Anjos Rebeldes

Anjos Rebeldes – The Prophecy

Direção: Gregory Widen

Gênero: Comédia

EUA – 1995

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POSTAGEM AUTOMÁTICA.

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Confesso que a primeira vez que o vi não criei muita sintonia com ele. Achei tudo muito idiota, sobretudo a maneira como os Anjos roubam as almas dos humanos. Porém, a segunda vez que o vi já achei melhor, encarei com mais naturalidade todas as tolices fantasiosas entre os Anjos do longa e, para um filme de comédia, cumpre com o combinado. Engraçado que agora, quando busquei a ficha técnica do filme na internet, vi que a maioria dos sites afirma que o gênero de Anjos Rebeldes é terror e outra leva afirma que é suspense. Sorry! Não é nem um, nem outro. É comédia, mesmo. Me explico.

Não há nada na técnica do filme que leve um/a cinéfilo/a a pensar que se trata de terror. Falta tudo, literalmente! A história, também, não é defensável para o gênero. Diz a sinopse: “Um policial, que ia se sagrar padre mas perdeu a fé, se depara com uma guerra entre anjos, pois alguns deles, liderados pelo arcanjo Gabriel, não se conformam de Deus ter dado alma aos seres humanos. Enquanto esta luta acontece as almas não podem deixar seus corpos e irem para o Paraíso, sendo que Gabriel procura na Terra almas que possa usar em seu exército, mas outro anjo tenta detê-lo”. WTF?

Bom, enfim. Não há lucro em tornar esse texto uma guerra religiosa x científica. Encaro, portanto, esse filme como uma comédia épica. Isto é, os anjos pra mim nada mais são do que soldados em campo de batalha. São eles:

  • Soldado Simon, interpretado por Eric Stoltz (sensacional em Parceiros de Crime). Este soldado luta para que os seres humanos tenham o direito de possuir alma. Ou seja, que evolua com seus próprios comportamentos.
  • Soldado Gabriel, interpretado pelo ma-ra-vi-lho-so Christopher Walken. Ele luta, em nome do ciúme que sente de seu chefe, para provar que os seres humanos não merecem o paraíso.
  • Soldado Diabo, interpretado por Viggo Mortensen. Incrivelmente, luta junto com Simon, para deter Gabriel.

Simon é um soldado mais fraco, e Gabriel rouba a cena. Aliás, a graça TODA do filme é Christophen Walken. Sobretudo quando convoca moribundos para dirigir o carro para ele. Sim, sim, Gabriel é um anjo, mas precisa de carro para se locomover para os locais mais distantes, rsrsrs. Estão vendo como a ideia de soldado cai muito melhor? :D

Deixo esse vídeo dizer, por mim, o restante do texto.

Não é uma comédia? :D

Por: Guerra de Pipoca.

Trailer Harry Potter

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 estreia nos cinemas em 15 de julho, em 2-D, 3-D e IMAX. É o fim da saga e, pelo jeito, o tão esperado confronto vai acontecer.

E o beijo da Hermione e Ronie? Sai ou não sai?

Por: Vampira Olímpia.

Game of Thrones

Pra turma que adora um seriado…

Vai começar dia 8 de maio Game of Thrones, produzida pela HBO e aparenta ser muito bom! Pelo menos é um seriado épico (o que me anima muito para vê-lo) e quem sabe nesses tempos em que a monarquia tenta dar seu último suspiro o enredo não cumpra o bom papel de pão e circo para o povo? :D

Sem contar que Sean Bean (Boromir de Senhor dos Anéis) é um dos personagens principais. Considero-o como um dos melhores atores que o mercado épico dispõe atualmente. Enfim, vou conferi-lo.

Por: Guerra de Pipoca.

La Haine

La Haine

Direção: Mathieu Kassovitz

Gênero: Cinema Verdade, Ação

França – 1995

Alguém, quando criança, compreendia por que a noviça rebelde era rebelde se o máximo que fazia era cantar nos Alpes austríacos? É preciso compreender o contexto histórico, não? O que uma mera arma de fogo pode causar nas vinte e quatro horas na vida de três jovens das banlieus francesas? O beur (franco-árabe) Saïd Taghmaoui, o judeu Vicent Cassel e o negro Hubert Koundé não sabem que, numa queda, o importante é o impacto ao aterrisar. Quem são eles senão indesejáveis para o mundo? Não diria que são sem posição social, mas precisamente, como diria Foucault, inconscientemente citado por Saïd, jovens “trancados do lado de fora”. Essa é a lógica de um gueto, de uma área menosprezada, uma lepra da estética. A síntese do mal, a razão por todas as malezas sociais. Nos embalos de Tropa de Elite 2, enfim escrevo sobre La Haine, filme preto e branco que está longe de ser monótono! Ruben Katzman demonstra o processo de sedução à homogenia da cultura dominante para, esta, depois, abandonar os próprios seduzidos. Posso chegar –e é meu intuito, num buraco mais embaixo. Vamos por partes!

