados maternos excessivos, tratamento como se fosse (me)Nina e de porcelana, ainda por cima.

Certo é que se a mãe dela se comportava assim foi por ser autorizada como um reflexo por (me)Nina. Não digo que todos os casos de não-crescimento são assim, mas este é. (me)Nina não se rebelava contra si mesmo; consequentemente, não se rebelava contra nada que lhe era imposto: aceitava chegar em casa ter seu jantarzinho preparado por sua mãe, ter as unhas cortadas por sua mãe, ver seu sono ser velado por sua mãe, ouvir por meio da caixinha da bailarina uma musiquinha para dormir… posta por sua mãe etc etc etc.

Controlada pela mãe, por seu diretor e por si mesma, pegou toda essa rebeldia recalcada e jogou contra si. Autoflagelo (vide as costas arranhadas etc). Só que este movimento não é da ordem do consciente. Aí que entra Kunis: a ameaça de vir à tona tudo que está muito bem recalcado.

O filme é difícil por isso, pois ao mesmo tempo que Kunis é uma bailarina real, é uma ameaça interna real para (me)NIna. Ou seja, boa parte do filme acreditamos que Kunis está realmente sabotando a Cisne Branco. A direção do filme nos faz acreditar que a sabotagem é externa, quando, na realidade, a sabotagem é interna. É a (ME)NINA quem se sabota o tempo inteiro.

São nas pequenas sutilezas que percebemos o jogo intenso proposto pela direção do filme. Um claro exemplo é quando (me)Nina começa a delirar nas entrelinhas: A cena em que ela se autoflagela puxando a carne do próprio dedo e logo na cena seguinte o dedo dela aparece sem nenhum machucado.

Desta maneira, Aronofsky insere o espectador no outro lado do espelho. Ele joga a dúvida para o espectador: Kunis é ou não uma perversa que quer tirar as glórias de Portman?

E se numa cena ele lança o delírio, na outra ele lança a dúvida: aquilo foi ou não um delírio? O filme é todo costurado entre o que se vê e o que se reflete no espelho. O que vemos é a ameaça de sabotagem da Kunis, mas o que se reflete no espelho é a própria (me)Nina se sabotando.

É como se o controle estivesse na ponta da panela de pressão pronto para explodir… e explode. E sempre vai explodir, ao menos em termos de estrutura psíquica no que tange ao mundo humano.

O ser humano necessita extravazar por algum lado, do contrário, o cristal se quebra na explosão mais sensível e delicada: na psicose.

(Me)Nina quis crescer ou simplesmente se viu explodindo? O ímpeto de rebeldia desmedida só me faz crer que se viu explodindo e quando é assim não há mais retorno. O cristal pode ser colado, mas as rachaduras sempre estarão presentes.

A tríade estava bem formada:

  • a mãe: tirânica controladora;
  • o diretor do balé: tentando fazer com que (Me)Nina se soltasse, mas segurando as rédias;
  • Kunis: sem controle

A luta estava posta no ringue, que vença o/a melhor. O mundo do não controle era para (Me)Nina muito atraente. Acontece que ela não tinha estrutura só pra beber na fonte e voltar ao seu estado comum. Enfim, surtou.

E que surto lindo, não? Eu achei a cena maravilhosa quando o delírio a invade de uma vez e (me)Nina liberta a Cisne Negro... Foi espetacular, embora saiba que pra quem passa por isso é bastante sofrível.

Sei que quando ela chora é por estar sofrendo e carregando uma dor que não aguenta carregar. Numa clínica psiquiátrica, é de doer a alma. Mas, a cena, a arte, a poesia do filme, foi digna de aplausos. Ao invés de chorar com ela, abri um sorriso, porque FINALMENTE um diretor de cinema conseguiu captar o que é um delírio. Tarefa bem difícil para quem não é da área psi e mais, para quem faz arte com cinema.