 

O conhecimento é produto de uma dupla relação entre o que é produzido socialmente e o que é socialmente reproduzido. Logo, o que sabemos sobre as zonas degradadas—favelas, guetos, banlieus—e seus moradores perpassam um discurso tributário das representações do senso comum muito antes da análise da produção das ciências sociais a partir dos anos cinquenta. Esse problema se choca com sua antítese na militância da própria ciência social. Não há anjos e demônios; um discurso não deve ser suplementado por outro. O Capitão Nascimento pode xingar o quanto quiser os cientistas sociais. Sou um deles, mas diferente daqueles que ele denuncia. Tento distinguir o x qua x e o y qua y.

 

O outsider tem sua clássica representação como inimigo do Estado e da sociedade a ser combatido; são sujos e vivem em condições insalubres que denotam suas virtudes morais intrínsecas. Muito bem, quando a culpa recai sobre seus residentes torna-se fácil obscurecer a responsabilidade estatal. Uma comunidade carente é traduzida como antro da promiscuidade moral. Louis Chevalier chama tais segmentos de “classes perigosas” e disto advém o seguinte questionamento ético: deve-se permitir a sobrevivência de pessoas não enquadradas no mercado de trabalho? Seria isto estimular o ócio? O trabalho aqui não se configura em qualquer meio de subsistência, mas tão somente naquele oficializado pelo Estado. E justamente só come quem trabalha de acordo com a oferta do mercado. Logo, há uma geração de pobreza maior, uma vez que as ocupações destas populações são destituídas de seus meios tradicionais de sobrevivência. É um apelo sedutor para a cultura “dominante”. A falta de opção é vista como escolha, como preferência pelo vício por parte de quem resiste ao modelo idealizado. Aliás, lembrando que para Marx, Ideologia é falsa consciência enquanto Cultura é uma alienação mistificada. Quem preferir pode definir Cultura como espaço da discussão pela hegemonia. Acho que fica melhor neste contexto embora prefira a denominá-la como “negação da Natureza”.

 

O problema é justamente a falta de capacidade de absorção de todos àqueles que aderem as novas normas! Nas palavras de Katzman, “han sido seducidos por uma sociedad moderna em que solo pueden partipar simbolicamente, no pudiendo superar por sus próprios medios los obstáculos para alcanzar uma participacíon material equivalente”. Percebam porque não há anjos e demônios. A violência das áreas pobres em geral não se dá pela necessidade de comer ou algo vital capaz de legitimar o roubo. Obviamente a extrema pobreza existe, mas em geral em lugares mais distantes do que as favelas do Brasil e, muito menos, das banlieus francesas. Não falo da pobreza das zonas rurais, da Etiópia ou dos mendigos. Refiro-me à clássica pobreza das metrópoles urbanas. Roubam porque querem um PlayStation. Não são santos tampouco culpados, vide serem seduzidos a isso constantemente. O discurso da fome é uma espécie de redenção, mais mito do que realidade. Se estes indivíduos desejam o mesmo do que eu, qual o ponto de renúncia? Se ceder constantemente, não culminarei na inversão, ou seja, conferindo aos “indesejáveis” a prioridade na aquisição de certas mercadorias antes mesmo de mim? E se assim acontecer, talvez eu mereça isso, não? Afinal, fui eu quem ostentou e estimulou o desejo alheio pelas minhas posses. Para legitimar o desejo alheio em simultâneo ao afastamento da possibilidade de obtenção daquilo que possuo, o discurso ideológico costuma amalgamar a descrição morfológica do local com a descrição de seus habitantes, atribuindo-lhes características morais degradadas. São sujeitos transformados em objetos; entretanto, para reconhecer o sujeito, é necessário eliminar o objeto. Ao ignorar toda a subjetividade do sujeito, para que perguntar o que ele pensa ou acredita? Posso generalizar de antemão. E quando se faz uma pergunta nestas circunstâncias, já se sabe a resposta: uma noção positivista.

 

Devem desejar o que tenho porque este é o certo. Entretanto, não são dignos de tê-lo. O processo civilizador consiste na substituição da violência aberta pelo controle de normas comportamentais, ou seja, a disciplina e adestramento. É um túnel sem fim porque se traduz simplesmente em: para que você não roube meu PlayStation, te ensinarei regras de comportamento pautadas em valores que eu possuo pregadores exatamente do desejo pelo PlayStation. É por isso que a pobreza, por si só, não possui vínculo algum com a violência. Esta se manifesta mais no desejo. E essa mistura entre pessoas diferentes é um “risco”, a menos que seja regularizada e controlada. Daí o afastamento.

 

O cinturão vermelho na periferia parisiense onde os três jovens outsider residem tem seu nome num antigo conglomerado de comunistas. Ironicamente, agora estão isolados, “trancados do lado de fora”, incapazes de adentrar o glamour da contemporaneidade do capitalismo. O isolamento social produz segregação residencial. Logo, a rede de relações sociais é menor. A estrutura de oportunidades do indivíduo depende de sua sociabilidade e obtenção de recursos, para transformá-los em ativos. A falta de vínculos não gera somente a submissão do mais fraco diante o mais forte, na qual a “escória” oprimida tentaria subsistir. É além. Enquanto o oprimido jaz na base da pirâmide social, a exclusão social processa a des-filiação do indivíduo. Ele sequer é um oprimido da hierarquia. Sequer faz parte desta, é um “inútil para o mundo”. O inútil decorre da concentração e acumulação de desvantagens em determinados setores da sociedade. Não se trata de segmentação—processo de redução de oportunidades de interação de grupos ou categorias sociais distantes—mas de segregação. Não é mais o “exercito de capital de reserva” marxista, é mais grave. Não há função para estes indivíduos. Ou seja, refere-se aos processos de polarização e endurecimento das distâncias sociais. A hegemonia, aliás, é um consentimento ativo: não se impõe, convence.

A redução progressiva da sociabilidade informal entre diferentes grupos sociais, das quais um se tornará “inútil”. É realmente “inútil”? Por quais motivos? São vários: Necessidade de elevação constante dos limites de qualificação para integrar o mercado formal devido às aceleradas inovações tecnológicas e necessidades de produtividade e competição em nível mundial. A estagnação da classificação se dá, entre demais fatores como o residencial e a educação, pela própria divisão do trabalho. A segmentação diminui a interação social entre trabalhadores com diferentes graus de qualificação. Não é possível demonstrar algum talento inato ou aprender pela observação, pois não há chance para isso. Contudo, isso não afeta somente os pobres. Também afeta classes superiores, cujo resultado é uma sistemática piora a todos. Existe também a drástica desvalorização das habilidades e competências já adquiridas (antigamente Vovô servia pra ensinar algumas sabedorias de vida. Agora, se ele mal consegue acessar e-mail, é um imprestável descartável).

 

Ufa! Dá pra entender os humanistas, não? É cru-el. O problema é que é humano e não sei se é utópico acreditar que possa acontecer de outra maneira. Hubert, no ano de 1995, possui uma televisão de vinte e nove polegadas em sua casa. Os prédios não são caídos: para padrões brasileiros, seriam dignos de classe-média. É complicadíssimo determinar se a reivindicação é necessária ou exagerada. Inclusive porque muita dessa carência francesa não é meramente econômica. Adquirimos a noção do individualismo negativo: os “inúteis” para o mundo. Faltam referências, a carência é total. Faltam considerações, segurança, bens garantidos e vínculos estáveis.

 

Bem, vamos para a parte mais legal. René Girard e a gênese da violência humana! Talvez isso deixe mais claro o que tento dizer: pode ser injusto, mas há como ser de outra maneira?

Não existe relação humana sem objetos. É o mundano o espaço de troca entre homens por excelência. Em Violência e o Sagrado temos a teoria do desejo mimético (de desejar aquilo que o vizinho tem) aplicada nas mais variadas construções sociais e a lógica do sacrifício humano.  Há um duplo aspecto em vítimas expiatórias: são simultaneamente sagrados e criminosos (todo mundo aqui conhece o drama que fazem na morte de um traficante ou ditador, não? Deseja-se a morte do infeliz para depois sentir arrependimento). O bode expiatório é a válvula de escape dos ímpetos violentos acumulados no prelúdio do conflito iminente. Em geral, quem é o infeliz? O indesejável. Portanto, não se trata de um inútil para o mundo. Ele tem, sim, uma utilidade. É trágica, mas, repito, não conheço sociedade excetuando-se as de lógica totêmicas sem bodes expiatórios. O morador da banlieu ou favelado é a vítima substitutiva, sobre ela é desejado todo o ódio e sede de violência para aliviar e livrar a sociedade dos possíveis conflitos.

 

Uma sociedade está sempre sujeita a uma escalada de violência devido ao círculo vicioso de represálias, como já foi observado por etnólogos em sociedades primitivas. O surgimento de uma violência incontrolável no interior de uma sociedade ocorre normalmente nos momentos da crise sacrificial, ou seja, quando os sacrifícios rituais já não mais atuam eficientemente como válvula de escape dos impulsos violentos. Não lembro a terminologia precisa disto em economia, algo como “utilidade marginal”. É quando o remédio de emagrecer pára de dar efeito e você volta a engordar a menos que tome uma atitude nova em sua vida, provocando uma reestruturação do habitus. Talvez seja melhor explicar de outro modo: há uma exigência popular por um novo centro esportivo. O governo cede. Durante algum tempo os moradores estão felizes até este centro se banalizar e deixar de ser o foco de interesse. Surge um novo desejo. Se ninguém se manifestar, não haverá nada. O indivíduo que se manifestar é a vítima do sacrifício para gerar uma mudança.

 

Os ritos sacrificiais bem como os mitos que os narram simbolicamente representam a forma de uma sociedade reviver o seu acontecimento fundador, o sacrifício não mais ritual, mas real e espontâneo de uma vítima expiatória. Aqui insere-se a teoria do desejo mimético. Conforme nos conta Girard, o desejo mimético (o desejo de ter o bem do outro) é inerente à condição humana. Antes de racionalizar como devo agir diante uma situação, a lógica é espionar meu vizinho para ver como ele lida diante o mesmo fenômeno. Porém, a culpa não é do Outro, né? Seria fácil demais, como fazem filmes de teoria da conspiração, denunciar o Sistema como se o delator deste fosse isento de participação. Para que qualquer objeto meu tenha algum valor e significado denunciando meu próprio status, é necessário que outros o desejem.