Por essas e tantas outras coisas que estão atrás do espelho de Nina Menina, é que considero um erro da Academia Americana de Cinema não premiar este filme com o Oscar. Mas, quem precisa dessa estatueta para considerar essa obra brilhante?

Por: Guerra de Pipoca.

Leia aqui também.

Na Trilha do Assassino

Na Trilha do Assassino – Tenderness

Direção: John Polson

Gênero: Suspense Dramático

EUA – 2011

Já dizia o sábio ditado: “quem não aguenta bebe leite”. Traduzindo pro português do cinema: quem não sabe fazer filme, preciso continuar?

 

Dizem as más línguas midiáticas, e dessa vez só posso pensar que são más mesmo, que este era um filme que prometia. Assustada aqui com tanta promessa. Prometeu tanto que se esqueceu de cumprir em qualidade, consistência, enredo… e por falar nisto, a narrativa…

Eric é um estuprador serial killer menor de idade. É condenado a ficar no reformatório até completar 18 anos. Ou seja, um trombadinha psicopata que tem a seu favor o benefício da idade. Lori é uma desequilibrada que não sabe se é virgem por ter sido molestada pelos padrastos que sua mãe lhe arrumou no curto período de 16  longos anos. Eric sai do reformatório com o detetive Cristofouro (não tinha nome melhor, não?) em seu pé, pois este considera inevitável que aquele volte a matar. Lori, por sua vez, o aguarda para viver um romance… para tudo! Rebobinemos a fita. Lembram-se daquela discussão sobre “mulheres idiotas que se apaixonam por maníacos do parque”? Ok! Este filme é sobre elas… e eles…

Lori diz amar Eric… uia! E Eric se vê entre a cruz e a espada: matá-la ou não, eis a questão. Enquanto isso, no reino de Hollywood sabor mentolado, Cristofouro, que derrete-se na melancolia de ver sua esposa vegetar no hospital, não tem mais nada pra fazer a não ser perseguir o recém-liberto trombadinha.

Lori, combinemos, é uma garota suicida! Alguém pensa o contrário? Alguém pensa que essas mulheres idiotas e masocas que decidem pelo casamento com assassinos em série são algo além de suicidas?

Pois muito bem…

Em resumo, o longa se justifica com a seguinte fala de Cristofouro (Russell Crowe):

“Minha esposa costumava dizer que existem dois tipos de pessoas. Aquelas que buscam o prazer e aquelas que fogem da dor. Se você me perguntar, ninguém pode escapar de sua dor. (…) O que realmente sei é isso: o prazer te ajuda a esquecer, mas a dor te obriga a ter esperança. Você diz a si mesmo ‘isso não vai durar para sempre’”.

O filme é um ciclo sintomático de pessoas que se atraem em seus sintomas: o garoto que faz sofrer, a garota que ama sofrer e o detetive que quer provar a tese de sua esposa de que só existem dois tipos de pessoas no mundo…

Um martírio! O filme não passa de um martírio. Até mesmo o psicopata, que se supõe isento de sofrimentos, sofre. :o

Talvez o filme agrade aqueles que gozam com entretenimentos de má qualidade, dramáticos e sofríveis. Pois, contrariando a esposa do detetive, há tipos e tipos de pessoas…

Por: Guerra de Pipoca.

Morte no Nilo

Morte no Nilo – Death on the Nile

Direção: John Guillermin

Gênero: Mistério, Suspense

Inglaterra – 1978

Milionária herdeira é dona de lista vasta de inimigos, muito dinheiro, linda mansão e tem  apenas uma amiga – Louise Bourget, a atriz Jane Birkin. Esta amiga conhece um homem, se apaixona por ele e pede – em nome da amizade antiga – que a ricaça Linnet Ridgeway (Lois Chiles) lhe dê um emprego, pois almejam subir ao altar. Ridgeway cumpre com o combinado: dá ao namorado de sua única amiga um trabalho. Porém, não fica só nisto e “rouba” o noivo dela.

(Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!)

Ridgeway se casa com o noivo da outra e vai curtir a lua-de-mel em um cruzeiro no Nilo. Ao chegar lá, se depara logo com quem? Exato! Hercule Poirot! rsrsrs  Mas, não só ele… Louise Bourget também se encontra na viagem de núpcias e está muito disposta a acabar com esse amor repentino de $eu noivo por sua amiga.

Acontece que, como disse acima, a Milionária tem muitos inimigos e metade deles também se encontra no cruzeiro…

(Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!)

A vítima? Sabemos quem é, só nos resta esperar o momento em que será morta. E que momento! Assinado por Agatha Christie não poderia ser um assassinato qualquer e nem numa circunstância comum. Obviedade passa longe da nossa Rainha do Mistério! Ela é teatral e  magistral! Jogo de Poker. Quase todos no salão de jogos ouvindo uma boa música quando  Bourget entra no local bêbada e apronta um barraco. A milionária foi preservada pelo marido, claro. Foi conduzida aos seus aposentos enquanto a ex-amiga fazia seu escândalo peculiar. Sobram poucos no salão, muitos foram para os bastidores de seus quartos. Será? Bourget num ato insano atira na perna do ex-noivo! Mais barraco, mais escândalos: “chamem os médicos”! Por que não chamar também Poirot? Este dormia tranquilo… Os médicos chegaram, socorreram o baleado Don Juan, levaram a descontrolada traída para a companhia da sádica enfermeira do navio e… Ridgeway aparece morta em sua cabine. Quem a mataria? Sua amiga traída sob o olhar de algumas testemunhas do salão de jogos? Todos os outros inimigos, inclusive sua fiel ,mas rancorosa, empregada e secretária? Seu atual e apaixonado marido baleado? Todos tem um álibi, todos tinham motivos…

TODOS são suspeitos, até mesmo a ricaça.  Afinal, estamos falando de Agatha Christie! :D

Resta Poirot por suas massas cinzentas para funcionar depois de ver a cena do crime: uma mulher morta em sua cama com um tiro na cabeça. Alguns objetos fora do lugar. Curiosamente, cheiro de esmalte na cabine…

Enfim, confiram! Eu recomendo o LIVRO. O filme é muito bom, mas Nilo foi pintado de maneira muito pitoresca, sem clima de mistério. A narrativa do livro tem uma competência incomparável, insubstituível. Guillermin até que conseguiu por a seu favor uma narrativa extensa e densa, mas nada que abafe o brilho de nossa Rainha…

Ajudem Poirot! Leiam o livro e respondam: (a) quem matou? (b) motivo? (c) a arma? (d) como aconteceu?

Por: Guerra de Pipoca.

Velha Nova Infância

 

(Feita por Guerra de Pipoca)

Lacan se dizia com 5 anos de idade, mas ter 5 anos de idade e saber ter esses anos de vida são duas coisas diferentes.

Saber ter 5 anos nas costas é fantasiar, brincar com a vida, brincar com que estiver disponível como instrumental e ferramenta e fazer disso um lindo momento de prazer e satisfação. É  saber rir e sorrir com as situações, adversidades, momentos, circunstâncias etc. Demora-se muito tempo para ser jovem…

Saber ter 5 anos é conseguir enxergar diversas possibilidades de respostas para as experiências da vida…

(Feita por Guerra de Pipoca)

assim como fazem as crianças que tiram do lenço depositado no chapéu -com toda mágica do mundo- um belo pombo. Assim como Lacan, que com muitos anos de experiência se dizia com 5 anos de idade.

Mais uma  vez: comemoremos o tempo dos Aquarianos, tempo este que é atemporal…

Felicidades, Aquarianos Guerreiros! (Guerra de Pipoca, Morgana, Vamp e BullDog)

Vida Longa e Próspera!

Por: Moiras.