 

Os homens desejam o bem e o ser do próximo invariavelmente, o que terminará por gerar a rivalidade mimética. O detentor do bem quererá defendê-lo mas, ao mesmo tempo, estimulará o desejo do outro pois o fato de o seu bem ser também desejado por outrem potencializa o valor do mesmo. Quando um irromper com um gesto violento o outro imediatamente revidará também por impulso mimético e assim se iniciará um rosário interminável de represálias que somente terminará com o sacrifício de uma vítima expiatória que trará de volta a paz à sociedade.

 

Nem mesmo a Terra das Brincadeiras, onde vivem os Ursinhos Carinhosos, está isenta disso. Para Girard, toda sociedade primitiva em seus primórdios experimentou o evento de uma crise de violência generalizada que ameaçava a sua própria existência e que findou com o sacrifício de uma vítima escolhida arbitrariamente, sobre a qual foram despejados todos os ódios e desejos de vingança, restaurando-se a paz social e fundando-se a própria sociedade politicamente organizada. Talvez o que incomode Vincent, Saïd e Hubert é a racionalização da função do “indesejável”. O nascimento é arbitrário: não se escolhe nascer príncipe ou mendigo. Entretanto, uma vez no mundo, a função que devem desempenhar como “indesejáveis” é bem nítida. A arma nas mãos é apenas o gatilho para cumprirem o rito sacrificial. Lembrando: se ninguém morresse em banlieus e favelas, haveria sequer um incômodo por parte da sociedade mais ampla com estas regiões?

 

Os mitos narrariam figuradamente os eventos que culminam no sacrifício, e dentre os mitos, René Girard inclui não apenas as narrativas mitológicas, mas a tragédia grega e mesmo o Antigo Testamento. Nestes textos, há uma espécie de descrição figurada parcial ou total da rivalidade mimética, da escalada de violência e do sacrifício de vítimas expiatórias. O cinema opera com o onírico, o imaginário. Há algo de mitológico nele e, assim como mitos indígenas, filmes da estirpe de Tropa de Elite 2 e La Haine desvendam o sentido oculto de muitos dos textos das culturas primitivas e antigas: eles representam simbolicamente os horríveis eventos fundadores da sociedade que terminam no sacrifício da vítima expiatória. Mas que infernos a morte de Vincent tanto representa, carambolas? A Revolução Francesa, talvez? A emancipação política do camponês antes de se tornar proletário? As guerras de colonização de um povo sobre o outro? Não posso especificar.

 

É válido lembrar aqui o exemplo do pharmakós grego (pois é, o bode expiatório que serve para aliviar as tensões sociais é o que hoje dá nome para “farmácia”. Neste exato sentido de remédio para curar. Há quem diga que não era exatamente executado, mas certamente o infeliz era condenado, no mínimo, ao ostracismo!), um pária que era mantido cativo para ser sacrificado em épocas de grandes crises e catástrofes—mesmo naturais—, como se sua morte pudesse eliminar a crise ou a catástrofe, tal como no acontecimento fundador da sociedade, o sacrifício da primeira vítima expiatória eliminou uma grave crise de violência.  O estabelecimento de uma nova Ordem, lembrando as resenhas que redigi anteriormente, transpassa uma recolocação entre o Totem e o Tabu. Quando o Escravo derruba o Rei, suas posições revezam. É claro que este tipo de análise pressupõe a História como cíclica, não é bem assim. Não obstante, não me estenderei nesse viés. Basta assinalar que uma reprodução da estrutura gera sua transformação. E mais importante! Se você hoje é Rei, nada garante que um dia o Escravo possa lhe usurpar. Neste caso, o Escravo será você! Por isso a relação de posse é delicada. Elas devem ser cobiçadas para adquirirem valor, mas é extremamente perigoso não afastar aqueles que a desejam da real possibilidade de efetivamente a usurparem. Para impedir que isso aconteça, Vincent, Saïd e Hubert são constantemente relembrados de suas posições como párias, o que abala a própria auto-estima e crença na legimitidade destas posses. A ver como o estigma é reproduzido numa cena com uma jornalista indagando se sabiam algo sobre os conflitos, como se bastasse morar no bairro para ser um de seus residentes “problemáticos”.

 

O rito serve assim para manter viva a memória do acontecimento fundador e para servir como um despejo de impulsos violentos. Quando o rito já não mais desempenha a sua função, surge a crise sacrificial: muito bem representada pelo mito de Caim e Abel. Abel sacrifica os primogênitos de seu rebanho, portanto tem uma válvula de escape. Caim já não a possui, por isso não contém seus impulsos violentos e, movido pelo desejo mimético ou inveja pelo amor que Deus tem pelo seu irmão, mata Abel.

Não apenas os ritos e os mitos são podem ser interpretados mediante teorias do desejo mimético e do sacrifício, mas inúmeros costumes primitivos como o uso de máscaras, a repulsa ao sangue menstrual e aos gêmeos, e muitas das proibições ou regras de direito primitivas. Isto serve para compreender problemas do nosso próprio tempo tais como o racismo, o anti-semitismo ou o aborto. Afinal, a perseguição por motivos de raça ou a luta pela liberação do aborto não seriam formas de ressuscitar o velho mecanismo sacrificial, elegendo novas vítimas expiatórias de nossos ódios intestinos?

 

OK! Então a violência é necessária para o próprio mito fundador de uma civilização, totem e tabu simultaneamente. Isso quer dizer que não devo fazer nada? Filosoficamente, talvez sim. Por outro lado, em um contexto mais pragmático, essa opção não me é dada. A burocracia existe para simultaneamente retificar e contornar os conflitos sociais. No caso do Brasil, a forma de distribuição de direitos sempre foi condicionada pelo mercado de trabalho e sindicatos. Duas lógicas operam correlacionadas, a dizer, quem está fora do mercado de trabalho não tem acesso aos direitos e que, para um bom governo, é necessário o pagamento de todos por bens usufruídos somente por alguns. Eventualmente a noção de que é legítimo taxar sobre a propriedade privada para assim garantir certos bens àqueles que não possuem “nada” se propagou, retificando o ideal igualitário.

 

Antes preciso salientar algo que talvez não tenha ficado tão claro no texto anterior! A miséria do mundo é gerada pelo Capitalismo e pela Indústria, é verdade. Contudo, estes só puderam desenvolver graças aos ideais Iluministas. Se a premissa de que os homens nascem iguais e livres não existir, os Fashion Weeks não serviriam para nada! As idolatrias dos deuses e a das celebridades são comparáveis em grau, contudo há uma nítida diferença no gênero! O indivíduo que idolatra Zeus ou Hera sabe que jamais será um deus, quando muito clama por benevolência. O indivíduo que idolatra Ronaldinhos ou Xuxa o faz com a intenção subliminar de um dia tornar-ser um deles. Se existe uma lei pregando que você, nascido plebeu, não poderá jamais vestir os trajes de um nobre mesmo que porventura reúna condições materiais para adquirir tais trajes, o catálogo de moda não serve para nada! Se existe uma lei te obrigando a andar com a cabeça abaixada atrás de um nobre, mesmo que os trajes lhe fossem acessíveis, permaneceriam sem grande valor! Somente com a ideia de que todos podem adquirir os produtos que bem entender sem receio de discriminação por casta ou qualquer qualidade irrefutável, inerente, é que a Indústria e o Capitalismo podem prosperar. E não é à toa que seu impulso primordial se deu na indústria têxtil! Também no espelho! Isso mesmo, espelho! A imagem refletida do que você potencialmente pode ser ao experimentar uma roupa no shopping!

 

Ainda assim, existe uma geometria variável: o direito em suas variantes (direitos civis, direitos políticos, direito sociais etc) depende do contexto. Na Era Vargas, a expansão dos direitos sociais foi concomitante à diminuição dos outros. Porém, Brasil não é França. O Estado nasceu forte no Brasil, com a noção do cidadão como súdito. Na França, os cidadãos “empurram” a cidadania na marra. A construção do cívico é “de baixo para cima”. Ou era, né? Se ainda fosse assim, não haveria Saïd, Vicent e Huberts perdidos por aí…

 

A sociedade privatiza o Estado. O Estado “fagocita” a sociedade. Ademais, com a queda do muro de Berlim, a crise do Estado do Bem-Estar Social se agravou. Pessoalmente não gosto desses termos escatológicos, proféticos de fim de mundo. Mas é a história oficial, então vamos lá: o Neoliberalismo conduz ao debate entre o ético e o eficaz. Os critérios de justiça e responsabilidade estatal entram em contraposição aos critérios de eficiência. Há, claro, um imaginário coletivo, um savoir vivre de adequação aos novos tempos, um “discurso gramatical”. Evidentemente só é ouvido quem consegue se ajustar à gramática e o repertório do contexto. Dane-se se você quer ser artista se o mundo não se interessa mais por isso, ainda que, em sua juventude, você tenha sido ensinado a valorizar a Arte. Essa rápida transitoriedade pós-moderna não permite com que todos se ajustem, evidentemente. A transitoriedade é justificada pelo discurso da eficiência. É isto que vai melhorar e pronto! A faca é de dois gumes. Se não mudar, piora. Se mudar, nem todos se adaptam e a exclusão aumenta. Piora de qualquer modo. Evidentemente, qualquer hegemonia estatal depende, para ter legitimidade, de dois fatores: coerção e consentimento. Nunca é só um destes; é sempre uma dosagem entre os dois termos.

 

VOCÊ FAZ PARTE DO SISTEMA E ESTÁ DE ACORDO COM ELE, QUEIRA ISSO OU NÃO! Humf! Pronto! Falei! Odeio filme de conspiração por transmitirem essa ideia de isenção de culpabilidade do indivíduo, ou então de inocência, como a ciência de sua responsabilidade pudesse lhe trazer redenção. Para ele, claro. Não para os Outros.

 

Um Sistema nada mais é que um “Universo cognitivo simbólico”. Qualquer movimento social ou protesto de ONG possui uma dupla face. São expressivas e disruptivas e integrativas e coorporativas. A ruptura também é integrativa. As duas faces da mesma moeda não são contraditórias. Afinal, se quero ir contra o Sistema, ao realizar um protesto necessariamente estabeleço um diálogo com este. E através do diálogo o Sistema permanece. O poder só é legitimado com o mínimo de consentimento. Não há como ir totalmente contra um Sistema porque não sou um ser desassociado deste: faço parte dele tanto quanto àqueles que condeno.

 

Habitantes de banlieus são pessoas de diferentes níveis educacionais, ocupações etc: não se trata de algo homogêneo. São tão estratificados entre si e seguem igualmente a lógica da “sociedade”. São capitalistas. O que os diferencia de “nós”, os “estabelecidos” em relação aos “outsiders” é somente a percepção social. Certas regiões periféricas, como todos devem saber, por vezes são mais ricas que algumas regiões dos “bairros” clássicos. Dentro das periferias os moradores agem exatamente como fazem os indivíduos da sociedade “estabelecida”, travando relações capitalistas. Não há uma lógica igualitária poética de comunidade. É a mesma lógica do público. Um gueto é tão somente um arranjo particular plenamente inserido na generalidade capitalista. Também nestes locais a monopolização dos recursos é fundamental para a reprodução das atividades econômicas. Vive-se e reproduz-se a partir da própria vulnerabilidade. Uma das piores situações que poderia acontecer para tais segmentos seria a democratização igualitária dos recursos, implicando a quebra da hierarquia local (leia-se recursos por específicas ajudas de ONGs, instituições de caridade etc).

 

A perspectiva de Anthony Giddens seria uma terceira via, nem Direita neo-liberal, nem Esquerda comunista. Para ele, não há pós-modernidade, mas uma radicalização da modernidade. Esta ocorreria quando o homem reflete e pensa sobre sua condição de vida sociologicamente. Refletindo sobre si mesmo, a sociedade pensa na própria diante os ditos da sociologia—uma dupla hermenêutica. Tal como um movimento de hélice, sociedade e sociologia se auto-definem. Entretanto, nem sempre acontece desse moldo. Quando não se conhecem as duas faces, não é possível compreender a “realidade”. A sociedade marcha num ritmo diferente da sociologia, que fica para trás. Portanto, por mais que ideólogos acreditem na revolução por vir do povo, da soberania popular etc…

 

É ilusão! Não é uma surpresa constatar que habitantes de guetos não sejam revolucionários. Na realidade, nunca o foram. Não é de suas constituições. Os pressupostos dos militantes diferem do que realmente acontece. O que se constata, repito, é a “integração” e a “negociação” (há exceções; claro). Por mais comum que seja a aspiração para mudar de vida, o entrelaçamento cultural rege para o estabelecimento de uma regularidade normativa. Os valores, hábitos, gostos, interesses e aspirações, ou seja, as aspirações, variam mais ou menos condicionadas pela forma e meio de morar. A visão de um mundo de um indivíduo o faz aspirar um salário maior a fim de ampliar o consumo, não modificá-lo. Aqui a coisa complica nos limites da tolerância.

 

Quem lembra da cena onde os três jovens entram num vernissage e flertam com duas meninas (saliento o fato de uma delas ser negra)? Eis uma peculiaridade francesa. Quando as discrepâncias entre classes são muito gritantes, como no Brasil, é visível de antemão quem é e quem não é “da área”. O conflito oriundo da segregação não chega a ocorrer por ser impedido de antemão. Quando se dá, sobretudo, por diferenças étnicas, como nos Estados Unidos, a materialização do estigma é ainda mais visível. Agora, notemos como dos três jovens, o mais revoltado é Vicent. O branco! Não é o franco-árabe nem o negro. Por que? Porque para ele o motivo de sua segregação é mais sutil, o que, ao ser efetivada, a torna mais gritante. Não é por classe ou por etnia. É simplesmente por ele não se enquadrar na Ordem. Enquanto calados, são aceitos no mundo que os tranca do lado de fora. Basta abrir a boca para…

 

Quando a descriminação não é pelo “Ter”, se torna pelo “Ser”. Mais crua e violenta, diria. O diálogo é outro. A sociabilidade é diferente. Vejamos: um vestido Versace no corpo da Dona Zulmira, a caixa do supermercado, é apenas um vestido preto. Para que aqueles trapos de pano se tornem verdadeiramente Versace, sua forma é apenas metade do caminho. A outra metade depende do modo de quem o vestir! Se os ombros ficarão à mostra, ou se vai combinar com determinado tom de batom ou corte de cabelo, a cor da bolsa e o tamanho do salto. O jeito de andar e, portanto, movimentar o vestido. É isso que transformará o vestido inteiramente em um verdadeiro Versace. A coroa de um rei não se sustenta por muito tempo na cabeça de quem não sabe governar! Portanto, por mais economicamente igualitário que seja, por mais que dois indivíduos—um da periferia e outro do bairro tradicional—possam comprar o vestido Versace, apenas o derradeiro “sabe” vesti-lo. Isto é válido para bens não-materiais. Arte contemporânea é um desses. Todo mundo que entende um pouquinho de arte sabe que Arte contemporânea não tem definição, que não é para entender nada. E é hilário ver pessoas que não entendem nada filosofando sobre o assunto na tentativa de se passarem por entendidos. É mais ou menos isso que aconteceu com os três jovens no vernissage. Naturalmente o mais revoltado é o Vicent. Ele não tem válvula de escape, não pode alegar que foi injustiçado por sua etnia negra ou árabe. Na cabeça desse rapaz a pergunta que não quer calar é: mas o que foi que eu fiz? Por que não sou como eles? O que me faz diferente dessas pessoas?

 

Você não sabe vestir o vestido Versace adequadamente. Simples assim. E tem mais! Isto equivale dizer que a maneira como você veste o vestido é barbárie. Pois é, a política é a continuação da guerra por outros meios, rapaz. A violência, neste caso simbólica, é a ausência do conflito. O seu mal-estar advém de nascer numa região degradada num país que se diz com igualdade, fraternidade e liberdade para todos. Para Loïc Wacquant, é “uma Vingança da História”. Tais valores são facilmente aderidos pelos antigos povos conquistados, porém não são realizáveis na práxis. A rotulação como periférico é uma classificação. E qualquer classificação é uma desumanização, contrariando os próprios ideias que seduzem levas de imigrantes na esperança de viver a Utopia na Terra. Bem, uma utopia, precisamente, não tem topos, não tem lugar. Só resta, então, a arma na mão.

 

Guetos incorporam pela sociedade mais ampla a metáfora da guerra. São vistos como inimigos internos que ameaçam a existência da sociedade como um todo. Precisam ser derrotados sem contemplação, estão à margem da própria sociedade e por isso não são dignos de piedade. Este “mal a ser combatido” é para além dos casos isolados que podem porventura de fato provocar problemas. Engloba toda a população circundante. Outra vez o fenômeno é cíclico. Com o cotidiano violento, somos levados a pensar que só se adapta a viver neste lugar quem é essencialmente parte disto, tão degradado quanto. A convivência dos moradores com os indivíduos potencialmente problemáticos é interpretada como conivência. Forças estatais, seja o BOPE ou polícia francesa, alegam como numa “guerra” as baixas são naturais. A mecânica opera na premissa de que inimigos não têm direitos. Em guetos não há cidadãos a proteger. Obviamente isto não implica em matar deliberadamente; porém, se morrer…é um mal necessário.

 

O repertório dos Direitos Humanos contempla basicamente os direitos civis. O apelo aos direitos humanos é a defesa mínima à Vida. Aquele que apela tanto pelos Direitos Humanos significa que suas condições mínimas de vida estão ameaçadas. Talvez alguns destes realmente sejam criminosos. Por outro lado, os que condenam os Direitos Humanos o fazem porque já os possuem, não?

 

Ninguém é santo ou demônio. Creio que deva existir uma divisão da responsabilidade pela violência uma vez que não é possível apontar um culpado palpável deste ciclo vicioso. Ou melhor, não há realmente um culpado se isto faz parte da condição humana. Realmente, prefiro dedicar-me, a partir de agora, em defender o direito das abelhas de produzirem o mel. Os gregos podem me chamar de “idiots”, aquele que não participa da bios política.

 

Herdeiro dos Intocáveis da Índia, dos vikings idosos, das mães com filhos mortos do sudoeste americano, dos judeus e dos ciganos (povo originário da região da “Boêmia”. Bem sugestivo, não? O que não se inscreve na Ordem tem lá sua “pureza”, mas é um “perigo”, para Mary Douglas), Vicent não tem perspectiva de futuro brilhante. A arma na mão pode lhe soar como um efemero grito oco de esperança. Mas somente por pouco tempo. Ele é o bode expiatório de um rito sacrificial contemporâneo.

Ele e este carinha aqui debaixo deveriam lembrar que o importante não é a queda, mas a aterrisagem.

Por: Eduardo Cidade.

Absurda

Absurda

Direção: David Lynch

Gênero: Curta, Surrealismo, Drama

França – 2007

Infelizmente, não achei um youtube com legenda em português, que alcançasse a todos. Mas vale a pena conferi-lo ou buscá-lo numa linguagem mais acessível.

Por falar em linguagem, a condição do inconsciente é esta, pois se estrutura como tal. O inconsciente, nos alerta Freud e Lacan, fala. Ao contrário do que pensava Aristóteles, que o homem pensa com a alma, o sujeito do inconsciente só toca na alma por meio do corpo. O corpo é um texto que se estrutura como uma linguagem sem pontuações.

Baudrillard nos lembra em Senhas que as palavras são temporais. Estabelecem-se por um jogo poético de morte e renascimento, por serem geradoras de ideias, operadoras de encanto. Em Freud, ao contrário, as palavras são atemporais, pois seus efeitos atingidos pelo inconsciente mostram que a linguagem pensa, nos pensa e pensa por nós.

David Lynch, mais uma vez, nadou em águas profundas, conseguiu tornar estranho o que é familiar. Pos em questionamento a estranheza do absurdo. O coração humano tem a odiosa tendência a chamar de destino aquilo que o esmaga e o atravessa; como fazem as Moiras: tece, fia e corta… Todo esforço do drama consiste em mostrar seu sistema lógico, e aqui o drama é surreal. O absurdo é muito claro: lucidez que abdica de si mesma.

Por: Guerra de Pipoca.

De Frente com Gabi – Rodrigo Santoro

Entrevista completa é encontrada no Youtube. Esta é a segunda parte, são quatro.

Não foi um diálogo rico em questões amplas sobre a televisão etc, mas o voo pelo cinema deu um panorama sobre os trabalhos de Rodrigo Santoro dentro e fora do Brasil.

Nesta entrevista, Rodrigo anuncia seu novo filme, sobre Heleno de Freitas. Mais um filme biográfico. Bato na tecla de que o Brasil achou essa fórmula de narrar sobre as vidas como uma fonte financeira promissora e tem investido seu cinema nisso. Nada contra, apenas considero que exaurir tal fonte pode torná-la sumariamente cansativa pro espectador.

Pra ser extremamente sincera, Heleno de Freitas é uma personalidade que nunca tinha ouvido falar. E nem se trata de ter ou não interesse por futebol, porque de uma maneira geral, entendo do esporte. Mas é que sua vida não foi popularmente expressiva. Nasceu em 1920, morreu em 1959 e fez o que neste intervalo? Usou drogas e jogou no Botafogo. Sim, é?

Longe de diminuir a existência dele, mas sabe… tantas outras personalidades mais interessantes na história do Brasil ou que ao menos não se limita às fórmulas vencidas como uso de drogas, porralouquices etc… enfim…

Por: Guerra de Pipoca.

Feliz Aniversário, Eduuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!

Eduuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu,

desejo que seu novo ano seja cheio de delícias incríveis e inesquecíveis!

Adoro você!

Beijãoooooooooooo da Pipoca! :D

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E todo o Guerra de Pipoca canta altoooooooooo a música da Xuxa pra você…

“Hoje vai ter uma festa,

bolo e guaraná,

muitos doces pra você…”

Exercendo a boa ação do dia

Recebi um e-mail correntista (detesto!) com a campanha para levar o filme “Nosso Lar” ao Oscar.

Diz o e-mail:

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O Ministério da Cultura está fazendo uma votação para escolhermos o filme brasileiro que deve competir ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2011, e o filme Nosso Lar está concorrendo. Indo pro Oscar, o filme torna-se mundialmente conhecido.

A Votação começou dia 08/09 e termina dia 20/09. O resultado sai dia 23/09.

Para votar é só entrar no site do Ministério da Cultura.

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Feita a boa ação do dia. Está informado.

Eu ainda não vi o filme, logo não vou votar. E nem sabia que o nosso Ministério da Cultura tem influência na escolha do filme que deve ou não ser premiado na Academia Cinematográfica Americana, me soa extremamente falsa essa informação. De toda maneira, falsa ou não, gostaria que o Brasil fosse representado por um filme menos religioso.

Por: Guerra de Pipoca.

Provocações – Sergio Ajzenberg

Vi esse vídeo e não me aprofundei demais em meus pensamentos. Trago para cá para pensarmos juntos. O vídeo não é propriamente sobre cinema, porém, é possível articularmos algo pensando nesta arte.

“Você não gostaria, por exemplo, de repente, idolatrar a dúvida?”

- Abujamra -

Questão pertinente pro assunto proposto.

Cinema também é marketing cultural? Em que ponto marketing cultural atinge a arte cinematográfica?

Ainda que a “plataforma de comunicação” tenha mudado muito, o paladar humano é diversificado demais. É difícil responder ao que o ser humano tem fome, posto que comemos de tudo. É difícil, no cinema, prever que o universo 3D vai abafar a vanguarda, por exemplo. Pois calcular tal incerteza é perder tempo.

Sobre os assuntos abordados no cinema ou em qualquer outra arte são sempre aqueles que tangem o nosso próprio universo. Não dá pra fugir dessa esfera humana. Então, de alguma maneira, por mais que a moda se diversifique, nada envelhece plenamente. Se hoje, como Ajzenberg apontou, a moda é o meio ambiente, isso não necessariamente modificará temáticas cinematográficas. É possível que a maquinaria se modifique bem mais rápido do que o universo consciente que a moda propõe.

Gosto muito da parte “vozes da rua”. rsrsrs

Marketing cultural ou marketing financeiro? Será que o cinema alternativo, esse muitas vezes visto como trash, caseiro, ou esse que não tem muita publicidade, propaganda, está fadado à decadência total apenas porque não tangencia a margem do rio que vislumbra bem mais o espetáculo e o lucro excessivo?

Por: Guerra de Pipoca.

Trailer: Harry Potter e as Relíquias da Morte

Uau!!! Novembro de 2010 será lançado a primeira parte deste filme (a segunda, será lançada em julho de 2011).

Quero muito assisti-lo e pelo trailer… teremos finalmente um épico? Gosto muito da atriz Helena Bonham Carter que faz o papel da Bellatrix Lestrange e aqui compõe o quadro do exército de Voldemort. Vê-la no vídeo me animou, ela tem cara de bruxa. Não dessas bruxinhas bobas de verruga no nariz, mas essas que sabem fazer magia.

Não entendo como que Harry sozinho tenta encarar Voldemort. Ou o primeiro é forte demais, embora adolescente. Ou o segundo não é lá isso tudo que dizem. Até aí, ok. Mas Voldemort tem um exército!!!!! E ainda assim não dão conta do Bruxinho gente fina?

Vamos conferir, né? Estarei no cinema em novembro! :D

Por: Guerra de Pipoca.